Stay Hotel Évora Centro

Descubra o STAY HOTEL ÉVORA CENTRO e usufrua de todo o conforto e modernidade de um hotel acolhedor, com todas as valências que precisa. Situado na zona histórica, o STAY HOTEL ÉVORA CENTRO é o ponto de partida ideal para explorar a cidade de Évora, herdeira de um rico património monumental e artístico, que lhe permitiu a distinção como Património Cultural da Humanidade, em 1986.

Com 45 quartos amplos e muito confortáveis, os visitantes podem contar com receção disponível 24 horas, ligação Wi-Fi gratuita em toda a unidade, pequeno-almoço buffet entre as 6h30 e as 12h00, o bar JUST DELICIOUS – aberto todos os dias a qualquer hora – e uma zona de lazer com ecrã gigante e jogos recreativos JUST PLAY.

Ao leque junta-se o serviço de aluguer de bicicletas JUST MOVE, criado a pensar nos clientes que pretendem conhecer a cidade de forma saudável e divertida. Para os visitantes em negócios, a unidade dispõe de um Business Corner com iMac à disposição.

Évora, a cidade museu

Não é por acaso que a designação de museu seja empregue a esta cidade, isto porque falamos de um local que é Património Mundial da Unesco desde 1986.

O fascínio por Évora é despoletado pela encanto tradicional que o centro histórico emana, e pela longa história que se vai descobrindo ao fazer passeios pelas suas calçadas e ruas estreitas.

Património de Évora

O deslumbramento inicia-se à entrada do centro de Évora, com as imponentes muralhas a guardar quem cá vive, mas  ficará igualmente encantado com os vestígios dos tempos dos romanos, edifícios medievais, palácios e conventos que são provas da era dourada de Portugal (séculos XV e XVI).

“O seu património arquitetónico e artístico é tão omnipresente e impressivo que, por si só, guia os passos de quem gosta de caminhar sem rumo: do romano ao neoclássico, passando pelo gótico e pelas várias expressões do manuelino, da renascença e do barroco, todas as épocas da história estão documentadas com obras que nos enchem os olhos e a alma. Referindo só o essencial, precisará de algumas horas para visitar o Templo Romano, a Catedral de Santa Maria, a Igreja de S. Francisco e a Capela dos Ossos, o Palácio D. Manuel, a Ermida de S. Brás, o Mirante da Casa Cordovil, a Janela manuelina da Casa de Garcia de Resende, o antigo Colégio do Espírito Santo, atual Universidade, a Igreja da Misericórdia, a Praça do Giraldo e o Teatro Garcia de Resende.” (Visit Alentejo)

Pixabay

Praça do Giraldo

Capital Europeia da Cultura em 2027

A cidade de Évora anunciou oficialmente, em novembro do ano passado, em Paris, França, intenção de se candidatar a Capital Europeia da Cultura em 2027.

Os promotores da candidatura de Évora estão a preparar o processo e só mais tarde será decidida a sua concretização, estando a decisão sobre a Capital Europeia da Cultura em 2027 prevista para cinco anos antes, em 2022.

Gastronomia alentejana em Évora

Na grande maioria dos restaurantes de Évora, a gastronomia alentejana é rainha. Grande parte da comida alentejana tradicional que se come em Évora é comum às restantes zonas do Alentejo. Mas há bastantes pratos típicos do distrito que pode provar, quase exclusivamente, nos restaurantes de Évora.

Produtos e pratos do distrito de Évora

Queijo de Évora – DOP

O queijo de Évora é curado, de pasta dura ou semi-dura e com cor ligeiramente amarelada. A forma é tradicional do Alentejo, circular e de dimensões reduzidas. A sua classificação tem a designação comum DOP (Denominação de Origem Protegida).

Vinhos – DOC

No Alentejo, existem 8 sub-regiões que produzem vinho alentejano. A Região de Turismo de Évora engloba 5 destas sub-regiões vitivinícolas de vinho DOC (Denominação de Origem Controlada). Mesmo perto da cidade, a produção é feita pela premiada Adega da Cartuxa, com os vinhos Pêra Manca, Cartuxa e Monte dos Pinheiros.

