O Pico no Prato – Roteiro Gastronómico da Ilha do Pico

Produtos Gastronómicos da Ilha do Pico

Produtos do Mar

Os crustáceos como a lagosta, o cavaco e o caranguejo… os moluscos, como as lapas e as cracas, as lulas e os polvos servem de base a variados pratos… entre os peixes destacam-se espécies como a abrótea, o chicharro, a moreia, a veja, o írio, a salema, o cherne, a garoupa e o espadarte.

Vinho, aguardente e licores

Falar do vinho do Pico, é sinónimo de orgulho por estas bandas. Terra de tradição vínica, no Pico produzem-se vinhos brancos, tintos e rosé bastante apreciados em todo o Arquipélago. Aos poucos, tenta-se recuperar o prestígio do vinho proveniente da casta verdelho, melhorando a produção e inovando nos produtos. “Basalto”, “Lajido” e “Terras de Lava” são designações de vinhos do Pico que remetem para uma relação homem-natureza que a ilha muito preza. A Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, na Areia Larga concentra a produção local, já baseada em novas castas, e pode ser visitada. As aguardentes de figo e de nêspera também têm adeptos e ainda se conseguem encontrar velhos alambiques de cobre a funcionar. A angelica e os licores de frutos são propostas mais doces.

Fruta, mel e queijo

A ilha sempre foi grande produtora de fruta, sendo afamado o figo, de interior vermelho vivo. O mel produzido com a flor do incenso e o Queijo do Pico – DOP, um queijo de leite de vaca de pasta mole muito apreciado, completam a lista de preciosidades gastronómicas da ilha.

Carne

As carnes de bovino e suíno encontram-se presentes em pratos da culinária regional como “molha de carne à moda do Pico”, “torresmos”, “linguiças” e “morcelas”. Destacam-se ainda os queijos, produzidos a partir do leite de vaca. São consumidos com vinho verdelho, vinho de cheiro ou outros produzidos localmente e pão de massa sovada.

Alguns dos melhores restaurantes da Ilha do Pico

Um pouco por toda a ilha pode encontrar restaurantes típicos com enorme qualidade. Deixamos aqui como referência alguns exemplos:

Restaurante Magma

O Magma é um restaurante integrado no Resort turístico Lavahomes, criado para fornecer o serviço de restauração aos seus hóspedes mas também aberto ao público em geral.

Restaurante Magma - Ilha do Pico
Restaurante Magma – Ilha do Pico

É um restaurante caseiro, com pessoas habituadas a confecionar comida caseira. Tem uma ementa variada, com um prato regional típico do Pico em cada dia da semana – Lapas, Linguiça e Morcela fritas ou Favas das Festas como entrada, à Molha de Carne aos Torresmos de Porco, passando pelo Polvo guisado em vinho tinto ou a Feijoada assada no forno e ainda a Albacora no forno para pratos principais. Essa ementa permite ao viajante provar iguarias, confecionadas por quem sabe bem. Além disso o viajante pode provar também alguns pratos diferentes, como a Sopa Rica de Peixe à moda de Aveiro, um Linguine (pasta) com camarão com molho cremoso de tomate, e os já famosos muito tenros bifes com molho de Verdelho ou com molho de Mel de Incenso, para dar alternativa de escolha ao turista e para satisfazer a curiosidade do paladar das pessoas de cá.

Restaurante Ancoradouro

Fica situado na freguesia da Madalena e é dono de uma fantástica vista sobre a Ilha do Faial, do outro lado do canal. O restaurante dispõe de uma sala espaçosa e de uma esplanada ideal para ver o mar.

Restaurante Ancoradouro - Ilha do Pico
Restaurante Ancoradouro – Ilha do Pico

O polvo, os bifes de atum ou as cataplanas são alguns dos pratos a ter em consideração por quem visita o Ancoradouro.

Cella Bar

Já lhe chamaram o “bar mais bonito do mundo”. Já venceu o “‘óscar” internacional de edifício do ano (2016).

Cella Bar - Ilha do Pico
Cella Bar – Ilha do Pico

Visite este “dorso de uma baleia em madeira, harmoniosamente colada a um edifício tradicional” e teste as tapas e a garrafeira.

Casa Âncora

O restaurante “Casa Âncora”, sob a gerência do casal russo Pável e Marina, apresenta-se como um espaço acolhedor com uma magnífica vista sobre a baía do Cais do Pico.

Restaurante Âncora - Ilha do Pico
Restaurante Âncora – Ilha do Pico

Quem visita este espaço pode usufruir, além do edifício principal, da eira adjacente que se situa do outro lado da rua, mesmo sobre o mar.
A ementa tem em destaque os produtos locais e foi idealizada por Timur Abuzyarov, um chef moscovita que trabalhou com chefs de renome nos melhores restaurantes de Paris, Cannes, Copenhaga e Moscovo

Os pratos confecionados seguem princípios de apresentação cuidadosa e artística, produzidos com produtos da mais alta qualidade.

