Casa Tapada dos Moinhos

A Casa Tapada dos Moinhos dispõe de uma sala de estar/receção, com TV, Ar Condicionado e lareira a lenha, cozinha geral, sala de comer, 4 quartos, dois com cama de casal (DOUBLE) e 2 com 2 camas individuais (TWIN), e ainda um apartamento/suite, com Kitchenette, sala de estar, com TV e Ar Condicionado, quarto com cama de casal, WC privativo, roupeiro.
Todos os quartos mencionados dispõem de WC privativo, TV com 28 canais, Ar Condicionado, roupeiro.
No exterior há um espaço rústico com 5000 m2, com piscina de adultos e outra de crianças, com água tratamento a sal, churrasqueira e mesa de pedra, e uma ampla área de estacionamento gratuito.
Tudo isto revestido com bastantes árvores frondosas que conferem ao local um bem estar de sossego e plena entrega à natureza.
É óptimo para a recuperação do cansaço do dia a dia, inerente à vida nas zona urbanas, com grande desgaste diário.

Casa de Turismo Rural – Nascente do Côa

O estabelecimento turístico está equipado com 5 quartos, lavandaria, escritório, cozinha, sala de refeições e sala de jantar, entre outras áreas. Os hóspedes poderão, se assim entenderem, confeccionar ali as suas refeições. A casa tem uma área que funciona como Posto de Turismo. Esta casa de turismo promove e organiza visitas turísticas tanto à Serra das Mesas, a localidades históricas do concelho como é o caso de Sortelha e outras muralhadas que se localizam neste Município.

Casa da Ponte do Arrocho

“Esta casa mora à espera.
À vossa espera.
Porque é casa de acolher.
É casa de acolher-vos. E de guardar-vos bem.
Se é casa de guardar, não é, portanto, uma casa qualquer.
É a Casa da Ponte do Arrocho, uma casa cheia!
Cheia, sim!
Cheia de sinais, de histórias, de lugares, de memórias.
Cheia de vida! De vida longa, marcada em cada objecto que a completa.
E espera-vos assim, aqui, aberta e confiada,
como quem se entrega àqueles de quem já gosta.
Espera-vos assim: simples e serena,
como quem abriga e protege aqueles que nela se aninham.
Espera-vos assim: antiga,
como quem acompanha devagarinho aqueles que a visitam.
Espera-vos assim: viva e alegre,
como quem se encanta por receber aqueles por quem ansiava!
Esta é a Casa da Ponte do Arrocho e espera-vos!
Para passar convosco momentos deliciosos e inesquecíveis.
Aqui, nesta Loriga onde o tempo passeia, de mão dada com o rio.
A casa mora assim, aqui, à vossa espera.
Aproveitem a sua companhia.
E, já agora, mimem-na!
Como quem estima preciosidades.”

Casa Cerro da Correia

A casa foi construída em 1953 pelos nossos avós, José Maria Direito e Elvira Direito, como casa de férias.

Localizada a 900 metros de altitude a casa tem 4 quartos, cozinha equipada, 2 salas e 2 casas de banho. No exterior há um pátio, para refeições ao ar livre, e os jardins que se prolongam até ao pinhal onde pode descansar, fazer caminhadas ou piqueniques.

A ligação da Casa Cerro da Correia à natureza também se faz através de de um jovem pomar e de uma horta com produtos típicos da agricultura de montanha.

A nossa vista é real | A Estrela brilha todo o ano

#anossavistaereal | #aestrelabrilhatododoano

Restaurante Cova da Loba

Espaço requintado, a combinar o rústico com o contemporâneo, onde se serve comida regional elaborada na perfeição. Delicie-se com os produtos locais e da época.

Praia Fluvial de Loriga, a praia serrana de águas cristalinas

Localizada em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, a Praia Fluvial de Loriga tem para oferecer, além da água cristalina e “geladinha”, a calma e a serenidade próprias do contexto onde se encontra inserida.

