5 motivos para se deslumbrar com a Covilhã

Vivo na Covilhã há mais de nove anos… Aqui estudei, namorei, trabalhei e por cá fiquei.

Sou suspeita para falar desta cidade beirã, isto porque “foi ela” que me viu crescer, foi ela que me recebeu em idade estudantil e foi ela que me deixou ficar para continuar o meu futuro. Mas a Covilhã tem ainda mais encanto para quem a conhece pela primeira vez…

Cidade Montanha

A Covilhã é um exemplo bastante original de uma “cidade de montanha”, rara no urbanismo Português, e com uma vasta tradição industrial.

De João Pedro Jesus
De João Pedro Jesus

Quando chegamos apenas somos capazes de vislumbrar um amontoado de casas montanha cima, mas por entre esse empilhado de casas existe ruas carregadas de gente com muitas histórias. A cidade montanha, a vertente sudeste da Serra da Estrela, pauta-se por ser uma cidade 5 estrelas, de um encanto singular e muito particular. Esta cidade é diferente de todas as outras, ela é acolhedora, familiar e jovem.

O nascer do sol

É indescritível… o nascer dos sol foi um dos motivos que me fez apaixonar pela Covilhã, é de uma beleza natural única e maravilhosa. Nunca tinha visto nada parecido… Na primavera a aurora é carregada de andorinhas que enchem o céu, e no inverno a parte mais baixa da cidade é submersa pelo esplendoroso nevoeiro que banha a Cova da Beira. Costumo dizer que a Covilhã é inundada pelo seu “mar” (nevoeiro).

Mas comprove o que lhe digo e assista a este vídeo de João Pedro Jesus:

Arte urbana

Vocês perguntam-se como é que no interior de Portugal isto pode existir? Pois é, isto é bem real e já se tornou um dos focos turísticos da cidade. Após a primeira edição do Festival de arte urbana da Covilhã -WOOL, a cidade beirã viu as suas paredes e muros abandonados serem pintados e esculpidos por alguns nomes consagrados da arte urbana. JR, VHILS, Btoy, ARM Collective ou Bordallo são alguns dos artistas que com as suas intervenções e obras de artes permitiram a construção de um roteiro de arte urbana na cidade.

Mariana Sousa
WOOL Covilhã

A ponte artística

A cidade encontra-se entre duas ribeiras, a da Carpinteira e da Goldra. Na ribeira da Carpinteira, a ponte pedonal, desenhada pelo arquiteto João Luís Carrilho da Graça, ziguezagueia no alto do vale. É umas pontes pedonais mais impressionantes em Portugal. Sobre a ribeira erguem-se 52 metros de altura (igual a um edifício de 17 andares), 220m de comprimento e 4,40m de largura, em formato sinuoso e muito artístico.

Ponte Pedonal- Notícias da Covilhã
Ponte Pedonal- Notícias da Covilhã

O trabalho já foi premiado na 7ª Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo como um dos melhores trabalhos de arquitetura da América Latina, Portugal e Espanha. Foi também premiado pelos Prémio Globais AIT (2011) e foi considerada um dos “World’s Coolest Design Destination” pela prestigiada revistaTravel & Leisure. A ponte sobre a ribeirda da Carpinteira foi também nomeada para os prémios Mies van der Rohe.

Cidade jovem e diversificada

Para uma cidade do interior a Covilhã é muito cosmopolita. Talvez devido à Universidade da Beira Interior que cada vez atrai mais estudantes de vários pontos do país e do estrangeiro, mas porque sobretudo a cidade está repleta de jovens, artistas, gente empreendedora que está sempre predisposta a aprender com os serranos, que tanto têm para ensinar.

Terra de gentes genuínas aqui encontrará hospitalidade, diversão, boa comida, locais naturais encantados e muitos outros lugares de visita. A história da “Manchester Portuguesa” também é um ótimo motivo mas isso fica para você descobrir sua visita!

Conheça 5 grandes razões para se deliciar com a Guarda

A comida

Por onde começar! Na Guarda cidade ou no distrito, difícil será escolher o melhor local para saborear um pitéu. Aqui encontrará dos melhores restaurantes, quer a nível de qualidade quer quantidade. Na mesa guardense não faltarão os enchidos, muito típicos da Guarda, os queijos, o borrego ou os doces artesanais.

