Aldeias Históricas de Portugal

“Perdidas” no centro do País, quase como que uma ironia, as Aldeias Históricas de Portugal definiram noutros tempos aquilo são hoje os limites do país.

As Aldeias Históricas de Portugal

Algumas das Aldeias Históricas de Portugal, a maior parte, destacam-se pela sua arquitectura militar, são maioritariamente aldeias fortificadas. Outras destacam-se pela peculiaridade das construções e pela riqueza histórica e cultural. Todas elas são pontos de referência no turismo nacional. Comecemos então a nossa viagem…

Almeida

A Vila de Almeida, no distrito da Guarda, destaca-se pela sua fortaleza em forma de estrela. É um dos mais espectaculares e bem conservados sistemas defensivos abaluartados do século XVII da Europa.

A Praça-Forte de Almeida é candidata à categoria de Património Mundial da UNESCO.

Estrela de Almeida - Praça forte de Almeida

Estrela de Almeida – Praça forte de Almeida

A gastronomia é rica e variada. Experimente a burzigada, o “Coelho à Caçador”, o “Arroz de Lebre” e a salada de Meruges.

Belmonte

A vila de Belmonte é sede de um Concelho quase tão antigo como a nacionalidade portuguesa. Recebeu o foral das mãos de D. Sancho I, em 1199.

A Terra de Pedro Álvares Cabral, está situada em plena Cova da Beira no Monte da Esperança, antigos Montes Crestados.

Castelo de Belmonte - Aldeias Históricas de Portugal

Castelo de Belmonte – Aldeias Históricas de Portugal

O Castelo de Belmonte foi construído nos finais do séc. XII e é um dos ex-libris do concelho, juntamente com o Museu dos Descobrimentos, com o Museu Judaico e com a Torre de Centum Cellas.

A vista sobre a Serra da Estrela é simplesmente deslumbrante.

Castelo Mendo

Esta freguesia do Concelho de Almeida foi entre 1229 e 1855 sede de Concelho.

Aqui o Castelo de Castelo Mendo é rei. A fortificação ergue-se sobranceiramente a mais de 700 metros sobre o Rio côa. Castelo Mendo recebeu o Foral das mãos de D.Sancho II.

A Aldeia Histórica de Castelo Mendo foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1984.

Castelo Novo

Em Castelo Novo estão guardados há mais de 800 anos, nas paredes do seu imponente castelo, segredos e histórias fantásticas. Herança dos templários.

O misticismo é evidente quando percorremos as ruas e ruelas da aldeia. Quase como uma tela medieval com pinceladas de manuelino e barroco.

A existência do castelo de Castelo Novo será anterior ao início do século XIII.

Castelo Rodrigo

A Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo foi, noutros tempos, um dos mais importantes lugares estratégicos do País, servindo de linha avançada na defesa do Reino de Portugal.

por Malcolm Payne - Igreja Matriz de Castelo Rodrigo - Aldeias Históricas de Portugal

por Malcolm Payne – Igreja Matriz de Castelo Rodrigo – Aldeias Históricas de Portugal

Foi sede de concelho até aos finais dos séc. XIX.

Destaca-se entre o vasto património desta freguesia do Concelho de Figueira de Castelo rodrigo a Igreja Matriz do séc. XIII, o Palácio de Cristóvão de Moura e a Cisterna Medieval.

Idanha a Velha

Esta pitoresca aldeia ergue-se sobre as ruínas de uma antiga cidade Romana do séc. I A.C.

Apesar de grande parte dos elementos romanos mais importantes terem sido destruídos no século V pelos Suevos, restam ainda vestígios arqueológicos que tornam Idanha a Velha num lugar de destaque no que diz respeito à arqueologia nacional.

Linhares da beira

Plantada a cerca de 800 metros de altitude, nas faldas da Serra da Estrela, encontramos a lindíssima e bem conservada Aldeia histórica de de Linhares da Beira.

Castelo de Linhares da Beira - Aldeias Históricas de Portugal

Castelo de Linhares da Beira – Aldeias Históricas de Portugal

Foi conquistada aos mouros por D. Afonso henriques que lhe concedeu foral em setembro de 1169.

O castelo de Linhares da Beira domina a vista cheia de paisagens bucólicas. É local de eleição para a prática do parapente.

Marialva

“Em tempos imemoriais, vivia na vila, num lindo edifício com duas altaneiras torres, uma esbelta moura de seu nome Marialva, por quem um audaz cavaleiro nazareno se tomou de amores.”

Marialva é uma das das mais místicas Aldeias Históricas de Portugal. O património edificado de Marialva não deixa indiferente quem a visita. A Cisterna Quinhentista, as igrejas de S. Pedro e S. Tiago e o solar dos Marqueses de Marialva são alguns dos exemplos do referido património.

Situada num planalto, no topo de um cabeço rochoso, é uma das mais fascinantes cidadelas medievais portuguesas.

Destaque ainda para a gastronomia e para o turismo rural que são referências no panorama nacional e internacional.