Praia Fluvial de Loriga - Manuel Ferreira Fotografia

Praia Fluvial de Loriga – Manuel Ferreira Fotografia

A Praia Fluvial de Loriga fica situada no curso da Ribeira de Loriga, que nasce no planalto superior da Serra da Estrela. Distingue-se por se encontrar situada num vale glaciário e pelas suas águas puras e cristalinas.

Por norma quando queremos apanhar sol dirigimo-nos para o litoral de Portugal. Mas desengane-se quem pensa que no interior não o consegue fazer. Em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, situada num Vale glaciário, a Praia Fluvial de Loriga está para contrariar todas as ideias de que na Serra da Estrela só existe neve.

Infraestruturas

Ao longo dos anos a praia tem sofrido alguns melhoramentos, que permitiram aumentar a segurança e o conforto dos visitantes. A qualidade tem sido atestada pela atribuição do galardão de ouro, uma menção atribuída pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Num lugar bastante tranquilo e sossegado, esta praia possui boas infraestruturas de apoio, tais como, balneários, WC, bar, parque de merendas, parque infantil.

Envolvência e Distinção

Esta praia foi umas das finalistas das “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, na categoria de Praias Fluviais. A National Geographic considerou-a uma das 9 praias fluviais mais bonitas de portugal.

O relevo acidentado e o valor ambiental da paisagem envolvente determinam um elevado potencial para a prática de atividades de aventura, desportos de natureza ou pedestrianismo.

Fotografias: manuelferreira.photography

Como a própria Praia, também os socalcos e a sua complexa rede de irrigação, uma obra construída ao longo de centenas de anos e que transformou um vale rochoso num vale fértil, são um verdadeiro ex-libris, uma obra que ainda hoje marca a paisagem, fazendo parte do património histórico da vila de Loriga.

Esta é uma praia inserida numa área protegida que requer que os visitantes sejam mais cautelosos, não só por isto mas porque existem riachos, rios ou outras linhas de água na área da praia.

Como chegar à Praia Fluvial de Loriga

A praia fluvial de Loriga dista cerca de 17 quilómetros de Seia. Vindo de Seia, pela EN 231, passa a vila de Loriga e encontra a praia cerca de 1 quilómetro depois.

Há poucos lugares de estacionamento por isso é aconselhável ir o mais cedo possível.

Coordenadas: lat=40.3273485 | long=-7.6783568

Praia de Bandeira Azul desde 2012

O local é recomendado não só por nós como pelo programa Bandeira Azul, que tem por objetivo educar para a sustentabilidade da biodiversidade e incentivar a adopção de comportamentos sustentáveis que respeitem a Natureza, tendo sido a praia de Loriga galardoada com a bandeira azul desde o ano de 2012.

 

Aldeias Históricas de Portugal

“Perdidas” no centro do País, quase como que uma ironia, as Aldeias Históricas de Portugal definiram noutros tempos aquilo são hoje os limites do país.

As Aldeias Históricas de Portugal

Algumas das Aldeias Históricas de Portugal, a maior parte, destacam-se pela sua arquitectura militar, são maioritariamente aldeias fortificadas. Outras destacam-se pela peculiaridade das construções e pela riqueza histórica e cultural. Todas elas são pontos de referência no turismo nacional. Comecemos então a nossa viagem…

Almeida

A Vila de Almeida, no distrito da Guarda, destaca-se pela sua fortaleza em forma de estrela. É um dos mais espectaculares e bem conservados sistemas defensivos abaluartados do século XVII da Europa.

A Praça-Forte de Almeida é candidata à categoria de Património Mundial da UNESCO.

Estrela de Almeida - Praça forte de Almeida

Estrela de Almeida – Praça forte de Almeida

A gastronomia é rica e variada. Experimente a burzigada, o “Coelho à Caçador”, o “Arroz de Lebre” e a salada de Meruges.

Belmonte

A vila de Belmonte é sede de um Concelho quase tão antigo como a nacionalidade portuguesa. Recebeu o foral das mãos de D. Sancho I, em 1199.

