Museu do Vinho – Ilha do Pico

A criação do Museu do Vinho, na Vila da Madalena, deve ser entendida como uma inevitabilidade histórica. A organização de um museu subordinado à temática da vinha identifica-se com a principal atividade económica exercida pela comunidade que ocupou este território, desde o seu povoamento.

Na Madalena reúnem-se, de facto, várias condições favoráveis para se construir um museu de memórias e tecnologias agrícolas associadas ao vinho, quer pela extensão e expressão da vinha que domina a paisagem, quer pela existência de um espaço que, durante séculos, foi dedicado ao fabrico do vinho: as instalações agrícolas que pertenceram ao Convento do Carmo – magnífico imóvel, dos sécs. XVII-XVIII, mansão de veraneio dos frades carmelitas sediados na cidade da Horta –, símbolo arquitetónico da fase opulenta do Ciclo do Vinho Verdelho, na ilha do Pico.

O Museu do Vinho compreende as seguintes áreas:

1. Casa Conventual dos Carmelitas

2. Edifício dos Alambiques/Receção

Alambiques - Wikipédia
Alambiques – Wikipédia

3. Edifício do Lagar

Lagar - Wikipédia
Lagar – Wikipédia

4. Mirante e Vinha

Museu do Vinho do Pico, Curraletas de vinha - Lagido da Madalena
Museu do Vinho do Pico, Curraletas de vinha – Lagido da Madalena – Wikipédia

5. Mata de Dragoeiros 

Dragoeiros - Wikipédia
Dragoeiros – Wikipédia

A localização geográfica privilegiada do Museu do Vinho, o poder mágico da paisagem natural – a vinha, os dragoeiros seculares, o Canal do Pico – Faial, o mar e a Montanha -, a dimensão poética e estética do lugar, a presença sóbria de uma arquitetura secular, de pedra vulcânica, em serena harmonia com uma nova linguagem arquitetónica, tão característica da América da emigração açoriana e uma museografia apelativa e dinâmica, em conjunto com a força arrebatadora da epopeia humana associada ao histórico Ciclo do Verdelho, têm vindo a transformar este local num pólo importante de desenvolvimento turístico-cultural da ilha do Pico.

Com a recuperação, reutilização e valorização cultural destes espaços, pretende-se preservar o património cultural e ambiental da antiga propriedade dos Carmelitas, na Madalena (os edifícios, a vinha e os dragoeiros) e as memórias associadas à cultura da vinha e à produção do vinho na ilha do Pico.