Stay Hotel Évora Centro

Descubra o STAY HOTEL ÉVORA CENTRO e usufrua de todo o conforto e modernidade de um hotel acolhedor, com todas as valências que precisa. Situado na zona histórica, o STAY HOTEL ÉVORA CENTRO é o ponto de partida ideal para explorar a cidade de Évora, herdeira de um rico património monumental e artístico, que lhe permitiu a distinção como Património Cultural da Humanidade, em 1986.

Com 45 quartos amplos e muito confortáveis, os visitantes podem contar com receção disponível 24 horas, ligação Wi-Fi gratuita em toda a unidade, pequeno-almoço buffet entre as 6h30 e as 12h00, o bar JUST DELICIOUS – aberto todos os dias a qualquer hora – e uma zona de lazer com ecrã gigante e jogos recreativos JUST PLAY.

Ao leque junta-se o serviço de aluguer de bicicletas JUST MOVE, criado a pensar nos clientes que pretendem conhecer a cidade de forma saudável e divertida. Para os visitantes em negócios, a unidade dispõe de um Business Corner com iMac à disposição.

Évora, a cidade museu

Não é por acaso que a designação de museu seja empregue a esta cidade, isto porque falamos de um local que é Património Mundial da Unesco desde 1986.

O fascínio por Évora é despoletado pela encanto tradicional que o centro histórico emana, e pela longa história que se vai descobrindo ao fazer passeios pelas suas calçadas e ruas estreitas.

Património de Évora

O deslumbramento inicia-se à entrada do centro de Évora, com as imponentes muralhas a guardar quem cá vive, mas  ficará igualmente encantado com os vestígios dos tempos dos romanos, edifícios medievais, palácios e conventos que são provas da era dourada de Portugal (séculos XV e XVI).

“O seu património arquitetónico e artístico é tão omnipresente e impressivo que, por si só, guia os passos de quem gosta de caminhar sem rumo: do romano ao neoclássico, passando pelo gótico e pelas várias expressões do manuelino, da renascença e do barroco, todas as épocas da história estão documentadas com obras que nos enchem os olhos e a alma. Referindo só o essencial, precisará de algumas horas para visitar o Templo Romano, a Catedral de Santa Maria, a Igreja de S. Francisco e a Capela dos Ossos, o Palácio D. Manuel, a Ermida de S. Brás, o Mirante da Casa Cordovil, a Janela manuelina da Casa de Garcia de Resende, o antigo Colégio do Espírito Santo, atual Universidade, a Igreja da Misericórdia, a Praça do Giraldo e o Teatro Garcia de Resende.” (Visit Alentejo)

Pixabay

Praça do Giraldo

Capital Europeia da Cultura em 2027

A cidade de Évora anunciou oficialmente, em novembro do ano passado, em Paris, França, intenção de se candidatar a Capital Europeia da Cultura em 2027.

Os promotores da candidatura de Évora estão a preparar o processo e só mais tarde será decidida a sua concretização, estando a decisão sobre a Capital Europeia da Cultura em 2027 prevista para cinco anos antes, em 2022.

Gastronomia alentejana em Évora

Na grande maioria dos restaurantes de Évora, a gastronomia alentejana é rainha. Grande parte da comida alentejana tradicional que se come em Évora é comum às restantes zonas do Alentejo. Mas há bastantes pratos típicos do distrito que pode provar, quase exclusivamente, nos restaurantes de Évora.

Produtos e pratos do distrito de Évora

Queijo de Évora – DOP

O queijo de Évora é curado, de pasta dura ou semi-dura e com cor ligeiramente amarelada. A forma é tradicional do Alentejo, circular e de dimensões reduzidas. A sua classificação tem a designação comum DOP (Denominação de Origem Protegida).

Vinhos – DOC

No Alentejo, existem 8 sub-regiões que produzem vinho alentejano. A Região de Turismo de Évora engloba 5 destas sub-regiões vitivinícolas de vinho DOC (Denominação de Origem Controlada). Mesmo perto da cidade, a produção é feita pela premiada Adega da Cartuxa, com os vinhos Pêra Manca, Cartuxa e Monte dos Pinheiros.