Monsanto

Conhecida como “A aldeia mais portuguesa de Portugal”, graças ao estatuto alcançado num concurso do Estado Novo, em 1938, a Aldeia Histórica de Monsanto é realmente um dos lugares mais genuínos do país.

Ergue-se a mais de 750 metros de altitude, numa das maiores e mais impressionantes formações geológicas do país.

Os pedregulhos quase que se confundem com a própria aldeia. Nas construções alguns servem de chão, outros de parede e outros até servem de tecto. Tudo isto transformou de forma harmoniosa, ao longo dos anos, a arquitectura da aldeia conferindo-lhe um misticismo único no país.

Piódão

Localizada em plena Serra do Açor, no Concelho de Arganil, a Aldeia Histórica do Piódão é um pouco diferente das outras Aldeias Históricas de Portugal.

Aqui reina o xisto. O conjunto arquitetónico da aldeia e o seu enquadramento na encosta conferem-lhe uma beleza natural.

A disposição dos edifícios ao longo da encosta, as casas de xisto e lousa e as janelas pintadas de azul proporcionaram-lhe a designação de “aldeia presépio”.

Sortelha

Daqui a vista é deslumbrante. Do alto do castelo do séc. XIII avistamos o vale do Alto Côa em todo o seu esplendor.

Sortelha é uma das Aldeias Histórica de Portugal mais bem preservadas, no que diz respeito à arquitectura medieval do país. O património arquitectónico e histórico é indescritível. Do gótico ao manuelino o melhor é mesmo visitar e explorar.

Bem vindo à Idade Média…

Trancoso

A Aldeia Histórica de Trancoso é cidade desde o dia 9 de dezembro de 2004.

Aqui se desenrolaram algumas das batalhas mais marcantes na formação e independência do reino. Foi uma das mais importantes vilas medievais portuguesas, graças à sua posição estratégica.

Castelo de Trancoso

Trancoso

O espólio judaico é um dos mais importantes do país.

Gonçalo Annes Bandarra, conhecido por Sapateiro de Trancoso foi uma das figuras da literatura nacional do séc. XVI. Sapateiro e profeta messiânico “previu” em verso o futuro do país.

Praia Fluvial de Piódão

Esta Praia Fluvial, como o nome indica, situa-se na Aldeia de Piódão, Aldeia classificada como “imóvel de interesse público”, pelo decreto-lei n.º 95/78, escondida nas encostas da Serra do Açor, pela sua maravilhosa e singular composição urbanística, pela sua bela expressão arquitetónica e pela pitoresca moldura paisagística que envolve, é, sem dúvida, uma das aldeias típicas mais visitadas.

Situada a 41 Km de Arganil, com o casario de xisto, telhado da mesma laje a estender-se qual presépio na vertente da serra.

Na ribeira de Piódão foi construída uma represa que criou uma zona fluvial que reúne condições para a prática da atividade balnear.” Esta praia fluvial é desde 2016 galardoada como Praia Bandeira Azul, sendo este galardão atribuído anualmente, caso sejam cumpridos uma série de critérios de natureza ambiental, de segurança e de conforto dos utentes, bem como de informação e sensibilização ambiental. Foi também galardoada no mesmo ano como “Praia Qualidade de Ouro 2016”, galardão atribuído pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza – às praias que nos últimos 5 anos tenham tido qualidade de água excelente.

Infraestruturas de Apoio

Esta praia possui as seguintes infraestruturas: Bar/Esplanada; Parque de merendas;Praia infantil; Chuveiros; WC Públicos/Balneários; Parque de Estacionamento; Fonte/Ponto de água; Posto/caixa de primeiros socorros; Posto de vigia com nadador salvador;

Água identificada como Água Balnear, ao abrigo do Decreto-Lei nº 135/2009 de 3 de Junho, alterado pelo Decreto-Lei nº 113/2012 de 23 de Maio.

 

Figueira da Foz, a Rainha das Praias de Portugal

Antes da Guerra Civil Espanhola, era comum encontrarmos os “nuestros hermanos” mais endinheirados a esbanjarem alegremente as suas pesetas pela Figueira da Foz e pelo Casino Oceano, inaugurado em 1898.

A “Rainha das Praias de Portugal” era também destino recorrente e privilegiado das famílias ricas da Beira, que se podiam deslocar rapidamente através da ferrovia pelo ramal da Pampilhosa ou pelo de Alfarelos.

As Praias

A Praia da Claridade celebrizou-se no século XIX quando atraía à Figueira da Foz milhares de banhistas de todo o país. A zona onde se localiza ficou conhecida por Costa de Prata, graças ao tom prateado da luz do sol em contacto com a água do mar. Foi talvez a praia que mais sofreu com as intervenções realizadas ao longo dos anos. Hoje, a praia tem cerca de 1 km de largura frente ao Grande Hotel (os figueirenses dizem que é preciso ter um camelo para ir tomar banho) .