A Terra de Pedro Álvares Cabral, está situada em plena Cova da Beira no Monte da Esperança, antigos Montes Crestados.

Castelo de Belmonte - Aldeias Históricas de Portugal

Castelo de Belmonte – Aldeias Históricas de Portugal

O Castelo de Belmonte foi construído nos finais do séc. XII e é um dos ex-libris do concelho, juntamente com o Museu dos Descobrimentos, com o Museu Judaico e com a Torre de Centum Cellas.

A vista sobre a Serra da Estrela é simplesmente deslumbrante.

Castelo Mendo

Esta freguesia do Concelho de Almeida foi entre 1229 e 1855 sede de Concelho.

Aqui o Castelo de Castelo Mendo é rei. A fortificação ergue-se sobranceiramente a mais de 700 metros sobre o Rio côa. Castelo Mendo recebeu o Foral das mãos de D.Sancho II.

A Aldeia Histórica de Castelo Mendo foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1984.

Castelo Novo

Em Castelo Novo estão guardados há mais de 800 anos, nas paredes do seu imponente castelo, segredos e histórias fantásticas. Herança dos templários.

O misticismo é evidente quando percorremos as ruas e ruelas da aldeia. Quase como uma tela medieval com pinceladas de manuelino e barroco.

A existência do castelo de Castelo Novo será anterior ao início do século XIII.

Castelo Rodrigo

A Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo foi, noutros tempos, um dos mais importantes lugares estratégicos do País, servindo de linha avançada na defesa do Reino de Portugal.

por Malcolm Payne - Igreja Matriz de Castelo Rodrigo - Aldeias Históricas de Portugal

por Malcolm Payne – Igreja Matriz de Castelo Rodrigo – Aldeias Históricas de Portugal

Foi sede de concelho até aos finais dos séc. XIX.

Destaca-se entre o vasto património desta freguesia do Concelho de Figueira de Castelo rodrigo a Igreja Matriz do séc. XIII, o Palácio de Cristóvão de Moura e a Cisterna Medieval.

Idanha a Velha

Esta pitoresca aldeia ergue-se sobre as ruínas de uma antiga cidade Romana do séc. I A.C.

Apesar de grande parte dos elementos romanos mais importantes terem sido destruídos no século V pelos Suevos, restam ainda vestígios arqueológicos que tornam Idanha a Velha num lugar de destaque no que diz respeito à arqueologia nacional.

Linhares da beira

Plantada a cerca de 800 metros de altitude, nas faldas da Serra da Estrela, encontramos a lindíssima e bem conservada Aldeia histórica de de Linhares da Beira.

Castelo de Linhares da Beira - Aldeias Históricas de Portugal

Castelo de Linhares da Beira – Aldeias Históricas de Portugal

Foi conquistada aos mouros por D. Afonso henriques que lhe concedeu foral em setembro de 1169.

O castelo de Linhares da Beira domina a vista cheia de paisagens bucólicas. É local de eleição para a prática do parapente.

Marialva

“Em tempos imemoriais, vivia na vila, num lindo edifício com duas altaneiras torres, uma esbelta moura de seu nome Marialva, por quem um audaz cavaleiro nazareno se tomou de amores.”

Marialva é uma das das mais místicas Aldeias Históricas de Portugal. O património edificado de Marialva não deixa indiferente quem a visita. A Cisterna Quinhentista, as igrejas de S. Pedro e S. Tiago e o solar dos Marqueses de Marialva são alguns dos exemplos do referido património.

Situada num planalto, no topo de um cabeço rochoso, é uma das mais fascinantes cidadelas medievais portuguesas.

Destaque ainda para a gastronomia e para o turismo rural que são referências no panorama nacional e internacional.

Monsanto

Conhecida como “A aldeia mais portuguesa de Portugal”, graças ao estatuto alcançado num concurso do Estado Novo, em 1938, a Aldeia Histórica de Monsanto é realmente um dos lugares mais genuínos do país.