Gastronomia Alentejana tradicional em Évora

Existem vários partos alentejano que são sempre obrigatórios na mesa de um turista, falamos-lhe da açorda, do gaspacho e da sopa de tomate, bem como as carnes de caça, grelhadas, ensopadas ou no forno. Mas um dos ex-libris alentejanos é sem sombras de dúvida as maravilhosas migas de todos os géneros e feitios.

E a parte predilecta disto tudo são os doces… Região e cidade riquíssimas em doçaria, em Évora a especialidade são as queijadas e o Torreão Real de Évora. Mas é impensável sair do Alentejo sem provar as Tibornas ou a famosa sericaia!

 

A intrigante Capela dos Ossos em Évora

A cidade de Évora é uma cidade repleta de monumentos históricos. Entre eles há um que se destaca pela inquietude que provoca a que o visita. Falamos, pois claro, da  Capela dos Ossos de Évora, um dos pontos de interesse turístico mais visitados da cidade.

A Origem da Capela dos Ossos

Reza a história que, durante o século  XVI, existiam cerca de 40 cemitérios na região de Évora. Cemitérios que ocupavam terrenos estratégicos para o crescimento da região e que rapidamente começaram a ser cobiçados, com o intuito de os utilizar para outros fins.

Consta que os monges franciscanos que por lá residiam nessa época, sempre ligados às questões mais espirituais da existência humana, procuraram “provocar pela imagem a reflexão sobre a transitoriedade da vida humana e o consequente compromisso de uma permanente vivência cristã”, aspectos intrinsecamente ligados à celebração da morte e próprios do período barroco que se vivia e procuraram simultaneamente resolver o problema colocado pela desocupação dos cemitérios.

Capela dos Ossos

Capela dos Ossos – Boris Kasimov/CC BY 2.0

A capela foi erigida e as paredes e pilares que a constituem foram meticulosamente revestidos com os ossos e caveiras humanas recolhidos dos referidos cemitérios.

O “conceito” pode ter sido baseado no Ossário de San Bernardino alle Ossa em Milão na Itália e acabou por ganhar alguma força no Sul de  Portugal, onde existem várias outras capelas de ossos, por exemplo em Faro, em Campo Maior e Monforte.

Arquitetura da Capela dos Ossos

A capela, construída no local do primitivo dormitório é formada por 3 naves de 18,70 m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte.

Capela dos Ossos, Évora

Capela dos Ossos, Évora, fotografia por Feliciano Guimarães

É um monumento de uma arquitectura penitencial de arcarias ornamentadas com filas de caveiras, cornijas e naves brancas.

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”.

Além das paredes e pilares ornamentados com os ossos e crânios humanos, foram contabilizados cerca de cinco mil, existem ainda dois esqueletos completos pendurados por correntes numa das paredes. Um dos esqueletos é duma criança.

Esqueletos Pendurados na Capela dos Ossos em Évora

Esqueletos Pendurados – Patricia Feaster/CC BY 2.0

As ossadas dos 3 Monges também descansam na capela, dentro de um pequeno caixão branco junto ao altar.

Ossadas dos Monges – Ken & Nyetta/CC BY 2.0

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. Esta é a inscrição que podemos encontrar sobre a porta de entrada da Capela dos Ossos.

Inscrição na Entrada da Capela dos Ossos

Inscrição na Entrada da Capela dos Ossos – Nuno Sequeira André/CC BY-SA 2.0

A capela é dedicada ao Senhor dos Passos, imagem conhecida na cidade como Senhor Jesus da Casa dos Ossos.

Poema inscrito no interior da Capela dos Ossos, de Padre António da Ascensão Teles

Aonde vais, caminhante, acelerado? Pára…não prossigas mais avante; Negócio, não tens mais importante, Do que este, à tua vista apresentado. Recorda quantos desta vida tem passado, Reflecte em que terás fim semelhante, Que para meditar causa é bastante Terem todos mais nisto parado. Pondera, que influído d’essa sorte, Entre negociações do mundo tantas, Tão pouco consideras na morte; Porém, se os olhos aqui levantas, Pára…porque em negócio deste porte, Quanto mais tu parares, mais adiantas.

Notas

Entre julho de 2014 e outubro de 2015, a capela passou por obras de restauração de danos ocorridos com o tempo e construção de um museu de arte sacra e outro para exposições temporárias.