A Praia de Buarcos, é curiosamente um dos postais mais bonitos da Figueira da Foz. Esta praia de areia dourada, com um areal um pouco menos extenso do que a Praia da Claridade, é ideal para um dia bem passado em família ou com os amigos.

Se não gosta de andar a pé e prefere o mar logo “ali à mão”, então descubra a praia da Tamargueira. Logo a seguir ao areal da Praia de Buarcos, antes de começar a subida para o Cabo Mondego e Serra da Boa Viagem, encontrará uma praia um pouco mais sossegada, com um areal significativamente menos extenso e com maior oferta de lugares de estacionamento.

A Gastronomia

A Gastronomia é sem dúvida um dos ex-líbris da Figueira da Foz. A riqueza gastronómica com base no peixe e marisco, é gulosamente complementada por sobremesas típicas e algo irreverentes. São exemplo disso as Brisas da Figueira da Foz e as Papas de Moado. Autênticos memoriais colectivos de costumes e tradições.

Um pouco por toda a cidade encontrará excelentes restaurantes onde poderá degustar a característica frescura dos produtos do mar.

A Cultura

O CAE – Centro de Artes e Espectáculos, inaugurado em 2002, é uma referência da Região Centro no que diz respeito a espectáculos Culturais.

CAE – Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz

CAE – Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz

O  Casino da Figueira da Foz

O Casino da Figueira da Foz, antigo Casino Peninsular, é um dos mais antigos da Península Ibérica. A licença de jogo está em vigor desde 1927. Os responsáveis consideram “…demasiado redutor ver este espaço apenas como um local de puro entretenimento. Também o é, mas é, sobretudo, um lugar de referência e acolhimento para quem aqui chega, com renascida vontade de criar um legado artístico.

Além das salas de jogo, o Casino está equipado com salas de espectáculo onde se pode frequentemente assistir a performances variadas.

A Arquitectura

São vários os imóveis com interesse arquitetónico espalhados um pouco por todo o concelho.

No que diz respeito à Arquitetura Civil destacamos o Palácio Sotto Mayor (uma luxuosa vivenda de estilo francês ), o Castelo Engenheiro Silva (recentemente restaurado), a Casa das Conchas (adornada por azulejos com motivos marinhos e influências da Arte Nova) e o Casino Oceano (ao gosto da sociedade da “belle époque”).

Casino Oceano, Figueira da Foz

Casino Oceano – Carnet de Voyage

Ao nível da Arquitetura Militar o destaque vai para o Forte de São Pedro de Buarcos (Classificado como imóvel de Interesse Público) e para o Forte de Santa Catarina (determinante e imponente na defesa da barra do Mondego).

A Arquitectura Religiosa é porventura a mais profícua em exemplares. Destacamos a Igreja Paroquial de Nossa Senhora dos Remédios (Bom Sucesso) , o Mosteiro de Seiça (um edifício lendário cuja história deveria ser motivo suficiente para uma intervenção de restauro e conservação) e a Igreja Matriz de São Julião (talvez o templo mais antigo de Figueira da Foz).

Figueira da Foz – A Origem do Nome

Podemos procurar a origem do nome na lenda que afirma provir de uma figueira existente no cais da Salmanha, onde os pescadores amarravam os barcos.

Segundo Nelson Correia Borges, o nome resulta da sobreposição de várias palavras com o mesmo significado: Figueira seria «fagaria» (abertura, boqueirão); Foz deriva do latim «fauces» (embocadura) ; Mondego compõe-se do pré-romano «moud» (boca) e «aec» (rio). Ao pronunciar-se Figueira da Foz do Mondego repete-se, assim, «boca da boca da boca do rio».

EXPOFACIC, “The Cranberries” são cabeça de cartaz

Feira Agrícola Comercial e Industrial de Cantanhede

A EXPOFACIC-  Feira Agrícola Comercial e Industrial de Cantanhede conta com a sua vigésima sétima edição, e a cerca de pouco mais de 150 dias para o início do certame agrícola, a grande notícia está numa atuação musical.

The Cranberries

“The Cranberries” são cabeça de cartaz da Expofacic. A banda irlandesa sobe ao palco do certame a 3 de agosto, a terminar a agenda de uma tournée que inclui atuações em várias capitais europeias. Em Portugal, os Cranberries têm uma imensa legião de seguidores.

Entre os dias 27 de julho e 6 de agosto, são vários os artistas que animarão Cantanhede, tais como, Richie Campbell, Dengaz, Kura, Mariza, D.A.M.A, Cuca Roseta, Aurea e Agir.

No que toca à feira, aqui encontrará onze setores distintos. O certame mostra-lhe a área comercial, agrícola, automóvel, institucional, a educacional, gastronómica, infanto-juvenil, uma feira popular, os palcos para os concertos, um picadeiro e uma área restrita para demonstrar os municípios de norte a sul do país.

A organização da feira do ano posterior começa no mesmo dia em que termina a desse ano, e uma das primeiras ações é a da promoção, que este ano aconteceu na FITUR (Feira Internacional de Turismo de Madrid). A presença na capital espanhola teve como objetivo intensificar a internacionalização do certame.