Gastronomia Alentejana tradicional em Évora

Existem vários partos alentejano que são sempre obrigatórios na mesa de um turista, falamos-lhe da açorda, do gaspacho e da sopa de tomate, bem como as carnes de caça, grelhadas, ensopadas ou no forno. Mas um dos ex-libris alentejanos é sem sombras de dúvida as maravilhosas migas de todos os géneros e feitios.

E a parte predilecta disto tudo são os doces… Região e cidade riquíssimas em doçaria, em Évora a especialidade são as queijadas e o Torreão Real de Évora. Mas é impensável sair do Alentejo sem provar as Tibornas ou a famosa sericaia!

 

A intrigante Capela dos Ossos em Évora

A cidade de Évora é uma cidade repleta de monumentos históricos. Entre eles há um que se destaca pela inquietude que provoca a que o visita. Falamos, pois claro, da  Capela dos Ossos de Évora, um dos pontos de interesse turístico mais visitados da cidade.

A Origem da Capela dos Ossos

Reza a história que, durante o século  XVI, existiam cerca de 40 cemitérios na região de Évora. Cemitérios que ocupavam terrenos estratégicos para o crescimento da região e que rapidamente começaram a ser cobiçados, com o intuito de os utilizar para outros fins.

Consta que os monges franciscanos que por lá residiam nessa época, sempre ligados às questões mais espirituais da existência humana, procuraram “provocar pela imagem a reflexão sobre a transitoriedade da vida humana e o consequente compromisso de uma permanente vivência cristã”, aspectos intrinsecamente ligados à celebração da morte e próprios do período barroco que se vivia e procuraram simultaneamente resolver o problema colocado pela desocupação dos cemitérios.

Capela dos Ossos

Capela dos Ossos – Boris Kasimov/CC BY 2.0

A capela foi erigida e as paredes e pilares que a constituem foram meticulosamente revestidos com os ossos e caveiras humanas recolhidos dos referidos cemitérios.

O “conceito” pode ter sido baseado no Ossário de San Bernardino alle Ossa em Milão na Itália e acabou por ganhar alguma força no Sul de  Portugal, onde existem várias outras capelas de ossos, por exemplo em Faro, em Campo Maior e Monforte.

Arquitetura da Capela dos Ossos

A capela, construída no local do primitivo dormitório é formada por 3 naves de 18,70 m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte.

Capela dos Ossos, Évora

Capela dos Ossos, Évora, fotografia por Feliciano Guimarães

É um monumento de uma arquitectura penitencial de arcarias ornamentadas com filas de caveiras, cornijas e naves brancas.

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”.

Além das paredes e pilares ornamentados com os ossos e crânios humanos, foram contabilizados cerca de cinco mil, existem ainda dois esqueletos completos pendurados por correntes numa das paredes. Um dos esqueletos é duma criança.

Esqueletos Pendurados na Capela dos Ossos em Évora

Esqueletos Pendurados – Patricia Feaster/CC BY 2.0

As ossadas dos 3 Monges também descansam na capela, dentro de um pequeno caixão branco junto ao altar.

Ossadas dos Monges – Ken & Nyetta/CC BY 2.0

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. Esta é a inscrição que podemos encontrar sobre a porta de entrada da Capela dos Ossos.

Inscrição na Entrada da Capela dos Ossos

Inscrição na Entrada da Capela dos Ossos – Nuno Sequeira André/CC BY-SA 2.0

A capela é dedicada ao Senhor dos Passos, imagem conhecida na cidade como Senhor Jesus da Casa dos Ossos.

Poema inscrito no interior da Capela dos Ossos, de Padre António da Ascensão Teles

Aonde vais, caminhante, acelerado? Pára…não prossigas mais avante; Negócio, não tens mais importante, Do que este, à tua vista apresentado. Recorda quantos desta vida tem passado, Reflecte em que terás fim semelhante, Que para meditar causa é bastante Terem todos mais nisto parado. Pondera, que influído d’essa sorte, Entre negociações do mundo tantas, Tão pouco consideras na morte; Porém, se os olhos aqui levantas, Pára…porque em negócio deste porte, Quanto mais tu parares, mais adiantas.