Enchidos da Guarda
Enchidos da Guarda

Locais onde apreciar os pratos típicos? No Belo Horizonte, no Dom Garfo, no Bola de Prata, na Pensão Aliança, no Caçador, no Sardinha, na Mexicana, etc… O que não faltam são opções, e cada um terá um prato típico e diferenciado, o penoso é mesmo saber o que escolher.

A pureza da cidade

A cidade mais alta do país é também a urbe mais pura. A 1056 metros de altitude, a cidade da Guarda possuí um ar único em todo o país, isto devido à sua localização. É um local que os habitantes estimam, logo poluição quase não existe. Mas o facto de ser fria e ter a vantagem de ser uma cidade neve ainda a identifica como mais cristalina. Quando por cá passar irá reparar no que lhe escrevo.

Ar Puro da Guarda
Ar Puro da Guarda

Povo de trabalho

Curso do 2º ano da Escola Medico-Cirúrgica de Lisboa (1899). Carolina Beatriz Ângelo

Curso do 2º ano da Escola Medico-Cirúrgica de Lisboa (1899). Carolina Beatriz Ângelo era a única mulher entre quase cinco dezenas de colegas. (Wikipédia)

As gentes da Guarda por vezes são mal interpretadas devido à sua maneira mais discreta. Pessoas de trabalho, habituadas a dias agrestes, os guardenses, são gentes de fibra que superam tudo de uma forma muito singular e sem se lamentarem. Difíceis de conquistar, após se tornarem nossos amigos uma coisa poderá ter a certeza, são para a vida! Povo habituado a dar a camisola, no local de trabalho nunca o deixarão ficar mal. Mas acima de tudo são pessoas de palavra e de honra.

A cultura

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) é um local arquitetonicamente bonito e diferente, que lhe vai agradar não sou pela beleza exterior como de conteúdo. A inovação anda de “mão dada” com o conservadorismo cultural no TMG. Aqui conseguirá encontrar espetáculos, exposições, concertos, workshops ou ateliês, para todos os gostos, géneros e feitios. Com uma agenda sempre atualizada o TMG reserva-lhe sempre novidades convidativas.

Teatro Municipal da Guarda
Teatro Municipal da Guarda

O que visitar na Guarda

Claro que a sua visita tem que começar pela Sé Catedral. Um monumento imponente, com uma circundante invulgar e que todos nós deveríamos conhecer um pouco da história. Cidade com testemunhos judaicos, aqui encontrará pontos da história do Judaísmo. Tem ainda Castros da Idade do Ferro que o irão deixar maravilhado com a conservação. Não podendo esquecer os museus que lhe mostram um pouco mais sobre esta cidade tão genuína.

Sé Catedral da Guarda
Sé Catedral da Guarda

Casa Tapada dos Moinhos

A Casa Tapada dos Moinhos dispõe de uma sala de estar/receção, com TV, Ar Condicionado e lareira a lenha, cozinha geral, sala de comer, 4 quartos, dois com cama de casal (DOUBLE) e 2 com 2 camas individuais (TWIN), e ainda um apartamento/suite, com Kitchenette, sala de estar, com TV e Ar Condicionado, quarto com cama de casal, WC privativo, roupeiro.
Todos os quartos mencionados dispõem de WC privativo, TV com 28 canais, Ar Condicionado, roupeiro.
No exterior há um espaço rústico com 5000 m2, com piscina de adultos e outra de crianças, com água tratamento a sal, churrasqueira e mesa de pedra, e uma ampla área de estacionamento gratuito.
Tudo isto revestido com bastantes árvores frondosas que conferem ao local um bem estar de sossego e plena entrega à natureza.
É óptimo para a recuperação do cansaço do dia a dia, inerente à vida nas zona urbanas, com grande desgaste diário.

Stay Hotel Évora Centro

Descubra o STAY HOTEL ÉVORA CENTRO e usufrua de todo o conforto e modernidade de um hotel acolhedor, com todas as valências que precisa. Situado na zona histórica, o STAY HOTEL ÉVORA CENTRO é o ponto de partida ideal para explorar a cidade de Évora, herdeira de um rico património monumental e artístico, que lhe permitiu a distinção como Património Cultural da Humanidade, em 1986.