Mais um motivo para que a 27ª edição da EXPOFACIC seja um sucesso, e que leve o nome de Cantanhede, e de Portugal além fronteiras.

Deixamos aqui a planta do recinto e as hiperligações das páginas relativas à feira :

Planta do recinto da EXPOFACIC

Planta do recinto da EXPOFACIC

Site oficial- http://www.expofacic.pt

Descubra 7 Maravilhas da Aldeia Histórica do Piódão

O acesso ao Piódão é difícil mas a recompensa é enorme. Logo à chegada será contemplado por uma vista panorâmica da aldeia. Casas em xisto, com os telhados de lousa negra e as janelas e portas pintadas de azul, dispostas quase como num anfiteatro meticulosamente planeado.

Com o protesto do corpo doente pelos safanões tormentosos da longa caminhada, vim aqui despedir-me do Portugal primevo. Já o fiz de outras imagens da sua configuração adulta. Faltava-me esta do ovo embrionário.

(Torga, Piódão, 7 de Abril de 1991)

Se chegar ao anoitecer, a iluminação artificial da aldeia vai-lhe permitir perceber o porquê de Piódão ser conhecida como a “Aldeia Presépio”.

Piódão pertence ao Concelho de Arganil e faz parte da rede das “Aldeias Históricas de Portugal”. Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1978.

A Igreja Matriz de Piódão

Por entre os tons escuros do xisto e da lousa, dominando toda a praça, destaca-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Piódão. Caiada de branco, com detalhes em azul turquesa, é um edifício peculiar que sofreu remodelações ao longo dos anos.

Igreja Matriz do Piódão - www.visitarganil.pt

Igreja Matriz do Piódão – www.visitarganil.pt

É provável que a primitiva igreja do Piódão, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da freguesia, tenha sido construída no século XVII, conforme algumas referências.

A existência de uma escultura em calcário dedicada a Nossa Senhora da Conceição da segunda metade desse século e anterior a 1676, data da criação da freguesia, poderá também ser contemporânea da edificação da Igreja.

No final do século XIX a fachada da Igreja Matriz ameaçava ruir e foi reconstruída ao sabor do gosto neo-barroco, eclético e romântico da época, por iniciativa do cónego Manuel Fernandes Nogueira. As quatro finas torres cilíndricas rematadas em cones, parecem conferir movimento à frontaria, enquanto a torre sineira de planta quadrada se encosta a meio da fachada sul da Igreja.

Conta-se que um dia os habitantes juntaram todo o ouro disponível e mandaram um velho pastor pedir ao Bispo de Coimbra autorização para construir a igreja. Perante tão dispendiosa solicitação, preparava-se o Bispo para recusar o pedido, quando o velho pastor, abrindo o seu barrete serrano, lhe mostrou as luzidias moedas de ouro necessárias a tal empreitada.

Capela de São Pedro

Bem no topo da aldeia, encontramos a Capela de São Pedro, um pequeno templo do século XVI. No interior está a imagem de São Pedro, padroeiro do Piódão. Todos os 29 de junho se festeja em honra deste santo.

Capela das Almas

Sofreu diversas transformações desde o século XVIII até hoje. Representa as almas do purgatório e foi durante vários anos capela mortuária do Piódão e de outras aldeias circundantes.

Praia Fluvial de Piódão

Na ribeira do Piódão encontra-se uma zona fluvial que reúne as condições perfeitas para a prática da atividade balnear. Com água fresca, límpida e inserida num local bastante arborizado, a Praia Fluvial torna uma simples visita em momentos que desejará repetir.

Praia Fluvial do Piódão - www.visitarganil.pt

Praia Fluvial do Piódão – www.visitarganil.pt

Em 2016, esta praia foi galardoada com Bandeira Azul, atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), que atesta a qualidade superior da água, as características da envolvente e a qualidade de infraestruturas de apoio e segurança.

Museu do Piódão

O museu situa-se na praça principal da aldeia. Foi inaugurado em 2003. Foi antes morada do pintor Torres Vilaça.

A vida do coletiva do Piódão ao longo dos séculos é recordada no museu. A maior parte das peças foram doadas pelos habitantes… Desde fotografias antigas até a peças que faziam parte do quotidiano dos habitantes da aldeia. Passando por algumas peças curiosas como por exemplo um aerodínamo artesanal que, no início da década de 60, forneceu pela primeira vez energia elétrica à aldeia.

O museu é uma extensão do Museu Etnográfico de Arganil.

A paisagem envolvente

Ao atravessar a Serra do Açor, por caminhos e veredas, somos presenteados com uma paisagem verdadeiramente deslumbrante. De arganil a Piódão são cerca de 35 Km repletos de pontos de interesse paisagístico.

Serra do Açor - www.visitarganil.pt

Serra do Açor – www.visitarganil.pt

Arquitetura da aldeia de Piódão

A aldeia do Piódão mantém o traçado antigo e irregular, característico das aldeias medievais. Há harmonia na construção e a integração no meio é quase perfeita.

