Porto Moniz: Onde o mar e as rochas se abraçam

Os arquipélagos portugueses estão numa crescente escalada para alcançar o estrelato internacional. A cada ano que passa alguma particularidade ou local das ilhas é denotado por um jornal, revista ou entidade internacional.

Após a Ilha da Madeira vencer o galardão Mundial da World Travel Awards, tornando-se o Melhor Destino Insular de 2016, de todo o Mundo, foi no primeiro mês de 2018, que a CNN- estação televisiva norte-americana, elegeu as piscinas naturais de Porto Moniz, na ilha madeirense, como uma das 52 melhores praias do planeta.

Vivemos numa altura do tempo e numa sociedade que já conhecemos de tudo um pouco e que por vezes é difícil satisfazer todas as exigências. Um dos casos é quando nos queremos banhar e selecionamos as piscinas habituais, que cumprem a sua função, mas também já se tornam aborrecidas. Todas iguais: cimento, escadas, espreguiçadeira e pouco espaço. Mas quem procura por alguma coisa diferente aposta nas piscinas naturais, e as de Porto Moniz, são uma das opções mais viáveis e lúdicas.

Em Porto Moniz as piscinas são formadas pela lava vulcânica, onde o mar penetra espontaneamente conduzindo água cristalina. O grande “ex-libris” da vila do Porto Moniz, aqui a água é salgada, o espaço tem uma área de 3.800 m², e onde nos podemos molhar tranquilamente e sem receios

Por serem piscinas naturais não são negligenciadas as condições necessárias para o bem estar de quem procura estas instâncias. Aqui encontra uma piscina para crianças, parque infantil e acessos para deficientes, bem como, parque de estacionamento, vestiários e balneários, bar e comodidades como espreguiçadeira e Guarda-sóis para aluguer.

Porto Moniz

Município constituído por quatro freguesias, Porto Moniz, Achadas da Cruz, Ribeira da Janela e Seixal, é o concelho localizado mais a norte da ilha da Madeira, com uma superfície de 8040 hectares e uma população de cerca de 2927 (Censos de 2001) habitante, mas a freguesia do Porto Moniz é a mais populosa, representando ao longo das décadas mais de metade da população do concelho, num total de 1.668 habitantes.

Para além das fantásticas Piscinas Naturais do Porto Moniz, o concelho possui ainda as Piscinas Naturais do Aquário, a Foz da Ribeira da Janela,as Piscinas do Clube Naval do Seixal, Praia do Porto de Abrigo do Seixal e as Poças das Lesmas. Todos eles locais a descobrir pelo próprio pé e com a alma de viajante.

No concelho de Porto Moniz poderá ainda fazer um périplo por todos os miradouros, que têm vistas de perder de vista, falamos-lhe do Miradouro da Santinha, Miradouro do Parque de Merendas, Miradouro do Pico, Miradouro do Redondo, Miradouro do Teleférico, Miradouro do Véu da Noiva e o Miradouro do Porto de Abrigo.

Aldeias Maravilhas de Portugal

Uma forma sublime de mostrar o nosso país que tanto tem para oferecer  é através de iniciativas como as “7 Maravilhas de Portugal- Aldeias”.

O projeto 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias  teve o apoio institucional do Gabinete do Ministro Adjunto, da Secretaria de Estado do Turismo, do Turismo de Portugal, da UMVI – Unidade de Missão para a Valorização do Interior, do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, da Federação Minha Terra, e da Associação Portugal Genial. Iniciativa muito bem conduzida que tem levado até aos portugueses locais lindíssimos e que assim os promovem de forma bastante criativa.

Das 49 aldeias pré-finalistas apenas sete foram à final. Divididas em sete categorias, as aldeias poderiam ser de “mar”, “Aldeias Rurais”, Aldeias Ribeirinhas”, “Aldeias Monumento”, “Aldeias Remotas”, “Aldeias Autênticas” e “Aldeias em Áreas Protegias”.

Aldeias de Mar

Na categoria Aldeias de Mar, estavam selecionadas: Azenhas do Mar (Sintra), Costa Nova (Ílhavo), Ferragudo (Lagoa), Porto Covo (Sines), Porto Moniz (Madeira), Zambujeira do Mar (Odemira), e a grande vencedora Fajã dos Cubres, nos Açores.