Notas

Entre julho de 2014 e outubro de 2015, a capela passou por obras de restauração de danos ocorridos com o tempo e construção de um museu de arte sacra e outro para exposições temporárias.

 

Monsaraz: tradição entre a natureza

Mas locais com uma localização privilegiada como a de Monsaraz são poucos.

Situada no topo da colina e com vista sobre o Alqueva e sobre a fronteira com Espanha, esta aldeia tornou-se altamente cobiçada e com um crescente interesse turístico.

História e Património

Em 1167, a aldeia pertencente ao concelho de Reguengos de Monsaraz, foi conquistada aos mouros. Após reconquista definitiva, em 1232, D. Sancho II doou a região à Ordem do Templo (aos Templários), para defesa e repovoamento.

Do património realçam-se as fortificações, a Igreja Matriz, construída no séc. XVI, o Castelo de Monsaraz, a Casa da Inquisição (umas das únicas no país) e o Pelourinho.

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Monsaraz, Portugal

Monsaraz tem mais de 150 monumentos megalíticos, e as suas fortificações estão classificadas como Monumento Nacional desde 1946. A aldeia possui  influências romanas, visigóticas, árabes, judaicas e cristãs.

Monsaraz  virou as “costas” ao tempo e deixou-se ficar intemporalmente magnífica, quase perfeita. As muralhas que circundam a vila guardam uma povoação acolhedora (como todos os alentejanos), onde a luz ilumina os tradicionais lares destas gentes. Descobrir Monsaraz é viajar no tempo e conhecer mais da sua história.

Aldeia Pitoresca

Pequena e pitoresca, Monsaraz confunde-se nas cores. Cercada bem lá no alto por planícies castanhas esverdeadas, a sua muralha circundante faz parecer uma aldeia mais forte e imponente. Ao subir às suas muralhas irá deslumbrar-se com a infinita mancha azul do Alqueva.

Onde dormir

De aspeto rústico e cuidado, também as dormidas por cá são acolhedoras e bonitas. No centro da aldeia e muito próximo do Castelo de Monsaraz tem o Turismo de habitação Dom Nuno. Casa tipicamente alentejana, com os ornamentos interiores muito alentejanos, dispõe de um espaço exterior reconfortante e com uma vista deliciosa sobre as planícies. De fazer sonhar qualquer um!

Se preferir um local fora do centro da aldeia, poderá optar pelo turismo em espaço rural Bio-Oásis de Monsaraz. Assim contemplará o castelo e aldeia de Monsaraz a qualquer momento. Local calmo e aprazível, fará com que descanse e aproveite a calma alentejana.

Flickr https://www.flickr.com/photos/plugman/4540395786/in/photolist-7VdHtY-7VdFx3-7VakSZ-7VpowF-7VavfM-7VdzhU-aiBiDW-7Vq6Fe-7X26Eh-7VaiMM-7VthGA-9XtAH8-7VswRC-7Vq4Un-7Vpo2Z-oJyJd1-n6Rkeu-n6PxiT-8xgXGK-8xgXkX-6eubd8-aYuMY4-aYuLNp-aYuMjn-aYuHrg-aYuNNp-aYuKRt-aYuPXi-aYuHBc-aYuH6P-aYuHQM-aYuPac-aYuLfi-aYuPrZ-aYuM5X-aYuJY6-aYuMvV-aYuJvR-aYuNvB-aYuJJv-aYuMKB-aYuKog-aYuJhR-aYuKAB-aYuLwH-aYuNhc-aYuGQB-aYuPFV-aYuRCp-aYuKbP

Praia Fluvial

Esta é a primeira praia do grande lago Alqueva, um dos maiores lagos artificiais da Europa. “Mais três mil metros quadrados de areia e mais 380 lugares de estacionamento.” (Evasões)

Aqui os veraneantes têm uma estrutura flutuante (uma piscina de 100 metros quadrados), com zona para crianças, adultos e solário. Garantidos estão também os nadadores salvadores, posto médico, duches, chuveiro duplo com lava-pés e rampas de acesso à água para utilizadores com dificuldades de mobilidade.

