Casa Tapada dos Moinhos

A Casa Tapada dos Moinhos dispõe de uma sala de estar/receção, com TV, Ar Condicionado e lareira a lenha, cozinha geral, sala de comer, 4 quartos, dois com cama de casal (DOUBLE) e 2 com 2 camas individuais (TWIN), e ainda um apartamento/suite, com Kitchenette, sala de estar, com TV e Ar Condicionado, quarto com cama de casal, WC privativo, roupeiro.
Todos os quartos mencionados dispõem de WC privativo, TV com 28 canais, Ar Condicionado, roupeiro.
No exterior há um espaço rústico com 5000 m2, com piscina de adultos e outra de crianças, com água tratamento a sal, churrasqueira e mesa de pedra, e uma ampla área de estacionamento gratuito.
Tudo isto revestido com bastantes árvores frondosas que conferem ao local um bem estar de sossego e plena entrega à natureza.
É óptimo para a recuperação do cansaço do dia a dia, inerente à vida nas zona urbanas, com grande desgaste diário.

Casa da Ponte do Arrocho

“Esta casa mora à espera.
À vossa espera.
Porque é casa de acolher.
É casa de acolher-vos. E de guardar-vos bem.
Se é casa de guardar, não é, portanto, uma casa qualquer.
É a Casa da Ponte do Arrocho, uma casa cheia!
Cheia, sim!
Cheia de sinais, de histórias, de lugares, de memórias.
Cheia de vida! De vida longa, marcada em cada objecto que a completa.
E espera-vos assim, aqui, aberta e confiada,
como quem se entrega àqueles de quem já gosta.
Espera-vos assim: simples e serena,
como quem abriga e protege aqueles que nela se aninham.
Espera-vos assim: antiga,
como quem acompanha devagarinho aqueles que a visitam.
Espera-vos assim: viva e alegre,
como quem se encanta por receber aqueles por quem ansiava!
Esta é a Casa da Ponte do Arrocho e espera-vos!
Para passar convosco momentos deliciosos e inesquecíveis.
Aqui, nesta Loriga onde o tempo passeia, de mão dada com o rio.
A casa mora assim, aqui, à vossa espera.
Aproveitem a sua companhia.
E, já agora, mimem-na!
Como quem estima preciosidades.”

Praia Fluvial de Loriga, a praia serrana de águas cristalinas

Localizada em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, a Praia Fluvial de Loriga tem para oferecer, além da água cristalina e “geladinha”, a calma e a serenidade próprias do contexto onde se encontra inserida.

Praia Fluvial de Loriga - Manuel Ferreira Fotografia

Praia Fluvial de Loriga – Manuel Ferreira Fotografia

A Praia Fluvial de Loriga fica situada no curso da Ribeira de Loriga, que nasce no planalto superior da Serra da Estrela. Distingue-se por se encontrar situada num vale glaciário e pelas suas águas puras e cristalinas.

Por norma quando queremos apanhar sol dirigimo-nos para o litoral de Portugal. Mas desengane-se quem pensa que no interior não o consegue fazer. Em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, situada num Vale glaciário, a Praia Fluvial de Loriga está para contrariar todas as ideias de que na Serra da Estrela só existe neve.

Infraestruturas

Ao longo dos anos a praia tem sofrido alguns melhoramentos, que permitiram aumentar a segurança e o conforto dos visitantes. A qualidade tem sido atestada pela atribuição do galardão de ouro, uma menção atribuída pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Num lugar bastante tranquilo e sossegado, esta praia possui boas infraestruturas de apoio, tais como, balneários, WC, bar, parque de merendas, parque infantil.

Envolvência e Distinção

Esta praia foi umas das finalistas das “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, na categoria de Praias Fluviais. A National Geographic considerou-a uma das 9 praias fluviais mais bonitas de portugal.

O relevo acidentado e o valor ambiental da paisagem envolvente determinam um elevado potencial para a prática de atividades de aventura, desportos de natureza ou pedestrianismo.