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Fajãs de Cubres

Aldeias Rurais

Sistelo em Arcos de Valdevez, Paderne em Albufeira, Manhouce em São Pedro do Sul, Faial na Madeira, Casal de São Simão em Figueiró dos Vinhos, Cachopo em Tavira e Alegrete em Portalegre foram as concorrentes à categoria rurais, tendo sido eleita em pleno Gerês a aldeia de Sistelo.

Aldeias Ribeirinhas

No Alentejo foram selecionadas três aldeias: Mourão, Escaroupim e Santa Clara-a-Velha. Houve também duas aldeias açorianas, Sete Cidades e as Furnas. Depois temos uma a norte, em Montalegre (Vilarinho de Negrões) e uma ao centro Portugal. Esta última, Dornes em Ferreira do Zêzere foi a vencedora da categoria.

Aldeias Remotas

O plano de fundo para esta iniciativa foi o Piódão, Aldeia Histórica e de Xisto, um exemplo único de conservação e beleza. Por algumas destas características o Piódão foi a grande eleita na grupo das aldeias remotas. As concorrentes eram três no centro de Portugal, nomeadamente Aldeia da Pena, Gondramaz, e claro o Piódão. No concelho de Melgaço estavam duas aldeias selecionadas, a de Castro Laboreiro e a de Branda da Aveleira. A restantes pertenciam ao arquipélago da Madeira (Curral das Freiras) e ao dos Açores (Fajã de São João).

Piodão

Aldeias Autênticas

Portugal é um país autêntico, e as suas aldeias não ficam atrás. Prova disso são as finalistas das aldeias autênticas, em que a vencedora acabou por ser a Castelo Rodrigo, no distrito de Guarda. Contudo as aldeias seleccionadas foram: Aldeia do Xisto de Cerdeira (Lousã), Alte em Loulé, Biscoitos nos Açores, Castelo Rodrigo (Figueira de Castelo Rodrigo), Fontão de Loriga (Seia), Montesinho em Bragança e Podence em Macedo de Cavaleiros.

Aldeias Monumento

Monumentos a céu aberto são os locais portugueses e as concorrentes a esta categoria: Almeida (Almeida), Estoi (Faro), Evoramonte (Estremoz), Idanha-a-Velha  e Monsanto (Idanha-a-Nova), Monsaraz em Reguengos de Monsaraz e por fim Sortelha, no Sabugal. A grande finalista foi Monsaraz.

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Monsaraz

Aldeias em Áreas Protegidas

Aldeia das Salinas de Fonte da Bica (Rio Maior), Bordeira em Aljezur, Chão da Ribeira na Madeira, Lindoso em Ponte da Barca, Penedo (Sintra), Rio de Onor em Bragança, e por fim São Lourenço nos Açores. A vencedora desta categoria foi a pitoresca aldeia de Rio de Onor em Bragança.

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Rio de Onor, Bragança

Ilha da Madeira, o jardim do Atlântico

Em 2016 e, pela segunda vez, a Ilha da Madeira venceu o galardão Mundial da World Travel Awards, tornando-se assim o Melhor Destino Insular de 2016, de todo o Mundo.

O arquipélago prima por um clima muito próprio, devido à proximidade de Casablanca (Marrocos), por causa dos 978 km de distância a sudoeste de Lisboa, dos cerca de 700 km a oeste da costa africana, e 450 km a norte das Ilhas Canárias.

 

Vegetação característica da Madeira - Foto de Andrei Dimofte

Vegetação característica da Madeira – Foto de Andrei Dimofte

Para além da faustosa beleza das ilhas existe uma mão cheia de boas razões para visitar a Madeira. Quer pelas praias relaxantes de Porto Santo, para uma visita à Laurissilva (nome dado a um tipo de floresta húmida subtropical, tipica da Macaronésia – região formada pelos arquipélagos da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde), ou até pela fantástica hotelaria do Funchal.

Foto de Andrei Dimofte -Flickr

Reconhecida pela monumental demonstração de pirotecnia frequente pela passagem de ano, o fogo de artifício é um dos maiores espetáculos do mundo, também já candidato ao Guinness. Outro dos motivos é o nativo madeirense Cristiano Ronaldo. Natural do arquipélago, o melhor jogador do mundo tem na Madeira um aeroporto em seu nome, uma estátua e um museu com todos os troféus ganhos por ele, sendo um motivo mais que suficiente para se deslocar até à Madeira para ficar a conhecer um pouco mais sobre as origens deste jogador.

