The Presidential, “A mais espantosa experiência do País”

The Presidential, foi o nome dado a esta experiência fantástica, que contempla a viagem a bordo de um comboio através da mítica Linha do Douro, completada com um serviço de catering luxuoso, a cargo de alguns dos mais talentosos chefs mundiais.

Chef Dieter Koschina, Edição Inaugural, The Presidential

Chef Dieter Koschina, Edição Inaugural, The Presidential

A viagem começa na emblemática Estação de São Bento e a composição ferroviária escolhida foi noutros tempos utilizada pelos presidentes da República.

Recentemente foi recuperada pelo Museu Nacional Ferroviário e transformada num comboio turístico de luxo.

The Presidential foi o vencedor dos Best Event Awards 2017

Em 2017 ganhou o Best Event Awards 2017. O projecto português ficou em primeiro lugar,  entre as 296 candidaturas apresentadas de 27 países. Ficou, por exemplo, à frente das candidaturas da França e dos Emirados Árabes Unidos, o segundo e terceiro classificado, respectivamente.

The Presidential, o magnífico comboio presidencial português

The Presidential integra um conjunto de carruagens,que fizeram parte do comboio real português. Datam de 1890 e foram modernizadas ao longo dos tempos. Integra também algum material comprado à Alemanha nos anos 30 do século XX.

É ainda uma das jóias da coroa do património ferroviário Português. O Comboio Presidencial transportou Presidentes, Chefes de Estado, Reis e Papas durante mais de um século.

Foi construído em 1890, e serviu a corte do rei D. Luís I como o Comboio Real. Recebeu a bordo convidados de honra como a rainha Isabel II e o Papa Paulo VI. No inicio do século foi rebaptizado e passou a designar-se “Comboio Presidencial” . Transportou os Chefes de Estado portugueses até 1970, altura em que foi oficialmente retirado de circulação.

Magnificamente restaurado em 2010, o mobiliário e charme que o tornaram icónico mantêm-se intactos e está desde então em exposição no Museu Nacional Ferroviário como a mais emblemática peça da nossa história ferroviária.

Três ingredientes perfeitos

Segundo Gonçalo Castel-Branco a conjugação perfeita. “Limitei-me a juntar o que já existia: esta paisagem fantástica que é o Douro já existia, a linha já existia, o comboio já existia, o Vesúvio também já cá estava. Eu só convidei os chefs, montei o evento e resultou nisto”

Gonçalo Castel-Branco, The Presidential

Um comboio muito especial, luxo de outros tempos

The Presidential é como uma cápsula do tempo na qual viajamos através da história numa atmosfera de luxo e conforto. Quando se ouve o seu som distinto, eis que surge o seu exterior imponente, e ao entrar a bordo das suas luxuosas carruagens não há como não se sentir realeza. Resgatado ao passado, está de novo em movimento e é protagonista de viagens inesquecíveis.

Os melhores chefs do mundo, paladares mágicos

A gastronomia é uma forma de arte muito especial e os Chefs são os artistas do séc. XXI. Através das suas criações, os melhores Chefs do mundo têm a capacidade de manipular os nossos sentidos e acordar as nossas emoções com experiências ricas e envolventes.

Locais maravilhosos para visitar de comboio

Outrora um meio de transporte revolucionário, os comboios e as suas linhas oferecem aos viajantes perspectivas únicas e acessos privilegiados, expondo locais e recantos originais e extraordinários. Existem linhas ferroviárias que são verdadeiros tesouros por explorar.

Em setembro de 2017 a Forbes publicou um artigo: A Rolling Royal Feast in Portugal: The Presidential Train

Consulte mais informação sobre preços e atividades

O Porto está melhor que nunca

O Porto é um combinado de hospitalidade e de bairrismo, um encafuado de casas à beira rio, um misto de cores e luz, um encontro de gerações.

Considerado o melhor destino europeu do ano 2014, a cidade nortenha é calorosa, afável e uma cidade muito fácil de se conhecer e de alguém se orientar.

Depois de toda a modernização da cidade e investimento no turismo, o Porto é um destino cada vez mais apetecível.