Fotografias: manuelferreira.photography

Como a própria Praia, também os socalcos e a sua complexa rede de irrigação, uma obra construída ao longo de centenas de anos e que transformou um vale rochoso num vale fértil, são um verdadeiro ex-libris, uma obra que ainda hoje marca a paisagem, fazendo parte do património histórico da vila de Loriga.

Esta é uma praia inserida numa área protegida que requer que os visitantes sejam mais cautelosos, não só por isto mas porque existem riachos, rios ou outras linhas de água na área da praia.

Como chegar à Praia Fluvial de Loriga

A praia fluvial de Loriga dista cerca de 17 quilómetros de Seia. Vindo de Seia, pela EN 231, passa a vila de Loriga e encontra a praia cerca de 1 quilómetro depois.

Há poucos lugares de estacionamento por isso é aconselhável ir o mais cedo possível.

Coordenadas: lat=40.3273485 | long=-7.6783568

Praia de Bandeira Azul desde 2012

O local é recomendado não só por nós como pelo programa Bandeira Azul, que tem por objetivo educar para a sustentabilidade da biodiversidade e incentivar a adopção de comportamentos sustentáveis que respeitem a Natureza, tendo sido a praia de Loriga galardoada com a bandeira azul desde o ano de 2012.

 

Museu do Pão em Seia! Bem-vindos ao Mundo Encantado do Pão

O Museu do Pão é um museu privado, sediado na Quinta Fonte do Marrão em Seia na Serra da Estrela. O principal objectivo deste museu é a recolha, a preservação e a exibição dos objetos e do património do pão português nas vertentes: etnográfica, política, social, histórica, religiosa e artística.

A história do Museu do Pão

O inicio do projecto remonta a 1996 e surgiu na sequência das sinergias criadas entre alguns historiadores, empresários e docentes. O museu abriu a 26 de Setembro de 2002.

A recolha de espólio é continua e dura desde a fase de projeto, quer através de compra em antiquários, alfarrabistas e leilões, quer através de doações. Segundo os responsáveis “a constante renovação do Museu é condição indispensável para a plena prossecução dos seus objectivos.”

Museu do Pão - Edifício

Museu do Pão – Edifício – www.museudopao.pt

O complexo museológico é um espaço com mais de 3.500 m2 de área coberta, resultado da reconstrução e ampliação de um edifício já existente, utilizando materiais típicos da região, como a madeira e a pedra, de modo a integrar o imóvel na paisagem serrana envolvente. O Museu do Pão é um dos maiores “Museus do Pão” do mundo.

Sala Ciclo do Pão

Nesta sala encontra-se reconstituído o tradicional ciclo do pão português através de catorze painéis ilustrados, a que se juntam as alfaias e os utensílios retratadas em cada painel. Assim, aqui surgem os espaços da produção do pão, seus trabalhos e momentos.

Sala Ciclo do Pão

Sala Ciclo do Pão – www.museudopao.pt

Para além dos painéis ilustrados e dos utensílios, recria-se ainda nesta sala uma antiga padaria portuguesa com a utilização de modelos em tamanho real. Podemos também observar três moinhos em contínua laboração, cujo som ainda mais nos remete para um passado tão perto e, contudo, já tão distante

Sala Arte do Pão

Sala onde existe uma exposição de objetos artísticos inspirados no pão: azulejaria, vidro, arte sacra, madeira, postais antigos, diplomas, calendários, iconografia, cerâmica, prata, etc…

Destacamos ainda os quadros, dedicados ao pão, do pintor português Velhô.

Sala Arte do Pão - Museu do Pão

Sala Arte do Pão – Museu do Pão – www.museudopao.pt

Pão Político, Social e Religioso

A história do pão em Portugal desde a Restauração da Independência (1640) até à Restauração da Democracia (1974) é o tema principal desta sala. São aqui reproduzidos cerca de 300 anos de História em inúmeros documentos.

Sala Pão Político, Social e Religioso - Museu do Pão

Sala Pão Político, Social e Religioso – Museu do Pão – www.museudopao.pt

Podemos observar também a simbologia do pão na religião, através dos objetos religiosos associados ao cristianismo e ao judaísmo expostos.