Ergue-se a mais de 750 metros de altitude, numa das maiores e mais impressionantes formações geológicas do país.

Os pedregulhos quase que se confundem com a própria aldeia. Nas construções alguns servem de chão, outros de parede e outros até servem de tecto. Tudo isto transformou de forma harmoniosa, ao longo dos anos, a arquitectura da aldeia conferindo-lhe um misticismo único no país.

Piódão

Localizada em plena Serra do Açor, no Concelho de Arganil, a Aldeia Histórica do Piódão é um pouco diferente das outras Aldeias Históricas de Portugal.

Aqui reina o xisto. O conjunto arquitetónico da aldeia e o seu enquadramento na encosta conferem-lhe uma beleza natural.

A disposição dos edifícios ao longo da encosta, as casas de xisto e lousa e as janelas pintadas de azul proporcionaram-lhe a designação de “aldeia presépio”.

Sortelha

Daqui a vista é deslumbrante. Do alto do castelo do séc. XIII avistamos o vale do Alto Côa em todo o seu esplendor.

Sortelha é uma das Aldeias Histórica de Portugal mais bem preservadas, no que diz respeito à arquitectura medieval do país. O património arquitectónico e histórico é indescritível. Do gótico ao manuelino o melhor é mesmo visitar e explorar.

Bem vindo à Idade Média…

Trancoso

A Aldeia Histórica de Trancoso é cidade desde o dia 9 de dezembro de 2004.

Aqui se desenrolaram algumas das batalhas mais marcantes na formação e independência do reino. Foi uma das mais importantes vilas medievais portuguesas, graças à sua posição estratégica.

Castelo de Trancoso

Trancoso

O espólio judaico é um dos mais importantes do país.

Gonçalo Annes Bandarra, conhecido por Sapateiro de Trancoso foi uma das figuras da literatura nacional do séc. XVI. Sapateiro e profeta messiânico “previu” em verso o futuro do país.

Belmonte, terra de mistério e de história

A Vila de Belmonte já é por si só enigmática e envolvente. O Castelo Medieval, erigido bem no alto e em posição dominante sobre uma das margens do Rio Zêzere, para que todos o possam contemplar, torna-se um dos pontos fortes da visita… mas está longe de ser o único.

Belmonte faz parte da Rede de Aldeias Históricas de Portugal e da Rede de Judiarias de Portugal.

Castelo de Belmonte

A construção do Castelo data do século XIII. É em 1258 que D. Afonso III autoriza D. Egas Fafe, bispo de Coimbra, a construir uma Torre e o Castelo. Algumas escavações arqueológicas realizadas, revelaram que terá existido um sistema defensivo anterior no local onde se ergue hoje o Castelo.

Em 1466 D. Afonso V doa o Castelo a Fernão Cabral I. Torna-se a residência da família Cabral e vai sofrendo várias transformações ao longo dos tempos. Destaca-se a janela de Estilo Manuelino, do século XVI.

Castelo de Belmonte

Castelo de Belmonte

Comunidade Judaica de Belmonte

Esta é uma das terras portuguesas onde a presença dos judeus e da cultura judaica está mais presente. Fixou-se aqui uma importante comunidade judaica, que aumentou substancialmente no séc. XV, quando os Reis Católicos de Espanha publicaram o Édito de expulsão dos judeus em 1492.

Sinagoga de Belmonte

Sinagoga de Belmonte

Durante esse período, muitos dos judeus expulsos de Espanha, estabeleceram-se na raia, caso de Belmonte. As casas situavam-se, como era regra, fora das muralhas do castelo, no Bairro de Marrocos, onde ainda se vêem, gravados na pedra junto das portas, símbolos das profissões exercidas pelos membros da comunidade, como a tesoura que identifica o alfaiate.