As romarias como a festa da flor ou a gastronomia madeirense são outros ex-libris desta região. Atraem por ano milhares de visitantes para festejos e provas gastronómicas de elevada qualidade. De salientar que durante o mês de setembro de 2017 decorre a Festa do vinho da Madeira. Tem aqui a oportunidade de degustar uma das iguarias madeirenses.

Para quem procura um lado mais radical nas suas viagens, por aqui as escolhas são variadas e passam pelas modalidades náuticas, terrestres e aéreas. Mas para os amantes do mar, aqui encontrará as condições fantásticas para a prática de snorkeling, mergulho, vela, surf, windsurf e pesca desportiva.

A nível náutico a ilha não lhe reserva apenas isto, poderá apreciar um tranquilo passeio de barco, ao longo da costa,  onde poderá observar os golfinhos, as baleias e todas as espécies que habitam o mar madeirense.

 

Porto Santo! Ouro puro em pleno Atlântico.

Os parcos 42Km2 de superfície são compensados pela concentração de pequenas belezas que proporcionam a quem visita Porto Santo um sentimento de conforto e bem-estar.

Sem a exuberância paisagística nem o frenesim cultural da ilha da Madeira, à distância de cerca de 50 km, Porto Santo aposta na tranquilidade e no desacelerar do tempo. Ideal para férias em família ou para quem pretende apenas um tempo de descanso longe da rotina.

Levadas e Percursos Pedestres de Porto Santo

Porto Santo possuí dois percursos pedestres assinalados. O PS PR1 – Vereda do Pico Branco e Terra Chã e o PS PR2 – Vereda do Pico Castelo.

Porto Santo Golfe

Se é praticante de golfe saiba que Porto Santo possui desde Outubro de 2004 um campo de golfe, projetado por Severiano Ballesteros, que trouxe à ilha uma nova atração turística.

Porto Santo Golfe

Porto Santo Golfe

O campo prolonga-se entre a praia a Sul e as falésias a norte. Variedade paisagística que lhe confere grande beleza. Além do campo, o Club House do Porto Santo Golfe, integra 2 excelentes restaurantes, jacuzzi, sauna, entre outros serviços e infraestruturas.

Casa Colombo, Museu do Porto Santo

De entre os factos históricos mais relevantes da ilha, há a destacar a honra de ter sido habitada por Cristóvão Colombo, após o seu casamento com a filha de Bartolomeu Perestrelo, o primeiro Capitão-Donatário da ilha.

Casa Colombo, Museu do Porto Santo

Casa Colombo, Museu do Porto Santo

Foi durante esta estadia, numa casa que hoje é a Casa Museu, que o navegador preparou a viagem que o imortalizou aos olhos do mundo, a descoberta da América. Dos diversos objetos de grande interesse, como mapas, instrumentos de navegação e iluminuras, podemos apreciar também alguns objetos recolhidos do Galeão Slot ter Hooge que afundou na costa do Porto Santo no século XVII.

Ilhéu da Cal

O Ilhéu de Baixo ou da Cal separou-se da ilha principal,por fenómenos erosivos, há cerca de 12 mil anos. Nele podemos observar várias extensas galerias, de onde foram extraídas rochas calcárias, com cerca de 5 milhões de anos, que eram usadas para a indústria de fabrico da cal. No topo do ilhéu antigas construções de apoio a esta atividade transportam-nos para esse tempo.

 

Ilhéu da Cal ou Ilhéu de Baixo - Porto Santo

Ilhéu da Cal ou Ilhéu de Baixo – Porto Santo

Miradouro da Ponta da Calheta

A Ponta da Calheta, extremidade Sul da ilha, coincide com o extremo Oeste do extenso areal da Praia e encontra-se separada do Ilhéu de Baixo por um canal, com 400 metros de largura, o Boqueirão de Baixo. Daqui vislumbra-se os contornos rochosos da vizinha ilha da Madeira.
Miradouro da Ponta da Calheta

Miradouro da Ponta da Calheta

Camacha e Fonte da Areia

A Fonte da Areia foi, noutros tempos, a principal fonte de água doce da povoação da Camacha, localizada a norte da ilha. Dizem os populares que a água desta fonte tem poderes curativos, tendo sido no passado engarrafada e vendida.