Espaço Temático

O Museu do Pão em Seia dispõe ainda de um espaço dedicado aos visitantes mais novos. Trata-se de uma sala didática onde podemos encontrar os gnomos da tribo dos Hérmios, protetores dos primeiros habitantes dos Montes Hermínios, que nos levarão a uma viagem imaginária e mitificada ao passado do pão.

Espaço Temático - Museu do Pão

Espaço Temático – Museu do Pão – www.museudopao.pt

Serra da Estrela, fonte de todas as verdades locais

A Serra é mesmo um lugar fantástico…

A Serra da Estrela é um lugar… perdão, um conjunto de lugares absolutamente fantásticos. A variedade é inigualável e transporta qualquer visitante para a sua própria história.

Fotogaleria de Manuel Ferreira

Perdoem-me a paixão com que falo da “Serra”! Não o faço apenas por ser serrano, faço-o principalmente porque em cada vez que resolvo “subir a serra” me vejo envolvido num enredo de uma história completamente diferente.

Já houve romances… já houve aventuras… já houve comédias e até tragédias… Os atores destas histórias foram vários mas a protagonista foi sempre a mesma… A Serra.

É impressionante o poder que ela tem para conduzir a nossa mente… é irreal a forma como nos faz sentir os elementos quando respiramos, imaginar seres místicos quando observamos, criar fantasias enquanto saboreamos, cantarolar enquanto ouvimos ou recordar quando tocamos…

Assim falava Miguel Torga Sobre a Beira e a Serra da Estrela

“Alta, imensa, enigmática, a sua presença física é logo uma obsessão. Mas junta-se à perturbante realidade uma certeza ainda mais viva: a de todas as verdades locais emanarem dela. Há rios na Beira? Descem da Estrela. Há queijo na Beira ? Faz-se na Estrela. Há roupa na Beira? Tece-se na Estrela. Há vento na Beira? Sopra-o a Estrela. Há energia elétrica na Beira? Gera-se na Estrela. Tudo se cria nela, tudo mergulha as raízes no seu largo e materno seio. Ela comanda, bafeja, castiga e redime. Gelada e carrancuda, cresta o que nasce sem a sua bênção; quente e desanuviada, a vida à sua volta abrolha e floresce. O Marão separa dois mundos — o minhoto e o transmontano. O Caldeirão, no pólo oposto de Portugal, imita-o como pode. Mas a Estrela não divide: concentra.”

Herman Melville e o misticismo da Serra, em “Moby Dick”

Aqui, a verdade da vida iguala a lenda, mesmo quando se trata de uma velha história como a da Serra da Estrela em Portugal, onde se diz existir perto do cume um lago em cuja superfície flutuam as carcaças de navios naufragados no oceano…”

Vergílio Ferreira, em “A Estrela”

Um dia, à meia-noite, ele viu-a. Era a estrela mais gira do céu, muito viva, e a essa hora passava mesmo por cima da torre. Como é que não a tinham roubado? Ele próprio, Pedro, que era um miúdo, se a quisesse empalmarm era só deitar-lhe a mão. Na realidade, não sabia bem para quê. Era bonita, no céu preto, gostava de a ter. Talvez depois a pusesse no quarto, talvez a trouxesse ao peito. E daí, se calhar, talvez a viessa a dar à mãe para enfeitar o cabelo. Devia-lhe ficar bem, no cabelo.

A Grandeza da Região Vitivinícola do Dão

É certo e sabido que Portugal produz em toda a sua extensão vinhos de enorme qualidade reconhecidos internacionalmente. Não é, no entanto, tão comummente conhecido que a Região Vitivinícola do Dão é uma das regiões demarcadas mais antigas do País.

regiao-demarcada-do-daoEm 1908 uma Carta de Lei estabelece formalmente a Região Demarcada do Dão e passados dois anos, em maio de 1910, surge com o Decreto regulamentar, o conjunto de normas para a produção e comercialização dos vinhos aí originados. Com esta decisão, o Dão torna-se a primeira região de vinhos não licorosos a ser demarcada e regulamentada no nosso país.