Património de Belmonte

A riquesa patrimonial não se resume ao património judaico. Além do castelo e da Sinagoga Bet Eliahu, templo espiritual judaico, encontramos vários edificios e vestigios, de interesse arquitetónico e histórico, que atravessam várias épocas: Antigos Paços de Concelho, Câmara Municipal, Capelas de Santo António e do Calvário, Estátua de Pedro Alvares Cabral, Igreja de Santiago e Panteão dos Cabrais, Igreja Matriz, Pelourinho, Posto de Turismo, Pousada Convento de Belmonte, Solar dos Cabrais (atual Biblioteca e Arquivo Municipal) e a Villa da Quinta da Fórnea.

Museus de Belmonte

Apesar do posicionamento no interior de Portugal, a história de Belmonte surge, normalmente, associada à história dos Descobrimentos. Foi terra natal de Pedro Álvares Cabral, o navegador, que no ano de 1500 comandou a segunda armada à India, durante a qual se descobriu oficialmente o Brasil. É relevante visitar o Museu dos Descobrimentos de Belmonte.

Belmonte ocupa um lugar de destaque na história da Comunidade Judaica de Portugal e da Peninsula Ibéricas. O Museu Judaico conta-nos essa história.

O Rio Zêzere está intrinsicamente ligado a Belmonte. O Ecomuseu do Zêzere, instalado na antiga Tulha dos Cabrais deixa-nos percorrer, troço a troço, o percurso do rio Zêzere, desde a sua nascente até à foz.

Freguesias de Belmonte

Todas as freguesias têm algo de histórico para visitar. Constituída por quatro freguesias, Maçaínhas, Inguías, Caria e freguesia de Belmonte e Colmeal da Torre, em cada uma delas irá encontrar algo histórico e marcante.

No Colmeal da Torre encontrará o “Centum Cellas”, talvez o monumento mais enigmático de todos.  A funcionalidade deste monumento ainda não é totalmente conclusiva, mas segundo os últimos estudos, as ruínas constam da era Romana, do Séc. I A.C., e que na altura serviria como prisão e posteriormente como local para arrecadar várias matérias-primas.

Numa outra freguesia, Caria, encontrará um local de muitas tradições e lendas. Aqui poderá visitar a casa da Torre, o Solar Pessanha, os Palacetes dos Viscondes de Tinalhas, a Casa da Roda, das caras ou a Casa da Câmara. Motivos não lhe faltarão para se colocar a caminho.

Entre a freguesia de Caria e Belmonte, irá encontrar a Quinta da Fórnea, um local que não poderá perder por motivo nenhum. A Fórnea é um conjunto de ruínas romanas do Séc. II. As ruínas foram descobertas recentemente, mais concretamente em 1999, aquando de umas escavações para a criação de uma autoestrada.

Em Maçaínhas, outra das localidades belmontenses, foi criada uma Carta Arqueológica, designada Casal da Poeja, para que ficasse assinalada a descoberta de alguns fragmentos de cerâmica romana.

Poderia enumerar-lhe mais locais de visita, locais de repasto ou até de dormida, mas fico-me por aqui. Este são alguns dos motivos que o poderão trazer até Belmonte, e espero sinceramente ter-lhe aguçado a curiosidade para vir conhecer estes locais de muita história e encanto.

Linhares da Beira, imponente e bucólica…

Implantada numa das encostas da Serra da Estrela, ponto de defesa estratégico, Linhares da Beira faz parte da Rede de Aldeias Históricas de Portugal. Ergue-se no meio de paisagem bucólica respirando a brisa do Mondego.

Ao chegarmos a Linhares conseguimos imaginar a agitação daquelas ruas e vielas noutros tempos.

A aldeia encontra-se bem conservada e o seu castelo domina a paisagem, do alto de um enorme maciço granítico.

Castelo e Muralhas de Linhares da Beira

O castelo de Linhares da beira é uma das mais notáveis fortalezas góticas do país e considerado uma das fortificações medievais mais importantes da Beira Interior.

Castelo de Linhares da Beira

Ergue-se hoje, majestoso, sobre um enorme maciço granítico. Foi Dom Dinis quem mandou edificar aquela que é considerada uma das mais importantes fortalezas góticas da Beira Interior.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção

A Igreja Matriz original data do século XII, foi no entanto, durante o séc. XVI e a mando de D. João II, remodelada e nessa altura dedicado a Nossa Senhora da Assunção.