Com 45 quartos amplos e muito confortáveis, os visitantes podem contar com receção disponível 24 horas, ligação Wi-Fi gratuita em toda a unidade, pequeno-almoço buffet entre as 6h30 e as 12h00, o bar JUST DELICIOUS – aberto todos os dias a qualquer hora – e uma zona de lazer com ecrã gigante e jogos recreativos JUST PLAY.

Ao leque junta-se o serviço de aluguer de bicicletas JUST MOVE, criado a pensar nos clientes que pretendem conhecer a cidade de forma saudável e divertida. Para os visitantes em negócios, a unidade dispõe de um Business Corner com iMac à disposição.

Casa de Turismo Rural – Nascente do Côa

O estabelecimento turístico está equipado com 5 quartos, lavandaria, escritório, cozinha, sala de refeições e sala de jantar, entre outras áreas. Os hóspedes poderão, se assim entenderem, confeccionar ali as suas refeições. A casa tem uma área que funciona como Posto de Turismo. Esta casa de turismo promove e organiza visitas turísticas tanto à Serra das Mesas, a localidades históricas do concelho como é o caso de Sortelha e outras muralhadas que se localizam neste Município.

Casa da Ponte do Arrocho

“Esta casa mora à espera.
À vossa espera.
Porque é casa de acolher.
É casa de acolher-vos. E de guardar-vos bem.
Se é casa de guardar, não é, portanto, uma casa qualquer.
É a Casa da Ponte do Arrocho, uma casa cheia!
Cheia, sim!
Cheia de sinais, de histórias, de lugares, de memórias.
Cheia de vida! De vida longa, marcada em cada objecto que a completa.
E espera-vos assim, aqui, aberta e confiada,
como quem se entrega àqueles de quem já gosta.
Espera-vos assim: simples e serena,
como quem abriga e protege aqueles que nela se aninham.
Espera-vos assim: antiga,
como quem acompanha devagarinho aqueles que a visitam.
Espera-vos assim: viva e alegre,
como quem se encanta por receber aqueles por quem ansiava!
Esta é a Casa da Ponte do Arrocho e espera-vos!
Para passar convosco momentos deliciosos e inesquecíveis.
Aqui, nesta Loriga onde o tempo passeia, de mão dada com o rio.
A casa mora assim, aqui, à vossa espera.
Aproveitem a sua companhia.
E, já agora, mimem-na!
Como quem estima preciosidades.”

Casa Cerro da Correia

A casa foi construída em 1953 pelos nossos avós, José Maria Direito e Elvira Direito, como casa de férias.

Localizada a 900 metros de altitude a casa tem 4 quartos, cozinha equipada, 2 salas e 2 casas de banho. No exterior há um pátio, para refeições ao ar livre, e os jardins que se prolongam até ao pinhal onde pode descansar, fazer caminhadas ou piqueniques.

A ligação da Casa Cerro da Correia à natureza também se faz através de de um jovem pomar e de uma horta com produtos típicos da agricultura de montanha.

A nossa vista é real | A Estrela brilha todo o ano

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Oceanário de Lisboa

O Oceanário de Lisboa é um aquário público de referência em Lisboa, em Portugal e internacionalmente. O equipamento recebe anualmente cerca de 1 milhão de pessoas, que percorrem as suas exposições, tornando-o no equipamento cultural mais visitado de Portugal.

A excelência das exposições, aliadas ao simbolismo da arquitetura dos edifícios, faz do Oceanário um local único e inesquecível. O equipamento integra dois edifícios, o original dos Oceanos e o novo edifício do Mar, conetados por um enorme átrio decorado com um magnífico painel de 55 mil azulejos, que oferece acesso às exposições e à área educativa.