Os vinhos do Dão apresentam características tidas como únicas no universo dos vinhos portugueses. A conjugação muito particular do clima, do solo, do relevo e de outros aspectos conferem a esta região condições extraordinárias para a criação de vinhos distintos e com personalidade.

A Região Vitivinícola do Dão situa-se no centro Norte de Portugal, na antiga região da Beira Alta. As vinhas, protegidas dos ventos marítimos mais agrestes pelas serras da Estrela, do Caramulo, Lousã, Buçaco, Nave e Açor, estão plantadas na sua maioria entre os 400 e os 700 metros de altitude, e desenvolvem-se em solos xistosos, na zona mais a sul da região, ou graníticos de pouca profundidade um pouco mais a norte.

Juntamos aos factores em cima enumerados os rios Mondego, Paiva, Vouga e Dão e conseguimos perceber, em cada trago, a graciosidade e o Terroir do vinho de excelência aqui produzido.

Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz proporcionam tintos bem encorpados, aromáticos que podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa. Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho dão origem a vinhos brancos aromáticos, frutados e bastante equilibrados.

touriga-nacional

Touriga Nacional

Depois de alguns anos de estagnação, entre as décadas de 60 e 90, a Região demarcada do Dão soube evoluir. As grandes empresas produtoras fizeram-se representar na região e trouxeram com elas a modernização nas várias vertentes da produção vitivinícola, assim como, uma aposta clara e constante na qualidade do produto final.

Desenvolveram marcas e exploraram o marketing de uma forma competente e criativa. Criaram novos produtos aliados à produção do vinho chamando à região novos públicos de vários estratos sociais e diversas faixas etárias.

“Tudo nestas paragens são grandezas”

José de Saramago

O vinho e a vinha continuam a ser o corpo e a alma desta região. São eles que traçam o perfil deste cantinho no centro de Portugal… mas hoje em dia falar em Dão é falar em cultura, em lazer, em gastronomia, em paisagens inesquecíveis, em explorações turísticas requintadas e profissionais, e em tantas outras coisas. É falar no orgulho de quem por cá vive e de quem faz deste pedaço de terra a sua vida.

Casa de Santar

Paço dos Cunhas de Santar

Paço dos Cunhas de Santar (lat: 40.5687317 lng: -7.8900987)

Deixo aqui uma sugestão pessoal para uma possível visita à Região. Visite a Casa de Santar e faça uma refeição no Paço dos Cunhas de Santar. O restaurante está integrado num solar do século XVII e XVIII, construído em 1609. Passeie pelos jardins que circundam os solar. Visite as caves. Saboreie os excelentes vinhos que por lá vai encontrar como por exemplo:

casa-de-santar-branco

Vinho Branco “Casa de Santar 2015”

Produzido com as castas Encruzado, Cerceal branco e Bical. Aroma elegante com notas de fruto tropical e ligeiro mineral. Mais exuberante na boca, tem uma textura delicada e acidez bem integrada. Conjunto afinado e muito proporcionado. Acompanha pratos de peixes magros grelhados no carvão, peixes fritos, filetes de pescada, carapauzinhos, etc. Sirva-se a 12º C. (por: www.vinalda.pt)

 

 

casa-de-santar-tinto-reserva

Vinho Tinto Casa de Santar Reserva 2012

Produzido com as castas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz. Aromas intensos a frutos silvestres e especiarias, expressando na boca todo o seu perfil austero, com final aveludado. Elegância e equilíbrio são a assinatura dos nossos vinhos. Acompanha pratos de cozinha regional, quer a iguarias mais sofisticadas, por exemplo, um peito de pintada estufado com sálvia e maçã. Sirva-se a 17 ou 18ºC. (por: www.vinalda.pt)

 

Sub regiões do Dão

Em cerca de 400 mil hectares de extensão, a Região Demarcada do Dão apresenta perto de 20 mil hectares de vinhas, estendidas por sete sub-regiões: Sub-região de Alva (municípios de Oliveira do Hospital e Tábua), Sub-região de Besteiros (municípios de Mortágua, Santa Comba Dão e 22 freguesias de Tondela), Sub-região de Castendo (municípios de Penalva do Castelo e duas freguesias do Sátão), Sub-região da Serra da Estrela (19 freguesias do município de Gouveia e 19 freguesias de Seia, Sub-região de Silgueiros (cinco freguesias de Viseu) Sub-região Terras de Azurara (município de Mangualde), Sub-região de Senhorim (município de Carregal do Sal e Nelas).