É um local tranquilo para um desfrutar de um piquenique. Pode descer através de um trilho até à praia.

Fonte da Areia, Camacha

História de Porto Santo

A ilha de Porto Santo foi “descoberta” em 1418, curiosamente um ano antes da ilha da Madeira, pelos navegadores portugueses João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira.

João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira

João Gonçalves Zarco (esq.) e Tristão Vaz Teixeira (dir.)

Existem, no entanto, registos históricos que sugerem o facto de uma embarcação ter encontrado porto seguro nesta ilha, antes de 1418, depois de uma tempestade em alto mar. Acontecimento que terá dado à ilha o seu nome atual, “Porto Santo”.

Casa Velha do Palheiro

No seu livro, The Blandys of Madeira, publicado em 2011, Marcus Binney refere: “A Casa Velha foi o primeiro hotel estalagem da Madeira, situado a 500m acima do nível do mar e inserido num dos mais belos jardins da ilha. O caminho empedrado até a casa atravessa um pequeno bosque até emergir numa clareira à sombra de magníficas árvores que são a imagem de marca dos jardins do Palheiro. O círculo de relva ao redor dos portões alberga uma enorme Árvore de Fogo da Nova Zelândia (Metrosídero) com múltiplos troncos.

Mal saímos do carro invade-nos um ambiente de simpatia informal. Um trilho calcetado bordeado por arbustos em flor e flanqueado à esquerda por uma ala de quartos que se abrem sobre um longo terraço que parece uma casa da plantação das Índias Ocidentais. Da porta da frente temos uma vista que atravessa o jardim. A escadaria acrescenta uma nota de grandeza, com lances condizentes de cada lado que nos levam aos quartos do primeiro piso. As portas abrem-se para um hall que atravessa a casa e que liga a biblioteca à sala de estar e de jantar. Uns meros degraus levam-nos até um pequeno terraço com mesas e cadeiras. O enorme relvado pinta-se de roxo na Primavera com pequenas flores Oxalis. À direita há outra ala de quartos com uma longa varanda. Mais além, o jardim estende-se em dois ligeiros desníveis, um dos quais tem um pequeno lago com peixes dourados e carpas Koi. A formalidade dos relvados é suavizada pelas árvores que dão sombra aos passeios. Ao fundo está outra enorme Árvore de Fogo e um pavilhão de chá novo que oferece alguns petiscos aos golfistas e visitantes do jardim. A Casa Velha foi decorada pela mão de Christina Blandy com cores frescas e bonitas. A sala de jantar tem um ar de plantação graças ao chão de tábua corrida e móveis em mogno. Foi aumentado de forma elegante com um Jardim de Inverno que retém as janelas exteriores originais para fornecer vistas interiores duma sala para a outra.

O hotel é membro da organização Relais & Châteaux e alberga 32 quartos e cinco suites, cada uma com estilo e personalidade singular. A sala de estar e o bar são confortáveis, com móveis muito bonitos e decorados com quadros a óleo com molduras douradas e gravuras e litografias da Madeira. Flores frescas colhidas no jardim dão cor e vitalidade ao espaço. O restaurante é altamente reconhecido e um merecido ponto de referência gourmet. Os hóspedes desfrutam do ambiente nocturno à luz de velas na elegante sala de jantar. O pequeno-almoço é servido no ensolarado Jardim de Inverno.

O Palheiro Spa, que fica a um curto passeio da recepção, tem disponível uma grande variedade de tratamentos e terapias de beleza. As instalações incluem uma piscina exterior e uma piscina interior aquecida, banho turco e sauna, além de um moderno ginásio que enaltece a experiência de bem-estar. Existe ao lado também um campo de ténis de piso rápido e os menos energéticos podem jogar croquet no relvado abaixo da propriedade.

O hotel ladeia os famosos Jardins do Palheiro e o campo do Palheiro Golf – um soberbo campo de 18 buracos par 72 com disposição Championship que oferece acesso privilegiado aos hóspedes da Casa Velha. O barco de pesca desportiva do hotel, “Balancal”, está disponível na marina do Funchal para excursões de pesca de alto-mar e passeios pela costa.