Piódão - www.visitarganil.pt

Piódáo – www.visitarganil.pt

Algumas Curiosidades

Na construção tradicional, não era utilizado cimento na edificação das paredes de Xisto dos edifícios.

Vai encontrar algumas cruzes no topo das portas. Normalmente coloca-se uma cruz por ano. Invocam proteção a Santa Bárbara contra as trovoadas e “todos os males”.

A primeira estrada para o Piódão só foi construída em 1972. A estrada mais próxima acabava a 12 quilómetros da aldeia.

Piódão não é a povoação original. Existia num vale ali perto um outro povoado designado de “Casal de Piodam”, que quer dizer “o povo que anda a pé”.

O Piódão sempre foi referenciado como local de refúgio de bandidos e heróis populares. Consta do culto e do imaginário popular que, alguns foragidos da justiça, com João Brandão, o Oliveirão e o Zé do Telhado, se refugiaram na Aldeia. Ainda que um dos assassinos de D.Inês de Castro, Diogo Lopes Pacheco, terá encontrado abrigo na casa do abade, enquanto fugia às tropas reais.

Penela e o presépio encantado

Que o Natal é uma época especial, ninguém o nega. Mas também é certo que a essência e as tradições começam a ter menos impacto nas camadas mais jovens. Mas para contrariar esta tendência existem as iniciativas locais, câmaras municipais, associações, entre outras, que pretendem alterar o rumo desta propensão.

Um desses casos e um dos mais bem-sucedidos no nosso país é o de Penela. Com aproximadamente 6.000 habitantes, o concelho de Penela, no distrito de Coimbra, é um dos locais em Portugal que se vive a época natalícia com maior fervor e encanto. Falamos-lhe de uma das vilas mais antigas de Portugal, com foral datado de 1137, e que qualquer um de nós poderá usufrui do seu património histórico e religioso digno de ser contemplado, muito mais nesta época tão especial.

Este ano procede-se à 10.ª edição Penela Presépio, que tem início a 01 de dezembro e prolonga-se até dia 08 de janeiro, onde é possível visitar-se aquele que é maior presépio animado do país. Instalado na zona do castelo medieval, o presépio liga o tradicional às novas tecnologias, onde centenas de figuras animadas criam quadros representativos do presépio tradicional português. O presépio animado é composto por dezenas de figuras, criadas a 3D (três dimensões), em movimento, onde não faltam as principais personagens do presépio.

Contudo, em Penela é prezado um evento que demonstre o tradicional, onde a se valoriza os princípios regionais, onde existem menos luzes, onde o Pai Natal não entra e onde se recorre à mais clássica e ancestral demonstração do natal, o presépio.

Outro dos presépios, é o tradicional do Espinhal, que é feito por artesãos e representa a freguesia e o seu património. Este ano o presépio estará situado na zona histórica da vila, junto à Igreja Matriz, e como é um ponto de interesse e de diferenciação do Presépio Tradicional não poderá de maneira alguma passar por Penela sem o contemplar. Aqui estará representada a freguesia e o seu património, histórico, natural e paisagístico. Destacam-se, ali, as aldeias, as ribeiras e as casas senhoriais.

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Presépio tradicional pintado à mão

Durante toda a visita deparar-se-á com várias mostras de artes e ofícios, animação de rua, e mercadinhos de Natal, onde os produtos típicos da região estarão para venda num mercado de agricultura tradicional e familiar, onde também não falta o artesanato urbano e local.  Será possível ainda visitar as exposições de presépios expostos nos mais emblemáticos espaços do concelho: Igreja do Espinhal, Igreja da Misericórdia, Igreja da Sta. Eufémia e Igreja de S. Miguel.

As visitas ao presépio natal tem o preço de 2 euros, durante a semana, e 3 euros aos sábados, domingos e feriados, enquanto as crianças até aos 5 anos têm entrada gratuita, e as crianças 6 aos 12 anos pagam 1 euro em dias úteis e ao fim de semana 2 euros. Os preços incluem, além da visita ao Presépio Animado de Penela, a visita ao Presépio Tradicional do Espinhal.

Para os apaixonados por esta época tão querida e especial que é o Natal, não devem deixar de conhecer os locais que os transportam para o espírito e tradição natalícia.

A Grandeza da Região Vitivinícola do Dão

É certo e sabido que Portugal produz em toda a sua extensão vinhos de enorme qualidade reconhecidos internacionalmente. Não é, no entanto, tão comummente conhecido que a Região Vitivinícola do Dão é uma das regiões demarcadas mais antigas do País.

regiao-demarcada-do-daoEm 1908 uma Carta de Lei estabelece formalmente a Região Demarcada do Dão e passados dois anos, em maio de 1910, surge com o Decreto regulamentar, o conjunto de normas para a produção e comercialização dos vinhos aí originados. Com esta decisão, o Dão torna-se a primeira região de vinhos não licorosos a ser demarcada e regulamentada no nosso país.