 

À descoberta de Loriga, a “Suíça Portuguesa”

Uma estrada serpenteante e magnifica para o turismo, bem lançada em audaciosas curvas pelas encostas da serra onde a engenharia moderna pôs todos os seus recursos, leva‐o a Loriga onde ao chegar contemplará embevecido o casario branco para, de imediato, lhe dar a impressão de que assenta sobre um trono onde a Natureza parece ser soberana num verdadeiro reino de esplendor.

Estes montes que a circundam e lhe ornam a fronte, oferecem aos visitantes surpreendentes paisagens, ao mesmo tempo o abismando na miragem dos cerros íngremes, cortados a pique, ou na ondulação caprichosa de vales e montes, onde a água cristalina brota e desliza, como cantando numa rumorejante melancolia por todo o lado e, as suas ribeiras, de braços abertos essas águas recebem para oferecerem aos rios e estes as levarem ao mar.

Cultura em Socalcos - Loriga (Manuel Ferreira Photography)

Cultura em Socalcos – Loriga (Manuel Ferreira Photography)

Loriga é uma das terras serranas mais formosas, bem digna da visita dos turistas, onde, entre os mais diversos predicados naturais e artísticos, decerto encontrará também o descanso e a paz de que necessita. A gente desta Vila é hospitaleira, simpática e, acima de tudo, amiga desse seu torrão. A evidenciá‐lo, encontram‐se dispersos pelas ruas da vila marcos fontanários e outras recordações que atestam bem o vincado amor desse seu povo à terra natal.

Loriga é, pois, como uma noiva revestida de encantos. Ataviada com as suas melhores galas, rainha destas gigantescas montanhas que a circundam tem, como diadema, uma coroa que se eleva quase a arranhar os céus, como que sorrindo ao abrir seus braços e parecendo dizer para os seus filhos espalhados pelo mundo:

‐ Sede Benvindos!…

Loriga parece saber da saudade que esses seus filhos albergam em seus corações e não é demais, uma vez cada ano, senti‐los à sua volta, viver com eles dias felizes, sentir os seus anseios, e depois, repartir sua bênção aos que partem e aos que ficam. Mas não é só aos seus filhos que quer acarinhar, é também aos povos vizinhos e amigos, forasteiros e turistas, que ela deseja receber no mesmo abraço de saudade e amizade. Nesta beleza de socalcos verdejantes, lindos de verdade que mais parece um trono à Virgem, encontrará o visitante este panorama que o fará exclamar:

‐ Belo!… Sim belo!..

…ficando para sempre gravado na retina do seu olhar, para não mais se apagar. Visite Loriga e decerto vai gostar dela como nós. E, na hora da partida, esta Vila se exultará de comoção e lhe dirá:

‐ Eu vos saúdo, hoje, amanhã e depois.

Sugestão para um turista quando visita Loriga

Se pretender passar umas férias de verdadeiro descanso, principalmente para aqueles que vivem e trabalham na buliçosa vida citadina pois, segundo alguns as cidades cansam e envelhecem, parece nada haver melhor do que passar esses dias numa vila ou aldeia serrana, onde decerto encontrará a paz e a tranquilidade que tanto necessita para, ao mesmo tempo, rejuvenescer do desgaste que possa ter após um ano de trabalho.