 

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Rio Douro – Barco Rabelo

 

Para conhecer o Porto, precisa no mínimo de três dias, e poderá começar pela Avenida dos Aliados, onde irá apreciar a monumentalidade dos edifícios envolventes. Estará próximo da Câmara do Porto, do Teatro Rivoli e do Teatro Sá da Bandeira, bem como da Estação de São Bento (considerada pela revista norte-americana “Travel+Leisure”, uma das 16 estações mais belas do mundo).

Exterior da Estação de São Bento, no Porto

Exterior da Estação de São Bento, no Porto – Peter

Depois aproveite para fazer umas compras na Rua Santa Catarina, rua emblemática do Porto, e visite a bonita Igreja de Santo Ildefonso. O mercado do Bolhão como fica próximo, dá-lhe a oportunidade de conhecer um local muito típico e característico do Porto, e fazer com que se entranhe nos costumes e gentes da invicta. Desfrutado o passeio, e certamente já com fome, vai subir a rua em direção à Torre dos Clérigos e vasculhar as ruas transversais, onde irá encontrar variadíssimos bares, cafés e restaurantes. Recomendo a Taberna Galeria de Paris, muito agradável, boa comida e de muito bom gosto.

No segundo dia, aconselho-o a conhecer a zona da Rotunda da Boavista, ir até à Casa da Música, uma casa de artes, com um design incomparável e contemporâneo. Ande mais um pouco e avistará o mercado do Bom Sucesso. No mesmo dia pode aproveitar e descer um pouco até à Foz, passear pelo esplendoroso Rio Douro, conhecer o Museu do Carro Elétrico, ou então ir até ao Museu do Vinho do Porto…

Inevitavelmente vai passar pela tão afamada Ribeira, aproveite, descanse, beba um café numa das esplanadas (são todas agradáveis) e contemple a vista esplendorosa que o rio oferece.

Não se esqueça de fazer a pé a Ponte Luis I e ir até Gaia, que é do outro lado do rio. Se já forem horas de jantar, não perca a oportunidade de degustar as iguarias do Restaurante “Bacalhoeiro”, um restaurante pequeno e requintado, com vista privilegiada para o Porto.

Porto: Ponte Dom Luis I

Porto: Ponte Dom Luis I

Nesta sua passagem pela Invicta, não pode deixar visitar a Fundação Serralves, o Palácio da Bolsa, a Sé do Porto, o Palácio de Cristal, o Majestic Café (único e magestoso) e ainda o Hard Club.

No que toca ao alojamento, estamos a falar de uma cidade já com alguma dimensão, por isso não irão faltar locais onde dormir e descansar. No entanto, sugiro o HF Ipanema Park ou o Hotel Fénix. O Porto está na vanguarda dos Hostels, por isso aproveite para conhecer alguns deles, que são bastante modernos e cheios de jovialidade.

No terceiro e último dia vá até à zona ribeirinha e faça o trajeto inverso ao do dia interior, conheça a zona nobre do Porto, que o irá maravilhar com a praia que banha aquela área. Conheça o Castelo do Queijo (Matosinhos) e toda a área envolvente, ao qual se junta o Parque da Cidade do Porto. No final do dia vá ao Capa Negra e delicie-se com uma bela francesinha.

No mês de março o jornal inglês Guardian escolheu o Porto como uma das cidades para a sua lista de Top 10 das escapadinhas alternativas na Europa, por isso não perca a oportunidade e conheça esta cidade cheia de história e de costumes!

Igreja e Torre dos Clérigos

Do conjunto de obras concebidas pelo arquitecto toscano Nicolau Nasoni no Norte de Portugal, a igreja e torre dos Clérigos é, não apenas a sua obra documentada mais antiga, mas também aquela que maior projecção conheceu. Facto que se deve, em grande medida, ao impacto do conjunto, à sua complexidade e à estranheza das formas, no sentido em que eram pouco comuns à arquitectura da época, e em particular ao Norte do país.

A documentação subsistente permite-nos acompanhar o andamento dos trabalhos, que tiveram início em 1732, ou seja, no ano seguinte à aprovação do plano de Nasoni pela Irmandade dos Clérigos.