A tasca O Petisca

Foi a primeira casa de Petiscos da Ilha do Pico. É algo de que os proprietários se orgulham, que os engrandece e que os colocou num mapa cada vez mais escrutinado por quem visita e decide onde comer.

Tasca O Petisca - Ilha do Pico
Tasca O Petisca – Ilha do Pico

Do Petisco surgiu uma proximidade com o cliente, o explicar o que é, como é, de onde é. Tirar o tempo para abrir um pouco mais as portas entre o cliente e a casa, e sem os negativismos associados ao termo, abraçar o conceito de Tasca. Surgindo então a Tasca “o Petisca”.

O Sabor a Tradição mantém-se, os donos também. Alguns dos clientes definem o restaurante com “Excelente restaurante, comida típica da região com muita qualidade. Staff muito atencioso e os proprietários são ótimos anfitriões.”

Museu do Vinho – Ilha do Pico

A criação do Museu do Vinho, na Vila da Madalena, deve ser entendida como uma inevitabilidade histórica. A organização de um museu subordinado à temática da vinha identifica-se com a principal atividade económica exercida pela comunidade que ocupou este território, desde o seu povoamento.

Na Madalena reúnem-se, de facto, várias condições favoráveis para se construir um museu de memórias e tecnologias agrícolas associadas ao vinho, quer pela extensão e expressão da vinha que domina a paisagem, quer pela existência de um espaço que, durante séculos, foi dedicado ao fabrico do vinho: as instalações agrícolas que pertenceram ao Convento do Carmo – magnífico imóvel, dos sécs. XVII-XVIII, mansão de veraneio dos frades carmelitas sediados na cidade da Horta –, símbolo arquitetónico da fase opulenta do Ciclo do Vinho Verdelho, na ilha do Pico.

O Museu do Vinho compreende as seguintes áreas:

1. Casa Conventual dos Carmelitas

2. Edifício dos Alambiques/Receção

Alambiques - Wikipédia
Alambiques – Wikipédia

3. Edifício do Lagar

Lagar - Wikipédia
Lagar – Wikipédia

4. Mirante e Vinha

Museu do Vinho do Pico, Curraletas de vinha - Lagido da Madalena
Museu do Vinho do Pico, Curraletas de vinha – Lagido da Madalena – Wikipédia

5. Mata de Dragoeiros 

Dragoeiros - Wikipédia
Dragoeiros – Wikipédia

A localização geográfica privilegiada do Museu do Vinho, o poder mágico da paisagem natural – a vinha, os dragoeiros seculares, o Canal do Pico – Faial, o mar e a Montanha -, a dimensão poética e estética do lugar, a presença sóbria de uma arquitetura secular, de pedra vulcânica, em serena harmonia com uma nova linguagem arquitetónica, tão característica da América da emigração açoriana e uma museografia apelativa e dinâmica, em conjunto com a força arrebatadora da epopeia humana associada ao histórico Ciclo do Verdelho, têm vindo a transformar este local num pólo importante de desenvolvimento turístico-cultural da ilha do Pico.

Com a recuperação, reutilização e valorização cultural destes espaços, pretende-se preservar o património cultural e ambiental da antiga propriedade dos Carmelitas, na Madalena (os edifícios, a vinha e os dragoeiros) e as memórias associadas à cultura da vinha e à produção do vinho na ilha do Pico.

Aldeias Maravilhas de Portugal

Uma forma sublime de mostrar o nosso país que tanto tem para oferecer  é através de iniciativas como as “7 Maravilhas de Portugal- Aldeias”.

O projeto 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias  teve o apoio institucional do Gabinete do Ministro Adjunto, da Secretaria de Estado do Turismo, do Turismo de Portugal, da UMVI – Unidade de Missão para a Valorização do Interior, do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, da Federação Minha Terra, e da Associação Portugal Genial. Iniciativa muito bem conduzida que tem levado até aos portugueses locais lindíssimos e que assim os promovem de forma bastante criativa.

Das 49 aldeias pré-finalistas apenas sete foram à final. Divididas em sete categorias, as aldeias poderiam ser de “mar”, “Aldeias Rurais”, Aldeias Ribeirinhas”, “Aldeias Monumento”, “Aldeias Remotas”, “Aldeias Autênticas” e “Aldeias em Áreas Protegias”.

Aldeias de Mar

Na categoria Aldeias de Mar, estavam selecionadas: Azenhas do Mar (Sintra), Costa Nova (Ílhavo), Ferragudo (Lagoa), Porto Covo (Sines), Porto Moniz (Madeira), Zambujeira do Mar (Odemira), e a grande vencedora Fajã dos Cubres, nos Açores.