Os vinhos do Dão apresentam características tidas como únicas no universo dos vinhos portugueses. A conjugação muito particular do clima, do solo, do relevo e de outros aspectos conferem a esta região condições extraordinárias para a criação de vinhos distintos e com personalidade.

A Região Vitivinícola do Dão situa-se no centro Norte de Portugal, na antiga região da Beira Alta. As vinhas, protegidas dos ventos marítimos mais agrestes pelas serras da Estrela, do Caramulo, Lousã, Buçaco, Nave e Açor, estão plantadas na sua maioria entre os 400 e os 700 metros de altitude, e desenvolvem-se em solos xistosos, na zona mais a sul da região, ou graníticos de pouca profundidade um pouco mais a norte.

Juntamos aos factores em cima enumerados os rios Mondego, Paiva, Vouga e Dão e conseguimos perceber, em cada trago, a graciosidade e o Terroir do vinho de excelência aqui produzido.

Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz proporcionam tintos bem encorpados, aromáticos que podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa. Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho dão origem a vinhos brancos aromáticos, frutados e bastante equilibrados.

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Touriga Nacional

Depois de alguns anos de estagnação, entre as décadas de 60 e 90, a Região demarcada do Dão soube evoluir. As grandes empresas produtoras fizeram-se representar na região e trouxeram com elas a modernização nas várias vertentes da produção vitivinícola, assim como, uma aposta clara e constante na qualidade do produto final.

Desenvolveram marcas e exploraram o marketing de uma forma competente e criativa. Criaram novos produtos aliados à produção do vinho chamando à região novos públicos de vários estratos sociais e diversas faixas etárias.

“Tudo nestas paragens são grandezas”

José de Saramago

O vinho e a vinha continuam a ser o corpo e a alma desta região. São eles que traçam o perfil deste cantinho no centro de Portugal… mas hoje em dia falar em Dão é falar em cultura, em lazer, em gastronomia, em paisagens inesquecíveis, em explorações turísticas requintadas e profissionais, e em tantas outras coisas. É falar no orgulho de quem por cá vive e de quem faz deste pedaço de terra a sua vida.

Casa de Santar

Paço dos Cunhas de Santar

Paço dos Cunhas de Santar (lat: 40.5687317 lng: -7.8900987)

Deixo aqui uma sugestão pessoal para uma possível visita à Região. Visite a Casa de Santar e faça uma refeição no Paço dos Cunhas de Santar. O restaurante está integrado num solar do século XVII e XVIII, construído em 1609. Passeie pelos jardins que circundam os solar. Visite as caves. Saboreie os excelentes vinhos que por lá vai encontrar como por exemplo:

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Vinho Branco “Casa de Santar 2015”

Produzido com as castas Encruzado, Cerceal branco e Bical. Aroma elegante com notas de fruto tropical e ligeiro mineral. Mais exuberante na boca, tem uma textura delicada e acidez bem integrada. Conjunto afinado e muito proporcionado. Acompanha pratos de peixes magros grelhados no carvão, peixes fritos, filetes de pescada, carapauzinhos, etc. Sirva-se a 12º C. (por: www.vinalda.pt)

 

 

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Vinho Tinto Casa de Santar Reserva 2012

Produzido com as castas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz. Aromas intensos a frutos silvestres e especiarias, expressando na boca todo o seu perfil austero, com final aveludado. Elegância e equilíbrio são a assinatura dos nossos vinhos. Acompanha pratos de cozinha regional, quer a iguarias mais sofisticadas, por exemplo, um peito de pintada estufado com sálvia e maçã. Sirva-se a 17 ou 18ºC. (por: www.vinalda.pt)

 

Sub regiões do Dão

Em cerca de 400 mil hectares de extensão, a Região Demarcada do Dão apresenta perto de 20 mil hectares de vinhas, estendidas por sete sub-regiões: Sub-região de Alva (municípios de Oliveira do Hospital e Tábua), Sub-região de Besteiros (municípios de Mortágua, Santa Comba Dão e 22 freguesias de Tondela), Sub-região de Castendo (municípios de Penalva do Castelo e duas freguesias do Sátão), Sub-região da Serra da Estrela (19 freguesias do município de Gouveia e 19 freguesias de Seia, Sub-região de Silgueiros (cinco freguesias de Viseu) Sub-região Terras de Azurara (município de Mangualde), Sub-região de Senhorim (município de Carregal do Sal e Nelas).

 

Cantanhede é o centro de atenções nos próximos dias

Se não conhece ou se nunca ouviu falar em Cantanhede prepare-se que a partir de hoje não vai ouvir falar em outra coisa!

Hoje, dia 28 de julho dá-se início a uma das maiores feiras realizadas em território nacional, que teve o seu começo em 1991. A EXPOFACIC (Feira Agrícola Comercial e Industrial de Cantanhede) ao ser criada teve com objetivo transmitir as potencialidades do concelho.