Assumindo a tendência evolutiva dos aquários modernos, o Oceanário desenvolve continuamente, atividades educativas que dão a conhecer os oceanos, os seus habitantes, a sua missão e que abordam os desafios ambientais da atualidade. Ainda neste contexto, o Oceanário colabora com várias instituições em projetos de investigação científica, de conservação da biodiversidade marinha e que promovam o desenvolvimento sustentável dos oceanos. A experiência técnico-científica da equipa de biólogos e de engenheiros assegura a excelência da exposição e presta consultoria a vários

Palácio Nacional de Mafra

D. João V jurou erguer o monumento caso obtivesse sucessão do seu casamento com a rainha D. Maria Ana de Áustria, o que acabou por se tornar realidade em 1711, ano do nascimento da princesa Maria Bárbara.

Projetada pelo alemão Johann Friedrich Ludwig, de escola italiana, a construção da obra central do reinado de D. João V iniciou-se a 17 de novembro de 1717 e por ela passou a mão-de-obra de 52 mil trabalhadores. A sagração da Basílica deu-se a 22 de outubro de 1730, embora as obras se tenham prolongado até meados de 1737, dando lugar a um imponente Palácio. Inicialmente esboçado como um Convento para apenas 13 frades, o monumento acabou por se tornar num imenso edifício com todas as dependências e pertences necessários à vida quotidiana tanto da corte como de 300 frades da Ordem de S. Francisco.

A vida de corte do Magnânimo em Mafra acabou, contudo, por ser reduzida. O rei adoeceu com gravidade em 1742 e viria a falecer em 1750, assistindo-se a uma série de diferentes vivências no monumento ao longo do período monárquico. D. Maria I abriu-o às celebrações religiosas. O seu sucessor, D. João VI, instalou a corte no Palácio-Convento entre 1806 e 1807 – ano em que partiu para o exílio no Brasil após as Invasões de Napoleão Bonaparte. Em dezembro de 1807, as tropas francesas ocuparam o Palácio, sendo alguns meses depois substituídas por uma pequena fração do exército inglês que aqui permaneceu até março de 1828. Após o conturbado período das Lutas Liberais, o Palácio de Mafra tornou-se lugar de escape e tranquilidade para as famílias reais, de D. Maria II a D. Manuel II. E foi mesmo no torreão sul que o último rei de Portugal passou a sua derradeira noite em solo pátrio, de 4 para 5 de outubro de 1910, antes de partir para o exílio, aquando da Instauração da República.

Ainda durante 1910, em plena emergência do novo regime, o Palácio-Convento é classificado como Monumento Nacional, num emblemático reconhecimento da sua importância histórico. É uma homenagem e distinção que valoriza todos os seus espaços conventuais mais significativos: o Campo Santo e a Enfermaria, para além da Sala Elíptica ou do Capítulo, a Sala dos Atos Literários (Exames), a Escadaria e o Refeitório, estes últimos hoje pertencentes à Escola das Armas.

Acrescentos posteriores vieram enriquecer o monumento com obras de arte e a criação de outras dependências, como foi o caso da notável biblioteca conventual. O Palácio Nacional de Mafra possui uma das mais importantes bibliotecas portuguesas, com um valioso acervo de aproximadamente 36 mil volumes. Um verdadeiro repositório de conhecimento e obras-primas.

Para além disso, os dois carrilhões com um total de 98 sinos constituem o maior conjunto sineiro do século XVIII, a que se juntam os seis magistrais órgãos instalados na Basílica, palco de sublimes e inspiradores concertos.

Mosteiro da Batalha

Este excecional conjunto arquitetónico resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória em Aljubarrota, batalha travada em 14 de agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.

As obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de várias fases de construção. Esta duração justifica a existência, nas suas propostas artísticas, de soluções góticas (predominantes) manuelinas e um breve apontamento renascentista. Vários acrescentos foram introduzidos no projeto inicial, resultando um vasto conjunto monástico que atualmente apresenta uma igreja, dois claustros com dependências anexas e dois panteões reais, a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas.

D. João I doou-o à ordem de S. Domingos, doação a que não foram alheios os bons ofícios do Doutor João das Regras, chanceler do reino, e de Frei Lourenço Lampreia, confessor do monarca.

Na posse dos dominicanos até à extinção das ordens religiosas em 1834, o monumento foi depois incorporado na Fazenda Pública, estando hoje na dependência da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), assumindo-se como um espaço cultural, turístico e devocional.

Monumento nacional, integra a Lista do Património da Humanidade definida pela UNESCO, desde 1983.