Os visitantes têm à disposição um bar e restaurante, assim como um parque infantil, zona de merendas e rampa para acesso dos barcos à água.

A praia, que detém as classificações de Praia Acessível e de Praia Saudável, conquistou também a bandeira azul atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa.

5 das praias mais bonitas em Portugal

Com a primavera a pronunciar-se, e os primeiros raios de sol a espelharem e a aquecerem os nossos dias, a imagem de toalha estendida e de pés enterrados na areia está cada vez mais próxima.

Para isso começamos por elencar algumas das praias prediletas dos portugueses, e algumas das nossas opções também!

Moledo – Caminha

Do norte advém paisagens de beleza singular e muito distintas. No entanto, não se esqueçam do vento típico do norte (mais conhecido como nortada) e das águas bem frescas!

Praia de Moledo- Caminha (Fotografia de Beachcam – Meo)

Santa Cruz – Torres Vedras

A Praia de Santa Cruz é conhecida pelo seu grande e dourado areal e pelo soberbo e vasto oceano… Detentora de uma beleza selvagem e irreverente, esta praia já mais será esquecida pelos seus visitantes.

Praia de Santa Cruz – Torres Vedras

Praia da Figueirinha

De mar calmo e de beleza envolvente, estes atributos fazem com que a Figueirinha seja uma das mais conhecidas praias e por isso muito concorrida na época veraneante.

Pixabay

Praia da Arrábida

Praia da Comporta

A sul da Península de Troia, a praia da Comporta ostenta um enorme areal, possuindo ainda um espaço natural preservado, onde ainda se conserva a vegetação original. Aqui o mar é relativamente calmo e a água é translúcida.

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Praia da Comporta – Flickr

Cacela Velha – Algarve

Instalada em pleno Parque Natural da Ria Formosa, acessível em maré baixa, a praia da Cacela Velha é conhecida também pela Praia da Fábrica. Em 2015, foi eleita pela revista Traveler como uma das melhores praias para se visitar.

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Praia da Cacela Velha – Fábrica

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Elvas repleta de turistas e de monumentos

Elvas

O concelho de Elvas está integrado nas paisagens do Norte Alentejano, caraterizada por horizontes amplos, vastas searas, sobreirais, olivais, vinhas, e fortificações deslumbrantes.

A cidade é calorosa e amistosa à primeira vista, de cores quentes e casas caiadas, por estas bandas poderá aprofundar a história de Portugal e deslumbrar-se com as gentes alentejanas.

Planícies Alentejanas

O Património

Pelas ruas respira-se a história, não existe rua sem uma casa histórica, um monumento, em cada esquina uma igreja.

Poderá começar por visitar o Castelo, obra islâmica, reconstruída nos séculos XIII e XIV. A fortificação foi palco de importantes acontecimentos da história do país como tratados de paz.

O Forte da Graça é o ex-libris, vista de longe pelos que se aproximam do concelho, o forte encontra-se plantado num monte a norte do centro da cidade.

“Constituído por três corpos: as obras exteriores, o corpo principal e o reduto central é um exemplo da arquitetura militar de tipologia Vauban. O corpo central é formado por quatro baluartes tendo a meio da cortina sul a porta principal de uma beleza fenomenal”.

No ano passado, e em apenas um ano, o Forte da Graça, recebeu 75 mil visitantes, o que o torna a âncora para o desenvolvimento de Elvas. De salientar que foi em em 2012, que o Forte se tornou Património da Humanidade.