Vista sobre o vale Glaciar de Loriga (Manuel Ferreira Photography)

Vista sobre o vale Glaciar de Loriga (Manuel Ferreira Photography)

Ao escolher Loriga, situada nas faldas da Serra da Estrela, irá encontrar uma localidade virada para o futuro, com todas as infra‐estruturas necessárias, situada no meio de altos montes como que a protegendo de supostas forças descomunais, onde a vida decorre como acalmia e onde nada parecer acontecer. Percorrendo estradas serpenteadas que o levam a Loriga, à medida que dela se vai aproximando, poderá admirar a abrupta fisionomia das montanhas ornamentadas com alguma vegetação que escolheram a vida martirizante das grandes altitudes para, de imediato, lhe dar a sensação que começa a viver já de perto com as maravilhas que Deus criou na terra.

Quando ao virar uma das muitas encosta que teve de encontrar, vislumbrará a Vila de Loriga, assente num pequeno planalto, como que um trono à Virgem, abraçado por duas ribeiras de onde saem uma quantidade imensa de courelas parecendo degraus verdejantes que sobem até à localidade propriamente dita para, nesse momento, um bemestar lhe começar a percorrer o corpo, como que a dizer‐lhe, que para passar as suas férias escolheu o local certo.

Faça por conhecer a Vila, passeando pelas suas ruas todas elas pavimentadas a granito e que, apesar de estreitas, são típicas, limpas e verdadeiramente acolhedoras, e será certo que ficará fascinado com a abundância das águas límpidas e frescas que caem nas fontes e que correm pelos regos das ruas que, vindo do alto da serra, passam primeiro pela povoação para a refrescar, para voltarem às ribeiras e delas aos rios que as levam para o mar.

De manhã, ainda cedo, os primeiros raios de sol despontam por detrás das montanhas altas, trazendo com eles os ares da serra que lavam os seus pulmões, logo após abrir a janela do seu quarto, ouvirá ainda a sirena de uma das fábricas que anuncia o início de um novo dia de trabalho, ficando também a saber que é nas fábricas onde a maioria da população trabalha, sendo esta localidade considerada desde há cerca de dois séculos a esta parte, uma terra industrial das mais importantes do concelho de Seia.

Pela estrada, ou caminhos alternativos, faça passeios matinais ou mesmo quando o dia está para a acabar, e sinta o cheiro aromático das giestas, das urzes, dos pinheiros e do rosmaninho chegar até si por onde quer que passe. Ficará igualmente encantado e extasiado ao observar o por‐do‐sol num nostálgico cenário quando, nos píncaros da serra, o Sol deixa um pouco de luz pálida e ao fundo, na baixa sul no céu distante, poderá contemplar como que manchas de sangue e oiro, como que um cenário este de saudade do dia que finda.

Paisagens Verdejantes de Loriga (Manuel Ferreira Photography)

Paisagens Verdejantes de Loriga (Manuel Ferreira Photography)

Se puder, porque não uma aventura até ao ponto mais alto de Portugal Continental (Torre na Serra da Estrela) um percurso a pé dos mais deslumbrantes que possa imaginar e, então lá, nesse ponto mais alto, respirar ainda os ares mais puros que a Terra possa possuir. Aproveite ainda a oportunidade para penetrar na alma da população local, conhecendo os seus usos e costumes, tentando manter algumas seculares tradições, particularmente as que giram à volta das festividades religiosas onde, entre outras, sobressai o Natal, a Páscoa a Festividade anual em honra de N.S. da Guia e outras mais, assim como também, as Janeiras e o Ementar da Almas que têm aqui um verdadeiro e devoto culto e de fama reconhecida.

Ao saborear a boa broa de milho e centeio, confecionada com estes cereais que crescem nos locais verdejantes desta região, verificará terem um sabor diferente e inconfundível, assim como decerto irá apreciar a gastronomia local alguma mesmo de nomeada tradicional.

