Francesinha à moda… do mundo

“A mulher mais picante que conheço é a francesa”, dizia Daniel David da Silva, o criador da francesinha.

“A mulher mais picante que conheço é a francesa”, dizia Daniel David da Silva, o criador da francesinha. E assim foi batizada uma das mais apreciadas iguarias portuguesas.

Natural do norte do país, de Terras de Bouro, cedo emigrou para a Bélgica onde trabalhou durante alguns anos como barman.

Daniel Silva era um conhecedor da cozinha francesa e terá ido buscar inspiração a 2 receitas gaulesas e um molho galês: croque-madame, croque-monsieur e o molho picante welsh rabbit (rarebit).

Em 1953 foi-lhe oferecida sociedade no Restaurante Regaleira por Abrantes Jorge, proprietário do restaurante fundado em 1933, na Rua do Bonjardim. Ao chegar à cidade Invicta, encontrou uma realidade diferente no sexo feminino. Mulheres mais discretas e com mais roupa do que estava habituado. “A mulher mais picante que conheço é a francesa”, afirmava. Foi este o início da história deste petisco na cidade do Porto.

Restaurante Regaleira - Rua do Bonjardim
Restaurante Regaleira – Rua do Bonjardim

O Segredo da Francesinha

Está nos ingredientes de qualidade… No pão bijou, no fiambre, na salsicha fresca (naquela altura comprada no mercado do Bolhão)… mas principalmente no molho, confecionado com cerveja, polpa de tomate, piri-piri (que nos anos 50 e 60 vinha das antigas colónias portuguesas), e um cálice de vinho do porto para lhe dar a “Pronuncia do Norte”.

Francesinha com ovo
Francesinha com ovo

Em 1963, após a sua morte, a receita foi levada para o Restaurante Mucaba, em Gaia, por um empregado que abandonou a Regaleira. Foi o início da expansão desta famosa iguaria do Porto.

O mundo já conhece a francesinha.

Em 2011, a AOL Travel, colocou-a entre as 10 melhores sanduíches do mundo e no início de 2015, o site britânico The Culture Trip, elegeu a francesinha como um dos petiscos imperdíveis da Europa. “É uma refeição pesada de proporções épicas, servida com uma generosa pilha de batatas fritas, mergulhadas num molho de marca registada”

http://vimeo.com/150305997

Onde comer as melhores francesinhas?

Provavelmente não estarei a ser politicamente correcto ou mesmo até a “ofender” os mais puristas defensores das Francesinhas do Porto, no entanto, como sou Beirão e como um dos objectivos deste artigo é defender a “internacionalização da francesinha” vou votar no restaurante Digujá cá para as bandas da Guarda… Deixem as vossas sugestões…

 



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