Os doces conventuais e o bacalhau

Para além da cultura, Elvas possui uma gastronomia única, com três pratos muito específicos, marcado pelas Ameixas de Elvas e pela Sericaia, doces conventuais. No entanto, o afamado Bacalhau Dourado, é falado em todos os cantos do mundo, muito graças à inscrição no Livro do Guiness, ao ser confecionado em Elvas o maior bacalhau dourado do mundo!

Os motivos para a visita são de sobra, só lhe falta arranjar um tempo na sua vida quotidiana e encantar-se com o que Elvas tem para lhe presentear.

Moura, terra soalheira e afável

É de salientar que o famoso Alqueva é outra das fronteiras desta terra tão acolhedora. Para além desta forte ligação com a barragem, a cidade possuí uma grande abundância de água. Moura tem inúmeras fontes, sendo também conhecida pelas suas termas e pela celebre Água do Castello.

História Mourense

Concelho com uma população residente de 15.167 habitantes, Moura revela em cada recanto uma história, e em cada local um motivo diferente para se deslumbrar. Mas a história desta terra advém de tempos longínquos, mais concretamente da pré-história. Na zona de Santo Aleixo são detetáveis vestígios que comprovam uma ocupação pré-histórica, sobretudo na Herdade da Negrita, onde se encontra um importante conjunto megalítico.

Moura- Foto da Câmara Municipal de Moura

Moura- Foto da Câmara Municipal de Moura

Já o Castelo assenta sobre um povoado da Idade do Ferro de comprovada importância política e económica, contemporâneo do Castro da Azougada, dos Ratinhos e do Álamo, onde em 1930 foi feito um importante achado de cinco peças em ouro, hoje depositado no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia.

O Castelo foi reconstruído no séc. XIV, numa época em que fora incrementada a ocupação do espaço extra-muros, com a expansão da Vila pelos arrabaldes.

Fonte: Câmara Municipal de Moura

A gastronomia e os produtos regionais

O Alentejo já é reconhecido pelo sua vasta diversidade e qualidade na área gastronómica, e Moura não é exceção. Com uma produção rica em azeite, vinho, mel, pão e bolos, as entidades do concelho estimulam a comercialização destes produtos endógenos através de certames e festas. Com aproximadamente 90 produtores e comerciantes destas iguarias facilmente poderá adquirir ou levar até à sua mesa alguma destas delícias.

Artesão e artesanato mourense (Fotografia do Município de Moura)

Artesão e artesanato mourense (Fotografia do Município de Moura)

Mas o artesanato é outro “hábito” das gentes mourenses. As cadeiras de buinho, o ferro forjado, os trabalhos em xisto, a cestaria e a latoaria são peças do património de Moura que não deve deixar de conhecer e até quem sabe adquirir.

Moura e os monumentos

Por entre ruas estreitas e casas pintadas de branco a cidade foi crescendo em volta de todo o património e de tudo o que a caracteriza.

O concelho tem dois monumentos nacionais, a Igreja de São João Batista, em Moura, e a Igreja Matriz de Santo Aleixo, para além de um apreciável conjunto de imóveis e conjuntos classificados (Quartéis, Igreja de São Pedro, Mouraria, Anta da Negrita).

O visitante pode ter a noção perfeita da história de cidade e do concelho num percurso pelo património e pela história local. Para além do património histórico e cultural merece a atenção dos visitantes as paisagens circundantes do concelho.

Festas e Romarias

Anualmente realizam-se em Moura, a Feira do Bovino Mertolengo, a Feira Empresarial, a Feira do Artesanato e, de dois em dois anos, a Olivomoura – Feira Nacional de Olivicultura.

Numa cidade que vive de forma intensa os seus costumes, as Festas da Padroeira, em honra de Nossa Senhora do Carmo (em julho), que trazem a Moura milhares de visitantes, e certamente também merecem a sua visita a esta terra tão afável!

A Mui Nobre e Sempre Leal Vila de Marvão

Empoleirada em enormes rochedos, no topo da Serra do Sapoio, a mais de 800 metros de altitude, esta enorme estrutura defensiva de muralhas e baluartes, foi desde muito cedo e até ao século XIX preponderante na defesa do País. Marvão participou em todas as guerras de Portugal contra inimigos externos, fazendo parte da primeira linha defensiva do território português.