Esta, existia desde 1707, com sede na Igreja da Misericórdia, resultando da fusão de três confrarias (ALVES, 1989, p. 122). Nesse ano, era presidente o deão Jerónimo de Távora e Noronha, protector de Nasoni, o que terá favorecido a escolha deste arquitecto. Como responsáveis pela obra encontramos nomes próximos do artista toscano – António Pereira (responsável pelo traçado de São João Novo e cuja obra se confunde com a de Nasoni), o entalhador Miguel Francisco da Silva e, por fim, já na última fase, Manuel António de Sousa.

As obras da igreja foram bastante demoradas (com uma interrupção entre 1734 e 1745). Neste último ano, foi necessário proceder a uma vistoria dos alicerces da fachada, destruindo-se o que existia para se levantar de novo, com bases seguras. Por este facto, o templo estaria totalmente concluído somente em data próxima a 1750, muito embora a escadaria de acesso ao portal principal remonte aos anos de 1750-53/1754 (e posteriormente alterada em 1827).

Nicolau Nasoni

Nicolau Nasoni

Se na fachada observamos uma composição cenográfica (que encobre o corpo da igreja), que se desenvolve na vertical e tira partido de um amplo leque de elementos decorativos de cariz tardo-barrocos (comuns à formação pictórica de Nasoni) (SMITH, p. 89), o espaço interior é marcado pelo desenho elíptico da sua planta, que recorda modelos de arquitectura romana, como a igreja de Santa Maria in Campitelli, de Carlo Reinaldi (WOHL, 1993; SERRÃO, 2003, p. 268), ou a igreja de Santiago de Valeta, em Malta (ALVES, 1989, p. 123). Por sua vez, a galeria que percorre a nave, de origem toscana, constituiu uma novidade na arquitectura do Norte, razão pela qual foi utilizada como modelo em muitas das igrejas construídas posteriormente (SMITH, 1966, p. 91). A monumentalidade do espaço interno acentua-se através do retábulo marmóreo (colorido) da capela-mor, executado entre 1767 e 1780 pelo arquitecto Manuel dos Santos Porto. As representações das virtudes da Virgem enquadram-se na iconografia da igreja, dedicada, desde a fundação, a Nossa Senhora da Assunção.

Por sua vez, o projecto da torre e da Casa dos Clérigos é mais tardio, tendo sido aprovado em 1754. A enfermaria e a secretaria, atrás da igreja, estavam concluídas em 1759, e a Torre, com os seus 240 degraus e 75 metros de altura, foi terminada entre 1757 e 1763, constituindo a “síntese do estilo de Nasoni”, onde os valores estruturais imperam sobre os decorativos que, no entanto, se vão intensificando à medida que nos aproximamos do topo da torre (FERREIRA ALVES, 1989, p. 125). As semelhanças entre esta obra máxima do arquitecto toscano e a Torre Nueva da Sé aragonesa de Zaragoza, da autoria de Gian Bautista Contini (1641-1722), são evidentes ao nível da configuração e da linguagem barroco-romana. Ainda que Nicolau Nasoni possa não ter conhecido esta obra, a proximidade entre ambas “trai o domínio das mesmas fontes do classicismo romano de Seiscentos” (SERRÃO, 2003, p. 268).

Nesta medida, a igreja e torre dos Clérigos é considerada o ex-libris do Porto, uma das primeiras igrejas barrocas da cidade (“onde este estilo se apresenta organizado e estruturado em função da planimetria, do espaço, da decoração e da escala”(FERNANDES, 1995, p. 72)), e a primeira grande obra de Nasoni, cujas arquitecturas marcaram tão fortemente a paisagem urbana do Norte do país nas décadas centrais do século XVIII. (RC)

Red Bull Air Race 2017, de Volta ao Porto / Gaia

As margens do Douro vão transformar-se num autêntico anfiteatro capaz de proporcionar aos pilotos e ao público uma experiência única. Do ponto de vista desportivo, nenhum dos pilotos atualmente no ativo venceu a etapa portuguesa, um troféu que promete ser altamente disputado.

Portugal e  o Porto são o 6.º destino da Red Bull Air Race 2017

A Red Bull Air Race criou ao longo de três anos uma relação muito especial com o público, que aderiu massivamente e transformou a corrida no mais participado evento desportivo organizado no nosso país, com um milhão de espectadores.