Igrela Matriz - Linhares da Beira

Casa da Câmara e Cadeia

Este Edifício de dois pisos, ornamentado com as armas de D. Maria (1777-1816), está enquadrado com outras construções municipais como o fórum e o pelourinho.

Nos tempos medievais terá funcionado como cadeia. Podemos comprovar isso observando a grade da janela inferior esquerda, ainda em perfeitas condições. Já foi escola e residência de professores e, atualmente, alberga as instalações da Junta de Freguesia de Linhares. Podemos observar no interior algumas peças decorativas de interesse histórico.

Antiga Hospedaria e Hospital da Misericórdia

Este edifício é um marco importante no que se refere à compreensão das solidariedades medievais.

Foi albergaria, depois hospital da Misericórdia… Serviu de apoio a pobres, peregrinos, doentes e a todos os que, de passagem ou vivendo em Linhares da Beira, necessitassem de abrigo ou de tratamento.

D. Sancho I, em testamento, contemplou esta albergaria com uma soma de 100 maravedis.

Nas extremidades do edifício podemos observar duas gárgulas, uma antropomórfica e outra zoomórfica, que a tradição local diz representarem o diabo e uma cabra. Daí nasceram várias lendas atribuídas a D. Lôpa, dita outrora proprietária desta casa que teria pacto com o diabo.

Calçada Romana / Estrada dos Almocreves

A Calçada Romana de Linhares da Beira esteve integrada na denominada Via da Estrela. Constituiu parte do troço que ligava Mangualde a Linhares seguindo para Videmonte.

Calçada Romana - Linhares da Beira

A calçada é pavimentada com blocos graníticos retangulares e desce até à Ribeira de Linhares, numa extensão quase contínua de 1300m e com uma largura média de 4m.

Fonte Barbosa

Fonte de mergulho ou de chafurdo, com planta quadrangular e ostentando o brasão da vila de Linhares da Beira. A abertura era em arco perfeito. Foi fechada por motivos sanitários.

Fonte de Mergulho e Fórum

A fonte é construída em pedra e exibe as armas do município. E o local de reunião da assembleia de homens bons de Linhares, onde se tomavam as decisões de carácter administrativo, legislativo e judicial.

Nestas assembleias os oficiais e homens bons de Linhares agiriam em conformidade com o texto da carta de foral que Linhares havia recebido.

O espaço de reunião, dito «fórum», monumento verdadeiramente singular no nosso país, está situado no “Largo do Pelourinho” e exibe uma construção granítica à qual se acede por três degraus.

No interior encontra-se uma mesa rodeada de bancos corridos, vendo-se por detrás o brasão de Linhares. Este espaço chegou a estar envolvido por uma armação em madeira, coberta com telha, para melhor proteger os homens que aí deliberavam.

É interessante verificar que está assente sob uma nascente de água, com abertura em arco quebrado, apresentando no seu interior uma cobertura em abóbada.

Fonte de São Caetano

A fonte foi restaurada em 1829, segundo se pode ler na inscrição ali gravada. Ostenta as armas reais com uma coroa e possui um nicho que abrigava a imagem de S. Caetano, hoje desaparecida. Termina, no topo, com uma cruz.

Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia ergue-se no local da antiga paróquia de Santo Isidoro. Vestígios românicos podem ver-se no portal lateral em arco quebrado e na fresta que ilumina a capela-mor.

Em 1576 acolheu a Misericórdia sofrendo remodelações até ao século XVII. A Igreja de Santo Isidoro é mencionada na taxação de 1320 e dela subsiste, como marca mais assinalável, o portal lateral com um tímpano decorado geometricamente.

Igreja da Misericórdia - Linhares da Beira

Apesar das alterações de que foi sendo alvo, em especial nos inícios do século XVII (1622), esta igreja oferece alguns detalhes de muito interesse, como a justaposição de diversas estruturas, o corpo do campanário, a igreja e a sacristia.