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Fajãs de Cubres

Aldeias Rurais

Sistelo em Arcos de Valdevez, Paderne em Albufeira, Manhouce em São Pedro do Sul, Faial na Madeira, Casal de São Simão em Figueiró dos Vinhos, Cachopo em Tavira e Alegrete em Portalegre foram as concorrentes à categoria rurais, tendo sido eleita em pleno Gerês a aldeia de Sistelo.

Aldeias Ribeirinhas

No Alentejo foram selecionadas três aldeias: Mourão, Escaroupim e Santa Clara-a-Velha. Houve também duas aldeias açorianas, Sete Cidades e as Furnas. Depois temos uma a norte, em Montalegre (Vilarinho de Negrões) e uma ao centro Portugal. Esta última, Dornes em Ferreira do Zêzere foi a vencedora da categoria.

Aldeias Remotas

O plano de fundo para esta iniciativa foi o Piódão, Aldeia Histórica e de Xisto, um exemplo único de conservação e beleza. Por algumas destas características o Piódão foi a grande eleita na grupo das aldeias remotas. As concorrentes eram três no centro de Portugal, nomeadamente Aldeia da Pena, Gondramaz, e claro o Piódão. No concelho de Melgaço estavam duas aldeias selecionadas, a de Castro Laboreiro e a de Branda da Aveleira. A restantes pertenciam ao arquipélago da Madeira (Curral das Freiras) e ao dos Açores (Fajã de São João).

Piodão

Aldeias Autênticas

Portugal é um país autêntico, e as suas aldeias não ficam atrás. Prova disso são as finalistas das aldeias autênticas, em que a vencedora acabou por ser a Castelo Rodrigo, no distrito de Guarda. Contudo as aldeias seleccionadas foram: Aldeia do Xisto de Cerdeira (Lousã), Alte em Loulé, Biscoitos nos Açores, Castelo Rodrigo (Figueira de Castelo Rodrigo), Fontão de Loriga (Seia), Montesinho em Bragança e Podence em Macedo de Cavaleiros.

Aldeias Monumento

Monumentos a céu aberto são os locais portugueses e as concorrentes a esta categoria: Almeida (Almeida), Estoi (Faro), Evoramonte (Estremoz), Idanha-a-Velha  e Monsanto (Idanha-a-Nova), Monsaraz em Reguengos de Monsaraz e por fim Sortelha, no Sabugal. A grande finalista foi Monsaraz.

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Monsaraz

Aldeias em Áreas Protegidas

Aldeia das Salinas de Fonte da Bica (Rio Maior), Bordeira em Aljezur, Chão da Ribeira na Madeira, Lindoso em Ponte da Barca, Penedo (Sintra), Rio de Onor em Bragança, e por fim São Lourenço nos Açores. A vencedora desta categoria foi a pitoresca aldeia de Rio de Onor em Bragança.

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Rio de Onor, Bragança

5 Fantásticas razões para visitar os Açores

Mas a beleza natural dos arquipélagos açorianos sempre foi um trunfo. Com este artigo queremos evidenciar as imensas belezas das ilhas e destacar as cinco grandes mais valias para se deslumbrar com os Açores:

Beleza Natural

Os Açores são uma pérola, em bruto, plantada em pleno Oceano Atlântico. A umas escassas duas horas de avião este destino de natureza é único e aprazível.

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Nove ilhas

Todas as nove ilhas têm características específicas, com cenários deslumbrantes com lagoas, cascatas e uma diversidade de flora exuberante. E sendo elas nove, aqui encontrará sempre algo de diferenciador e agradável.

A gentes e o alojamento

As gentes açorianas são por norma calmas e hospitaleiras. Conhecidas pela simpatia e tranquilidade os açorianos não deixarão que nada lhes falte. Já no que toca à oferta de alojamento, existe para todos os gostos e preços. Falamos de uma oferta diversificada em quase todas as ilhas, desde hotéis, casas rurais, casas particulares, inclusive hostels.

O clima e bem-estar

As ilhas dos Açores são sempre uma ótima opção para viajarmos a qualquer altura do ano, isto muito devido ao seu clima. Normalmente é ameno, mas bastante húmido. Mas devido à sua origem vulcânica e às enumeras nascentes de águas naturais e piscinas de água férrea, muitos turistas procuras as ilhas para fins terapêuticos e de bem-estar.

Atividades e produtos

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Nas ilhas dos Açores é possível observar baleias, nadar com golfinhos, fazer caminhadas e percorrer trilhos, bem como praticar surf, windsurf, BTT ou apenas passear de bicicleta.

Mas este oásis atlântico não lhe reserva apenas isto, aqui ficará surpreendido com o ótimo peixe, os doces, a diversidade de chás e queijos, já para não falar da quantidade de vacas e flores que encontrará pelo caminho.

Para além de todas estas maravilhosas razões, tem ainda uma outra não menos importante que são as paisagens de cortar a respiração! Não perca tempo e conheça o coração verde de Portugal!

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