 

Estamos muito animados com o regresso da Red Bull Air Race a Portugal, que é uma das etapas preferidas do público e dos pilotos. Este ano o calendário vai evoluir de sucesso em sucesso, com cada etapa a adquirir um significado especial, seja pelo histórico do desporto ou por se tratar de uma estreia num cenário único. Estamos especialmente orgulhosos por trazer de volta ao rio Douro esta corrida de alta velocidade a baixa altitude e estou certo que cada piloto e cada equipa tudo farão para ser coroados no Porto perante os aplausos de milhares de fãs.

Diretor Geral da Red Bull Air Race GmbH, Erich Wolf

 

Red Bull Air Race é um evento consensual e transversal…

Para o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Dr. Rui Moreira, “a Red Bull Air Race é um evento consensual e transversal que toca públicos muito diversificados. É, por isso, uma grande conquista para a cidade voltar a receber em festa esta prova que traz um enorme retorno económico direto à cidade, à região e a Portugal. Do ponto de vista político é também muito significativo que tenha sido possível voltar a encontrar consensos entre os promotores, as autarquias, a Entidade de Turismo Porto e Norte de Portugal, o Turismo de Portugal e a CCDRN que a tornam, não apenas possível mas sobretudo sustentável”.

Centralidade mundial através de um espetacular evento internacional

Já o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Dr. Eduardo Vítor Rodrigues, considera que “a Red Bull Air Race traz a Vila Nova de Gaia e ao Porto a centralidade mundial através de um espetacular evento internacional. O cenário único do Douro e das suas margens, vividas por gente genuína e apaixonada, acrescenta-lhe a magia desta região”.

Potencialidade turística de um destino

Dr. Melchior Moreira, Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, acrescenta que “os números estão aí para confirmar a potencialidade turística de um destino: quase 7 milhões de dormidas no final de 2016 e a importância cada vez mais crescente deste setor para a economia nacional. Nem questiono a importância que os grandes eventos internacionais assumem nestes resultados.

Red Bull Air Race 2017 (Foto da Edição de 2008)

Red Bull Air Race 2017 (Foto da Edição de 2008) (Felipe Ortega)

Somos hoje reconhecidamente um palco de grandes eventos internacionais que nos trazem um retorno imensurável. Ter no nosso território a Red Bull Air Race é a garantia de uma excelente promoção turística que vai muito além dos milhares de espetadores que se esperam nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia: são as imagens que serão difundidas pelo mundo, as impressões que os visitantes vão levar, a dinâmica da qual todo o destino acabará por usufruir, a certeza que quem nos vai visitar agora vai querer voltar noutra altura do ano, a atividade turística que se estenderá muito para lá dos dois municípios envolvidos… este é o trabalho do Turismo do Porto e Norte de Portugal”.

Uma visita ao Porto e dois motivos para regressar

Porto, o local sensação de Portugal.

Nos últimos anos a invicta tem sofrido várias evoluções, laborais e turísticas, e é na área turística que a evolução foi mais notável. A cidade do Porto mais do que duplicou dormidas e passageiros no aeroporto desde 2004. Em 2004 a hotelaria do concelho registava 1.064.188 dormidas, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Já em 2016, as dormidas na região norte aumentaram 15.1%. Mas para as associações de turismo, o principal motivo para este “boom” no número de visitantes foi a introdução de voos ‘low cost’ no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Baumhaus

Quarto do Baumhaus Serviced Apartmants Porto

Contudo, o Porto comporta imensos segredos e locais mágicos ainda por descobrir. Neste artigo iremos falar-lhe sobre dois grandes motivos para regressar sempre que poder ao Porto. Começamos pela estadia…

“Estrategicamente situada entre a Boavista e a zona histórica da cidade, a Baumhaus Serviced Apartments reúne o melhor de dois mundos: a tranquilidade de uma zona residencial e de serviços, a uma distância de 5 minutos a pé para a estação de Metro que liga o aeroporto ao resto da cidade, ou 10 minutos a pé para a Rotunda da Boavista, a Casa da Música e o Mercado do Bom Sucesso, 15 minutos a pé para os Clérigos… A localização ideal para a sua estadia no Porto, seja em lazer ou em trabalho”.