De nave única e três altares, o seu teto tripartido de madeira pintada e a capela-mor, revestida de caixotões também de madeira pintada, convidam a uma visita atenta. O coro, em madeira, tem um púlpito de talha que ainda mantém as escadas de acesso.

No pavimento, há dois túmulos com as respetivas epígrafes, sendo um deles de 1610. Como pontos de interesse assinalam-se ainda um inquietante Cristo articulado e algumas pinturas que geralmente se atribuem à escola de Grão Vasco, com destaque para a “Adoração” e a “Fuga para o Egipto”. Nela se depositam, igualmente, as bandeiras da Misericórdia que desfilam, ainda hoje, nas procissões.

Pelourinho

Pelourinho quinhentista de ornamentação manuelina com a esfera armilar e uma cruz. A sua expressiva verticalidade é o símbolo da personalidade jurídica do concelho. Por vezes nele eram aplicados castigos públicos, para servirem de exemplo da justiça concelhia.

Este Pelourinho está relacionado com a concessão do foral manuelino de 1510. Nele podia ter lugar a aplicação de certos castigos, mas nunca a execução de qualquer sentença de morte.

Ainda restam vestígios do que poderá ter sido uma argola de ferro onde se prendiam os prevaricadores. Mas a sua presença servia para lembrar o direito do concelho a uma justiça própria que punindo os infratores se necessário, tenderia a manter a ordem e a paz internas.

O pelourinho de Linhares tem uma base octogonal de três andares, o primeiro com o dobro da altura dos restantes. A coluna compõe-se de uma base quadrangular, decorada com esferas, e de um fuste octogonal. O capitel, em forma de cone invertido, exibe uma decoração própria da época manuelina, com uma ornamentação baseada em folhagens, que culmina com o coroamento da esfera armilar e uma cruz.

Solar Corte Real

Data do século XVIII, imponente na sobriedade do seu traçado, é rematado por uma cornija em que se inscreve um brasão. Nos anos 40 do século XX o edifício ficou profundamente danificado, tendo sido restaurado e hoje dá lugar a uma unidade de alojamento.

Solar Pina Aragão

Solar Setecentista, com uma provável raiz construtiva no século XVI, localiza-se no alto da vila e ostenta brasão em pedra com as armas da família.

O edifício é constituído por uma extensa frontaria com três zonas distintas na fachada principal, apresenta dois pisos e a planta que sustenta a construção é de forma retangular.

São conhecidas algumas figuras de renome na localidade ligadas a esta família, tais como o setecentista Luís de Pina Aragão, superintendente das Coudelarias da Guarda e João de Pina Aragão, médico já no século XIX.

Enquadramento de Linhares da Beira

A freguesia de Linhares da beira é uma freguesia portuguesa pertencente ao concelho de Celorico da Beira.

Ocupa uma área de 15,71 km² e tem, segundo os censos de 2011, 259 habitantes e uma densidade populacional de 16,5 hab/km².

Foi vila e sede de concelho com foral concedido em 1169 po D. Afonso Henriques. O concelho foi extinto em 1855. Tinha, de acordo com o censo de 1849, 7 079 habitantes em 174 km² e 12 freguesias. Em 1801 tinha 5087 habitantes em 164 km² e 13 freguesias.

A distinta e histórica cidade de Trancoso

A cidade

A vila de Trancoso foi elevada à categoria de cidade em 9 de Dezembro de 2004, mas continua a ser uma cidade beirã, de costumes enraizados e de gentes fiéis, que lhe oferece o que de melhor existe por estas bandas.

Os locais de visita são vários e com histórias bastante intrincadas, portanto, vá com tempo para poder desfrutar e ficar a conhecer melhor o castelo e as muralhas de Trancoso, bem como poder percorrer o itinerário Judaico e desvendar a história no Centro de Interpretação Judaico Isaac Cardoso.