A beleza arquitetónica e paisagística é realmente extraordinária. Edifícios históricos bem preservados… jardins cuidados… todo o conjunto edificado está em harmonia guardando a singularidade do burgo medieval.

As “ruas entrelaçadas”, repletas de edifícios imaculadamente caiados de branco, são como um labirinto onde para onde quer que se olhe se vislumbra uma preciosidade…as portas e janelas são de arquitetura variada e constantemente embelezadas por flores em vasos suspensos.

A vista? A vista é de se perder na imensidão do horizonte. De um lado Espanha, do outro Castelo de Vide… Há inclusive quem vislumbre a Serra da Estrela bem lá longe no topo de Portugal Continental.

Castelo de Vide desde Marvão

Fortificação Medieval

O caráter singular do património arquitetónico militar da fortaleza de Marvão, é o facto de ele representar aquilo que em terminologia militar se designa por sobreposição de fortalezas. As diversas fases estão bem documentadas, as suas dimensões são gigantescas, a sua localização é ímpar e a conservação é exemplar.

Fortificação Militar - Marvão

Fortificação Militar – Marvão

Vale pelo seu conjunto, no entanto, podemos destacar alguns elementos da fortificação com valor individual: a cisterna grande, dos finais da Idade Média / princípios da Idade Moderna. As Portas de Ródão, Portas da Vila e o Postigo do Torrejão.

fonte: Câmara Municipal de Marvão

Igreja de Santa Maria, Marvão

Trata-se de uma construção gótica, que sofreu várias remodelações a partir do século XVI.

Igreja de Santa Maria - Marvão

Igreja de Santa Maria – Marvão

O portal principal, de granito, voltado a nascente, foi reestruturado no século XVI. Apresenta um frontão interrompido, encimado por uma janela rectangular, ladeado por uma torre quadrangular com dois olhais. O acesso à torre é feito através de escada em caracol de granito, do século XVI.

Interiormente mantém o espaço com três naves separadas por arcadas de pilares a sustentar três arcos redondos, em alvenaria.

É hoje Museu Municipal.

fonte: Câmara Municipal de Marvão

Igreja de S. Tiago, Marvão

Também esta igreja é de traça gótica. O portal é encimado por uma cruz da Ordem de Malta. O interior conserva o espaço primitivo de três naves, onde o retábulo da capela mor, relativamente recente, substitui um antigo de talha.

fonte: Câmara Municipal de Marvão

Sugestões e Curiosidades

Existem muitos mais pontos de interesse que devem ser visitados e que não estão refletidos neste artigo. A oferta gastronómica é variada e aconselha-se. Existem também inúmeros alojamentos de qualidade.

À saída, junto ao Rio Sever, pode ver ainda uma ponte quinhentista. E pode passar numa estrada com um peculiar túnel de árvores.

Marvão foi fundado no século IX pelo árabe Ibn Maruan.

Ficam as dicas.

À mesa com “Sal, Alho e etc”

Contudo, como não gosto de guardar segredos só para mim, e como sou apreciadora de um bom prato português tenho que vos falar de um restaurante que só de me lembrar me deixa com água na boca.

Vou contar-vos como aconteceu: íamos de viagem para o Alentejo, e como vínhamos de norte e como já se fazia tarde, decidimos parar em Portalegre para jantar. Já tínhamos estado por estes lados mas nunca chegamos a jantar, por isso era para nós uma aventura e uma descoberta encontrar um restaurante às 22 horas para jantar nesta terra do alto Alentejo. Andamos um pouco perdidos, até que um pouco depois do centro, junto ao Hospital Drº José Maria Grande, encontramos uma luz na parede a dizer “Restaurante Sal, Alho e etc”. Não pensamos duas vezes, paramos o carro e dirigimo-nos “até à luz”. O primeiro impacto não é totalmente deslumbrante visto que o restaurante fica no rés do chão de um prédio. Ao entrarmos encontramos um local muito típico e familiar. Com mesas redondas e retangulares cobertas por toalhas aos xadrez vermelhas e brancas, todo o  espaço coberto por quadros das experiências da família proprietária do restaurante, e dos prémios recebidos pelos mesmos. O ambiente era muito acolhedor com as mesas repletas de famílias, casais e amigos a aproveitarem um final de domingo. Como não poderia deixar de ser fomos muito bem recebidos como tão bem os alentejanos sabem fazer!