A descrição feita pela equipa do Baumhaus é efetivamente uma descrição clara e verdadeira. De um bom gosto excecional, estes apartamentos abarcam uma decoração moderna e intimista, aliada a uma excelente localização. Os apartamentos estão instalados numa típica Casa Burguesa do Porto, totalmente recuperada em 2015, onde apresenta 9 apartamentos totalmente independentes, mobilados e equipados. Os apartamentos dispõem de uma sala de estar com sofá, casa de banho privativa e cozinha totalmente equipada. Todos estão equipados com televisão por cabo, Wi-fi de alta velocidade e sistema de aquecimento ambiente.

Baumhaus jardim

A árvore na imagem é um cedro do Líbano que deu nome à casa Baumhaus (Casa da árvore)

Mas o ponto forte do Baumhaus  e com que ficará surpreendido é com o enorme e cuidado jardim no centro da cidade. Com uma árvore centenária que dá nome à casa (baumhaus deriva do alemão e significa casa da árvore), com plantas de fruto, relvado e os diferentes recantos do jardim, tornarão a sua experiência na cidade ainda mais aprazível.

Depois de passar pela Baumhaus Service Apartments sentirá uma tranquilidade e paz interior brutal! Vai querer regressar e experimentar todos os restantes quartos…

“A Alma do Rock é Invicta”

A Alma do Rock é invicta. Esta é a frase que descreve o porquê de já estar aberta a segunda unidade do Hard Rock Café em Portugal, e desta vez o Porto ter sido o escolhido.

Um grande edifico histórico em plena Baixa do Porto albergou o mítico restaurante da cadeia americana que veio para ficar por muitos e longos anos. Após uma década de ter aberto o primeiro espaço em Portugal (nos Restauradores, em Lisboa), e de o Hard Rock já estar representado em 59 países, heis que a Invicta foi o local mais que desejado para a “alma do rock”. E diga-se de passagem que o local foi tremendamente bem escolhido, com um edifício supremo e muito bem requalificado, que dá vontade de fotografar de noite e de dia…

Hard Rock 3

Fachada do Hard Rock Café Porto

Falamos-lhe de um espaço com 4 pisos, onde ainda só estão disponíveis o rés do chão, onde se situa a loja oficial e o espaço para concertos, já o primeiro e o segundo pisos são ocupados pelo restaurante. Um espaço descontraído e descomprometido, mas respeitador dos padrões da marca Hard Rock Café.

O Baumhaus e o Hard Rock Café Porto são os dois motivos para regressar ao Grande Porto e deliciar-se com o de melhor esta cidade tem para lhe mostrar, sendo que este mês de dezembro também é especial, devido a todas as iluminações natalícias e atividades da época que são organizadas pelas entidades competentes do Porto. Se por acaso tem algum fim de semana prolongado ou quer apenas passar um noite este é um artigo que lhe sugere o que de bom a Invicta comporta e o que ainda tem para ser descoberto!

 

Vinho do Porto, Vinho de Portugal

A história deste vinho ultrapassa fronteiras e está diretamente ligada à história de outros países europeus… Da França, da Holanda e mais fortemente da Inglaterra, ligada ao vinho do Porto desde que este assumiu essa designação…

Na época Medieval não há referências que permitam tirar grandes conclusões em relação ao cultivo da vinha, à produção de vinho no Douro e ao significado económico que esta atividade tinha para a região. Sabe-se porém que primeiramente o vinho desta região se designava de “Vinho de Lamego”, o que por ventura evidenciava, quer que a área cultivada não alastrava muito para além desta cidade, quer que a cidade do Porto não possuía até então o papel comercial de destaque que possuí atualmente.

Na segunda metade do século XVII, e voltando à relação histórica com os países europeus em cima referidos, ocorreram transformações decisivas que começaram a traçar a história do Vinho do Porto.

A guerra entre a França e a Holanda que iniciou em 1672, a crise dos vinhos franceses que se registava por essa altura e os atritos comerciais existentes entre França e Inglaterra (que culminaram no embargo deste último país ao mercado de vinhos franceses), fizeram voltar as atenções de Ingleses e Holandeses, especialmente dos primeiros, para o Vinho do Douro.