Localizada no distrito de Coimbra, o evento atraí normalmente milhares de visitantes e centenas de expositores. Com uma organização quase irrepreensível, a EXPOFACIC consegue trazer aos portugueses muitas novidades, diversidade e ainda espetáculos musicais variadíssimos e internacionais.

Pixabay

Mas comecemos pelos números e áreas da feira! Com onze setores distintos, o certame mostra-lhe a área comercial, agrícola, automóvel, institucional, a educacional, gastronómica, infanto-juvenil, uma feira popular, os palcos para os concertos, um picadeiro e uma área restrita para demonstrar os municípios de norte a sul do país. Penso que um dia não lhe chegará para conhecer a feira na totalidade. Mas quando se deslocar até lá escolha bem o dia, para que possa aproveitar os melhores concertos deste evento. Com 41 artistas convidados difícil será escolher o dia!

Na área musical encontrará nomes como Boss AC e HMB (já amanhã dia 29 de julho),  Seu Jorge (brasileiro), Ana Moura e Carminho no dia 3 de julho ou até Tony Carreira. É de todo impossível enumerar todos os artistas que passam por Cantanhede, isto porque quatro dezenas de artistas são realmente muitos…

Este certame possuí ainda uma iniciativa diferente, a exposição “O mundo dos dinossauros”, que se tornará a grande novidade este ano e que certamente agradará aos miúdos e aos graúdos. Mas as exposições não se ficam por aqui, existem exposições sobre profissões tradicionais, de flores e aves ornamentais, repteis e anfíbios, de animais e plantas aquáticas ou sobre “o galo de Barcelos”.

Já os bilhetes de entrada na feira variam, sendo o valor para os 11 dias de 50€ (bilhete geral). Já de dia 2 a 5 de agosto o bilhete diário ronda os 9 € e os restantes dias 3.50€.

O preço não será um entrave por isso, o melhor remédio é ir, isto porque a 26ª edição da EXPOFACIC  tem tudo para ser um sucesso!

Deixamos aqui as hiperligações das páginas relativas à feira:

Site oficial- http://www.expofacic.pt

Facebook- https://www.facebook.com/expofacic/?fref=ts

 

 

O Mosteiro de Seiça no Vale Encantado

O Mosteiro de Seiça, ou de Santa Maria de Seiça, é um dos edifícios mais místicos de Portugal. Atualmente encontra-se em ruínas num estado avançado mesmo depois de ter sido considerado em 2002 Imóvel de Interesse Público e em 2004 ter sido adquirido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Ao longo dos tempos o edifício foi sofrendo alterações pouco dignas da beleza que ostenta. Em 1871 foi parcialmente demolido e a pedra utilizada para obras num cemitério em Paião. Em 1888 sofreu novamente obras de demolição, desta feita por causa da construção do troço de caminho de ferro da Linha do Oeste. Por volta de 1900 foi vendido a particulares que o transformaram numa unidade industrial de descasque de arroz…

O Mosteiro de Seiça está fundado na freguesia de Paião, na Figueira da Foz.

Seiça e a lenda do abade João

A história de Seiça cruza-se com a lenda do abade João. Reza a lenda que este abade, responsável pela defesa do castelo de Montemor-o-Velho, se viu cercado pelos Mouros… Entre eles estava um tal de Garcia Janhes, que fora criado pelo Abade João , e que se passou para o lado dos Mouros depois de renegar a fé Cristã e de assumir o nome de Zulema.

Zulema tornou-se um dos mais odiados inimigos dos cristãos, e como era um conhecedor da região e do castelo aconselhou o exército mouro sobre a melhor forma de fazer o cerco, cortando todas as relações entre a fortaleza e o exterior.

A luta terá sido desesperante para a fração Cristã… em menor número e sem mantimentos, vendo-se numa situação insustentável, tomaram algumas medidas drásticas e decidiram fazer sacrifícios que retratam bem quer a abnegação e coragem dos cristão, quer a barbárie e carnificina daqueles tempos em que a vida humana valia tão pouco.

Decidiram então queimar tudo quanto tinham para que não caísse nas mãos dos inimigos, e levando o desespero mais além, decidiram degolar homens e mulheres que pela sua idade ou condição não se pudessem defender do inimigo. O abade João terá dado o mote e ele próprio terá degolado a sua irmã D. Urraca.

Depois de consumada a carnificina saíram os sitiados do castelo e deram luta aos Mouros. Sem nada a perder e sem esperança na vitória, terá sido o Abade João o mais valente… devastando tudo o que encontrava à sua frente, infligindo grandes estragos ao mais numeroso exercito inimigo e simultaneamente dando moral aos seus para que o seguissem na demanda.

Uma das primeiras vitimas do vigor do braço do Abade João foi Zulema, o ingrato pupilo. Esta morte terá desmoralizado as tropas mouras e por outro lado terá dado um animo extra os cristãos que cresciam destemidos fazendo com que os infiéis sobreviventes fugissem desordenadamente e procurassem refugio nas brenhas da outra margem do Mondego.