Gosta de queijo Serra da Estrela? Este artigo é para si…

O queijo Serra da Estrela é um petisco, fruto de um processo ancestral. Na região da Serra da Estrela, a produção do queijo é na sua maioria de caráter familiar. O ambiente na produção é único, o que acaba por produzir vários segredos que vão passando de geração em geração. Todo o seu fabrico requer uma seleção criteriosa do leite, exclusivamente fornecido pelas raças Bordaleira da Serra da Estrela ou Mondegueira. Após todo o processo de coalhar, encher as “formas” e a salga, o queijo é colocado no local onde irá permanecer pelo menos um mês, para a sua maturação e para formação da casca.

Ovelhas - Raça Bordaleira

Ovelhas – Raça Bordaleira

Mas para que a segurança e a máxima de qualidade não faltem na sua mesa, o queijo Serra da Estrela é certificado, sendo todo o processo de fabrico inspecionado segundo critérios rigorosos. No entanto, e até ao mês de março, poderá aproveitar os certames distribuídos pela região e conhecer diretamente os produtores e vendedores desta iguaria. Palestras, showcooking e muitos eventos trazem ano após ano milhares de pessoas à região serrana.

A região demarcada de produção do queijo Serra da Estrela abrange 12 municípios, Guarda, Fornos de Algodres, Celorico da Beira, Gouveia, Manteigas, Seia, Trancoso, Oliveira do Hospital, Nelas, Penalva do Castelo, Mangualde e Covilhã.

Mas sem mais demoras e de forma cronológica iremos enumerar os concelhos organizadores das feiras com uma breve descrição, datas e a localização, para que consiga programar a sua vinda até cá!

O concelho de Celorico da Beira, conhecido pela Capital do Queijo Serra da Estrela pertence ao distrito da Guarda, e possui neste momento seis queijarias certificadas. É lá que a partir do dia 30 de janeiro a 7 de fevereiro, no Mercado Municipal de Celorico da Beira, estarão reunidos dezenas de produtores de queijo que terão a oportunidade de divulgar e promover a saborosa iguaria. Mas o certame existe também para o distrair e divertir, por isso irá contar com artesanato e produtos regionais e locais, e ainda várias atividades culturais.

Mas se está a pensar vir esquiar até ao ponto mais alto de Portugal mas também quer conhecer outros pontos turísticos e aproveitar e conhecer melhor esta maravilha, nada melhor do que descer a encosta mais a norte da montanha e aproveitar os eventos em Gouveia e em Seia.

De dia 4 a 9 de fevereiro, o concelho de Gouveia acolhe o Carnaval da Serra e promove no dia 7, no mercado municipal, a tradicional feira do queijo. Aqui deparar-se-á com os produtos endógenos, as tradições e a autenticidade da produção do Queijo Serra da Estrela.

Já em Seia, a feira do queijo decorrerá no mercado municipal, entre os dias 6 e 9 de fevereiro. Designado como uma das sete Maravilhas da gastronomia portuguesa, esta iguaria será o centro das atenções às portas da Serra da Estrela. Poderá ainda aproveitar os concertos musicais proporcionados pela Câmara local, forma de dinamização do concelho.

Queijo Serra da Estrela e Flor de Cardo

Queijo Serra da Estrela e Flor de Cardo

Indústria artesanal de extrema importância, a produção queijeira no concelho de Fornos de Algodres faz desta terra mais um ponto de referência do queijo serrano. A Feira do Queijo realiza-se no dia 12 e 13 de março, em Fornos de Algodres, mas neste evento estarão presentes os produtos regionais como o azeite, os enchidos e os doces. Uma coisa é garantida, a autenticidade e a genuinidade da produção do Queijo Serra da Estrela estará sempre presente.

Provas de queijo e enchidos, tosquias e fabrico de queijos ao vivo, é o que a feira de queijo de Oliveira do Hospital tem para lhe oferecer na sua 25ª edição. Mais de duas centenas de expositores vão estar presentes neste que é um dos mais importantes eventos de Oliveira de Hospital.

Queijo Serra da Estrela, vinho e Pão

Queijo Serra da Estrela, vinho e Pão

Caso se desloque até cá poderá comprovar que as Feiras do Queijo e a própria produção do queijo desempenham um importante papel no setor económico regional, quer na valorização da marca Serra da Estrela  quer no território.