A primeira exportação registada de vinho para Inglaterra data de 1678, tendo sido designado o vinho exportado como “Vinho do Porto” e a região produtora “Alto Douro”. Esta última designação demonstra, segundo José Leite de Vasconcelos, a enorme influencia inglesa na economia desta região com a clara colocação de “Alto” antes de “Douro”.

Dentro de várias teorias existentes, que procuram explicar a origem do Vinho do Porto, a mais popular talvez seja a “descoberta acidental”: O tempo de ligação entre Portugal e Inglaterra era relativamente demorado na altura, e para proteger o vinho durante a longa viagem por mar era adicionada uma porção de aguardente vínica “fortificando-o” e impedindo que este se estragasse tão facilmente. Uma técnica já utilizada na altura dos descobrimentos.

Colheita de 1820 - D. Antónia Ferreira

Colheita de 1820 – D. Antónia Ferreira

Outra teoria possível coloca a famosa colheita de 1820 como reveladora de todo o potencial do vinho aqui produzido. As condições climatéricas excecionais que antecederam essa colheita colocaram a descoberto um vinho que ninguém sabia definir e todos procuravam: um vinho marcado por uma importante presença de açúcar e álcool, forte e encorpado. O Vinho do Porto.

A “fortificação” é atualmente uma ação recorrente no processo de produção do vinho do Porto, no entanto, a adição de aguardente ao vinho é efetuada antes que este termine de fermentar. As aguardentes vínicas têm um papel preponderante na elaboração do Vinho do Porto. Ao interromper a fermentação conservam o teor de açúcar e aumentam de forma substancial o teor de álcool.

Os vários tipos de Vinho do Porto

Os Vinhos do Porto podem ser divididos em duas categorias consoante o tipo de envelhecimento.

Ruby: São vinhos em que se procura suster a evolução da sua cor tinta, mais ou menos intensa, e manter o aroma frutado e vigor dos vinhos jovens. Neste tipo de vinhos, por ordem crescente de qualidade, inserem-se as categorias Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, e em menor grau o LBV, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em garrafa. São especialmente aconselhados os LBV e os Vintage.

Tawny: Obtido por lotação de vinhos de grau de maturação variável, conduzida através do envelhecimento em cascos ou tonéis. São vinhos em que a cor apresenta evolução, devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto-alourado, alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos secos e a madeira; quanto mais velho é o vinho mais estas características se acentuam. As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. São vinhos de lotes de vários anos, excepto os Colheita, que se assemelham a um Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo de envelhecimento. Quando são engarrafados estão prontos para serem consumidos. Aconselham-se os vinhos das categorias Tawny com Indicação de Idade e Colheita.

Tipos de Vinho do Porto - www.winesofportugal.info

Tipos de Vinho do Porto – www.winesofportugal.info

Os Barcos Rabelo – “Agora vai com Deus”

O Barco Rabelo é uma embarcação de fundo chato, propositadamente construída para navegar nos rápidos do Rio Douro. Rio que foi durante muitos anos a via de transporte privilegiada para o transporte das pipas de vinho provenientes das remotas quintas da região do Douro Superior e com destino ao Porto e Vila Nova de Gaia.

Barco Rabelo - Porto

Barco Rabelo – Porto

Até as barragens serem construídas nos anos 70, o Douro era um rio traiçoeiro profícuo em correntes rápidas e turbulentas. O trajeto entre gargantas e desfiladeiros era difícil e repleto de zonas perigosas, como por exemplo o traiçoeiro Cachão da Valeira onde se deu o famoso naufrágio que vitimou o Barão de Forrester, e durante séculos os produtores de vinho do Porto dependiam de um grupo de marinheiros altamente qualificados para transportar a carga preciosa desde o Alto Douro até às caves junto ao Atlântico.

Além de corajosos e experientes os marinheiros eram também homens de fé. Os barcos eram posicionados com grande precisão no rio e uma vez apanhados na corrente, nada mais lhes restava senão esperar e rezar que estes chegassem em segurança às águas calmas que se seguiam. Já aí, o mestre no quadrante libertava a direção do remo, tirava o seu boné e, em seguida, cruzava os braços exclamando: “Agora vai com Deus”.