De nada valia aos mouros esconderem-se… os cristãos continuaram a perseguir e a matar sem qualquer piedade todo e qualquer infiel que encontrassem…

O cansaço era já muito e os poucos mouros sobrevivente tinham-se refugiado nas Alcoubas, distantes quatro léguas do campo da primeira batalha… ouviu-se então a voz do Abade João:

– Cessa, Cessa.

Os Cristãos obedeceram e descansaram da enorme luta nesta planície rodeada de montes. Passaram ali a noite e na madrugada do dia seguinte, chegaram à planície mensageiros provenientes de Montemor-o-Velho que traziam a boa nova… os desgraçados que no dia anterior tinham sido degolados afinal estavam vivos e de boa saúde. A noticia foi recebida com enorme alegria e logo o acontecimento foi tomado como milagre.

O abade João decidiu então renunciar a Montemor-o-Velho e passar ali naquela planície o resto dos seus dias, sendo seguido por alguns dos seus companheiros. Por volta de 850 mandou edificar ali uma capela que dedicou à Virgem.

Dessa ermida, que ruiu em 1590, nada resta. Em 1602, no mesmo lugar e por iniciativa de Frei Manuel das Chagas, foi construída a actual capela de Nossa Senhora de Seiça.

Capela de Nossa Senhora de Seiça

Capela de Nossa Senhora de Seiça

A poucos metros de distância desta capela encontra-se o Mosteiro de Santa Maria de Seiça, do qual se desconhece a data exata de fundação e cuja referência documental mais antiga data de 1162, pertencendo então aos Frades Crúzios.

 

Links Relacionados

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Carnaval, Portugal e o Tradicional

A origem do carnaval está relacionada com a união das palavras latinas “carnis” (carne) e “valles” (prazeres). Mas como todos nós também sabemos, o carnaval é a festividade que antecede a primeira festa religiosa de cada ano, a Páscoa.

A luta entre o Carnaval e a Quaresma. Pieter Bruegel o Velho. 1559

A luta entre o Carnaval e a Quaresma. Pieter Bruegel o Velho. 1559

O evento carnavalesco nasceu da Igreja Católica, no século XI. Desde aí, quarenta dias antes da Semana Santa, e antes de se proceder ao período de privação, conhecido como jejum pascal, o “entrudo” leva à mesa dos portugueses as carnes gordas e a folia. A gastronomia é rica e “gorda”, devido aos enchidos e carnes gordas, que preenchem o cozido à portuguesa, a feijoada à transmontana ou o sarrabulho (guisado com os miúdos do porco, ou cabrito, misturado com sangue e temperado com cominhos).

Mas o carnaval como hoje conhecemos surgiu apenas na época do Renascimento, altura em que começaram os bailes de máscaras e as fantasias.

O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, mais famosos em Portugal são os da Mealhada, Torres Vedras, Loulé, Ovar, Madeira, e Sines. Mas mesmo que a iniciativa tenha o senão de se dar em pleno inverno, o frio não demove os foliões, nem a vontade de satirizarem social e politicamente, como já é costume nos corsos carnavalescos dos portugueses.

Vamos rapidamente enumerar as vantagens em escolher um evento em detrimento de outro:

Por exemplo, na Madeira não faltará um desfile majestoso, bastante abrilhantado, acompanhado do típico fogo de artifício.

Em Torres Vedras, as matrafonas (homens vestidos de mulheres) são o mote, bem como a sátira politica.

Na Mealhada, numa versão mais brasileira, poderá assistir ao Corso Luso – Brasileiro e no último dia ao desfile trapalhão.

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Por Rosino – Flickr: [1], CC BY-SA 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=18357171

O famoso cortejo com sátira política e social em Loulé conta com 15 carros alegóricos, escolas de samba, gigantones e cabeçudos, por isso aproveite e dê uma fugida até ao Algarve.

Se preferir o norte, em Ovar, o Carnaval já arrancou (no dia 16 de janeiro), prolongando-se até 9 de fevereiro, mas com uma programação diferenciadora, arrojada e para vários públicos.

Em Sines, os foliões contam com três dias de corso, mas é na segunda-feira, que tem o seu ponto alto, com o desfile noturno e com os seus carros alegóricos iluminados.

Nestes dias de carnaval, para além dos grupos organizados, inúmeros foliões anónimos participam livremente nos desfiles e na festa.

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By Rosino ([1]) [CC BY-SA 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)], via Wikimedia Commons

Mas não podíamos falar de carnaval sem mencionar os Caretos, personagens típicos de algumas aldeias de Trás-os-Montes. Um careto é um homem disfarçado, que anda pelas ruas das aldeias transmontanas, com uma máscara que serve para meter medo, em especial as meninas solteiras. Por norma, as meninas ficam em casa a vê-los pela janela, o que leva a que eles trepem pelas varandas, para ir ter com elas e fazer muito barulho com os chocalhos que usam pendurados na cintura e guizos nos tornozelos.