Mas falemos do que realmente interessa, o repasto. Decidimos para entrada uns ovos com farinheira que vinham servidos numa sertã pequena mas muito típica. Uma delícia… Acompanhado por um vinho alentejano, que deixo ao vosso critério, e com pão alentejano que é fantástico, a sensação na degustação é bastante satisfatória.

Ovos com Farinheira

Ovos com Farinheira

Mas o melhor estava para chegar, isto porque o restaurante só tem pratos de carnes e todas elas ligadas à caça, atividade muito praticada no Alentejo. Aqui é que se instalou a loucura, aquando da entrada na mesa do jantarinho de javali com castanha de Marvão e batata cozida e do Picadinho de veado com alhos… Posso vos dizer, não dissemos nem mais uma palavra até vermos o fim da comida nos recipientes. Divinal! Os alentejanos são mesmo os mestres do bem comer…

Javali com Castanhas

Javali com Castanhas

Claro que depois deste repasto não tínhamos barriga para sobremesas, mas não podíamos deixar de provar uma pequenina que fosse. Portanto, lá mandamos vir um doce do Convento de S. Bernardo (amêndoa, ovos e noz) para nos adoçar ainda mais a agradável surpresa que tinha sido aquele achado!

A parte menos boa seria na altura de pagar, mas para nosso espanto foi ainda uma agradável surpresa, sendo todo este delicioso jantar pago com um valor bem abaixo do 50€, o que faz deste paraíso gastronómico um local acessível a muitas carteiras.

Isto de comer bem não é sinónimo de caro por isso, caso esteja de passagem por estes lados não perca a oportunidade de degustar as enumeras especialidades deste lugar com todo o “Sal, alho e etc”.

Um refúgio encantado na Costa Vicentina

Em Odemira, no distrito de Beja, existe um local de paz e calma, com todo o requinte para uma férias relaxadas. Falo-lhe de Vila Nova de Milfontes, em plena Costa Vicentina e inserida no Parque Natural do sudoeste Alentejano, este recatado local vai deixá-lo como novo!

O caminho até à vila é sinuoso, no entanto valerá a pena, até se deparar com o pacífico mar azul que banha Milfontes e que irá deliciar as suas crianças.

Por aqui não necessita de cuidados redobrados, as praias são acessíveis, de areia fina e sem dunas, já para não falar do mar que é super calmo e sem ondas. A baía que se forma será a loucura da família.

Vila Nova de Milfontes - Youtube

Vila Nova de Milfontes – Youtube

A nível natural a paisagem é relaxante e o pôr do sol um encanto. Para além de tudo isto a oferta turística é vasta. Encontrará parques de campismo muito bem equipados, mais de 30 hotéis todos próximos da praia e ainda uma oferta gastronómica maravilhosa, isto porque também não se pode esquecer que está no Alentejo e que nesta região se come divinalmente!

Para quem procura diversão noturna encontrará diversos locais, como é o caso do Budha Lounge Bar ou o Blush Live Music Club. Mas se procura mais do que dias despojado ao sol, é possível fazer caminhadas ou passeios BTT nos trilhos estabelecidos em pleno Parque Natural Alentejano. Se preferir um desporto mais radical, pode ainda beneficiar das ótimas condições do Rio Mira para a prática de canoagem.

A melhor forma de comprovar o que lhe estou a dizer é tirar uns dias de férias, que com este calor já começam a apetecer, e aproveitar o verão alentejano. Após a primeira visita não vai querer ficar sem conhecer as restantes e fantásticas praias da Costa Vicentina Portuguesa.