Entre pelas portas d’El Rei, passe pela Judiaria e pela Casa do Gato Preto, e não se esqueça do antigo quartel-general de Beresford. Como pode ver os motivos são de sobra para partir à descoberta desta terra carregada de histórias e contos tradicionais.

Rede de Judiarias

Pressupõe-se que a presença judaica em Trancoso seja anterior à afamada feira de S. Bartolomeu, que foi implementada a 1273. Foi também em Trancoso, que por volta do Século XVI, viveu por cá a maior comunidade Judaica da região, que sofrera nos anos subsequentes sob a mão da Inquisição, exterminando os judeus, normalmente pessoas ricas e muito trabalhadoras, como era o caso dos sapateiros, mercadores, tecelões ou alfaiates, portanto, mão de obra qualificada.

“O património judaico de Trancoso manifesta-se através da documentação escrita, nos usos e costumes, mas também no aspeto material, com a Casa do Gato Preto ou Leão de Judá, o Poço do Mestre, e alguns elementos arquitetónicos com interesse, inscritos nos imóveis do Centro Histórico. Este legado justificou a construção do Centro de Interpretação da Cultura Judaica Isaac Cardoso e com a Casa do Bandarra”. (Rede de Judiarias)

 

Produtos típicos de Trancoso

Sardinhas doces: As Sardinhas Doces são uma especialidade da doçaria conventual e a sua história remonta aos finais do século XVII, ao Convento de Freiras da Ordem de Santa Clara, em Trancoso. Produzidas com gemas de ovos, amêndoa, chocolate, açúcar, azeite, sal e a canela. Com um travo a canela e amêndoa esta iguaria é digna de qualquer mesa.

Enchidos: A Casa da Prisca, empresa de Trancoso, é um nome sonante no território português no que toca a enchidos, presuntos entre outras iguarias produzidas por terras da beira alta. Centros de lombos, chouriças, morcelas, em cura natural ou tradicional, em frascos ou fatiado aqui o mais difícil é claramente decidir o que experimentar.

Enchidos da Guarda

Enchidos da Guarda

Castanhas: Zona de soutos, por Trancoso a castanha é rainha e senhora das terras e das gentes. Há quem invente compotas, doces, misturas culinárias, mas também o pastel de nata de castanha, uma verdadeira delícia! Com destaque especial pela altura de novembro, o fruto seco vira paladar principal na Feira da Castanha, evento criado pela autarquia que quer elevar o seu potencial da castanha ao máximo.

Onde comer

Restaurante Chafariz do Vento

Localizado à entrada de Trancoso, o local de repasto conta já com vários anos neste ramo. Um restaurante “Clean”, bastante airoso, elegante e acolhedor, onde a comida é regional/ tradicional, muito bem confecionada, e que o fará sentir-se em casa. Qualidade preço o rácio é muito bom. Aqui poderá escolher um bom vinho da beira para acompanhar uma deliciosa refeição que o deixará de “queixo caído”.

Quinta de Santo André

Local de eventos, a Quinta de Santo André localiza-se no centro de Trancoso, e louva-se por um espaço amplo, natural e muito agradável. No que toca às refeições, por cá é tudo confecionado com produtos de qualidade e em fartura. Um ótimo local para apreciar uma deliciosa refeição acompanhada por um passeio em dias de sol!

 

Onde Ficar

Hotel Turismo de Trancoso

Sofisticado e contemporâneo, é uma unidade hoteleira que se destaca nesta localidade tão histórica. Muito próximo do centro, após a recolha ao hotel poderá desfrutar do bar, piscina interior climatizada, ginásio, banho turco, sauna,  jardim interior proporcionam bom ambiente único.

Casas do Aidro

Com atividades distintas, e com um público alvo muito especifico, as Casas do Aidro, em Freches, Trancoso, oferece-lhe paisagens fantásticas, e a calma que por vezes é precisa. O alojamento disponibiliza-lhe na sua página vários roteiros e especificidades para aproveitar melhor a sua estada.