D. Antónia Adelaide Ferreira – A Ferreirinha

ferreirinha-dona-antonia-ferreiraQuando falamos em Vinho do Porto temos necessariamente que referir o nome de D. Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida como A Ferreirinha. Nasceu na Régua em 1811 e faleceu na mesma cidade em 1896. Foi uma mulher determinada e corajosa que triunfou num sector dominado pelos homens.

São inúmeras as histórias de perseverança e filantropia desta empreendedora do séc. XIX. Histórias a que iremos com certeza voltar num próximo artigo dedicado à Ferreirinha.

O Vinho do Porto, o Rio Douro, a Região Demarcada, todas as fantásticas personagens, todas as excecionais histórias de vida que ajudaram a esculpir esta lindíssima e fascinante Região de Portugal são matéria prima para próximos artigos. O Douro fez sem dúvida o vinho mas o vinho também fez sem qualquer dúvida o Douro. Visitem.

Francesinha à moda… do mundo

“A mulher mais picante que conheço é a francesa”, dizia Daniel David da Silva, o criador da francesinha. E assim foi batizada uma das mais apreciadas iguarias portuguesas.

Natural do norte do país, de Terras de Bouro, cedo emigrou para a Bélgica onde trabalhou durante alguns anos como barman.

Daniel Silva era um conhecedor da cozinha francesa e terá ido buscar inspiração a 2 receitas gaulesas e um molho galês: croque-madame, croque-monsieur e o molho picante welsh rabbit (rarebit).

Em 1953 foi-lhe oferecida sociedade no Restaurante Regaleira por Abrantes Jorge, proprietário do restaurante fundado em 1933, na Rua do Bonjardim. Ao chegar à cidade Invicta, encontrou uma realidade diferente no sexo feminino. Mulheres mais discretas e com mais roupa do que estava habituado. “A mulher mais picante que conheço é a francesa”, afirmava. Foi este o início da história deste petisco na cidade do Porto.

Restaurante Regaleira - Rua do Bonjardim

Restaurante Regaleira – Rua do Bonjardim

O Segredo da Francesinha

Está nos ingredientes de qualidade… No pão bijou, no fiambre, na salsicha fresca (naquela altura comprada no mercado do Bolhão)… mas principalmente no molho, confecionado com cerveja, polpa de tomate, piri-piri (que nos anos 50 e 60 vinha das antigas colónias portuguesas), e um cálice de vinho do porto para lhe dar a “Pronuncia do Norte”.

Francesinha com ovo

Francesinha com ovo

Em 1963, após a sua morte, a receita foi levada para o Restaurante Mucaba, em Gaia, por um empregado que abandonou a Regaleira. Foi o início da expansão desta famosa iguaria do Porto.

O mundo já conhece a francesinha.

Em 2011, a AOL Travel, colocou-a entre as 10 melhores sanduíches do mundo e no início de 2015, o site britânico The Culture Trip, elegeu a francesinha como um dos petiscos imperdíveis da Europa. “É uma refeição pesada de proporções épicas, servida com uma generosa pilha de batatas fritas, mergulhadas num molho de marca registada”

Onde comer as melhores francesinhas?

Provavelmente não estarei a ser politicamente correcto ou mesmo até a “ofender” os mais puristas defensores das Francesinhas do Porto, no entanto, como sou Beirão e como um dos objectivos deste artigo é defender a “internacionalização da francesinha” vou votar no restaurante Digujá cá para as bandas da Guarda… Deixem as vossas sugestões…

 

Cervejaria Brasão

O grande objetivo é, refundar e repensar o conceito de Cervejaria Portuguesa com tudo de bom que isso representa. Podem contar com as melhores francesinhas, petiscos, carnes e mariscos, tudo bem regado pelas sangrias, cerveja fria, vinhos e cocktails.

Centro Português de Fotografia

Foi criado em 1997 pelo então Ministério da Cultura e é atualmente tutelado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. As competências que lhe estão atribuídas visam a promoção e valorização do património fotográfico, que inclui o tratamento arquivístico de espécies e a gestão da Coleção Nacional de Fotografia.

Sé Catedral do Porto

“A Sé do Porto é um edifício de estrutura romano-gótica, dos séc. XII e XIII, tendo sofrido grandes remodelações no período barroco (séc. XVII-XVIII).”