 

Monsaraz: tradição entre a natureza

Mas locais com uma localização privilegiada como a de Monsaraz são poucos.

Situada no topo da colina e com vista sobre o Alqueva e sobre a fronteira com Espanha, esta aldeia tornou-se altamente cobiçada e com um crescente interesse turístico.

História e Património

Em 1167, a aldeia pertencente ao concelho de Reguengos de Monsaraz, foi conquistada aos mouros. Após reconquista definitiva, em 1232, D. Sancho II doou a região à Ordem do Templo (aos Templários), para defesa e repovoamento.

Do património realçam-se as fortificações, a Igreja Matriz, construída no séc. XVI, o Castelo de Monsaraz, a Casa da Inquisição (umas das únicas no país) e o Pelourinho.

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Monsaraz, Portugal

Monsaraz tem mais de 150 monumentos megalíticos, e as suas fortificações estão classificadas como Monumento Nacional desde 1946. A aldeia possui  influências romanas, visigóticas, árabes, judaicas e cristãs.

Monsaraz  virou as “costas” ao tempo e deixou-se ficar intemporalmente magnífica, quase perfeita. As muralhas que circundam a vila guardam uma povoação acolhedora (como todos os alentejanos), onde a luz ilumina os tradicionais lares destas gentes. Descobrir Monsaraz é viajar no tempo e conhecer mais da sua história.

Aldeia Pitoresca

Pequena e pitoresca, Monsaraz confunde-se nas cores. Cercada bem lá no alto por planícies castanhas esverdeadas, a sua muralha circundante faz parecer uma aldeia mais forte e imponente. Ao subir às suas muralhas irá deslumbrar-se com a infinita mancha azul do Alqueva.

Onde dormir

De aspeto rústico e cuidado, também as dormidas por cá são acolhedoras e bonitas. No centro da aldeia e muito próximo do Castelo de Monsaraz tem o Turismo de habitação Dom Nuno. Casa tipicamente alentejana, com os ornamentos interiores muito alentejanos, dispõe de um espaço exterior reconfortante e com uma vista deliciosa sobre as planícies. De fazer sonhar qualquer um!

Se preferir um local fora do centro da aldeia, poderá optar pelo turismo em espaço rural Bio-Oásis de Monsaraz. Assim contemplará o castelo e aldeia de Monsaraz a qualquer momento. Local calmo e aprazível, fará com que descanse e aproveite a calma alentejana.

Flickr https://www.flickr.com/photos/plugman/4540395786/in/photolist-7VdHtY-7VdFx3-7VakSZ-7VpowF-7VavfM-7VdzhU-aiBiDW-7Vq6Fe-7X26Eh-7VaiMM-7VthGA-9XtAH8-7VswRC-7Vq4Un-7Vpo2Z-oJyJd1-n6Rkeu-n6PxiT-8xgXGK-8xgXkX-6eubd8-aYuMY4-aYuLNp-aYuMjn-aYuHrg-aYuNNp-aYuKRt-aYuPXi-aYuHBc-aYuH6P-aYuHQM-aYuPac-aYuLfi-aYuPrZ-aYuM5X-aYuJY6-aYuMvV-aYuJvR-aYuNvB-aYuJJv-aYuMKB-aYuKog-aYuJhR-aYuKAB-aYuLwH-aYuNhc-aYuGQB-aYuPFV-aYuRCp-aYuKbP

Praia Fluvial

Esta é a primeira praia do grande lago Alqueva, um dos maiores lagos artificiais da Europa. “Mais três mil metros quadrados de areia e mais 380 lugares de estacionamento.” (Evasões)

Aqui os veraneantes têm uma estrutura flutuante (uma piscina de 100 metros quadrados), com zona para crianças, adultos e solário. Garantidos estão também os nadadores salvadores, posto médico, duches, chuveiro duplo com lava-pés e rampas de acesso à água para utilizadores com dificuldades de mobilidade.

Os visitantes têm à disposição um bar e restaurante, assim como um parque infantil, zona de merendas e rampa para acesso dos barcos à água.

A praia, que detém as classificações de Praia Acessível e de Praia Saudável, conquistou também a bandeira azul atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa.

Alqueva, o oásis alentejano

Inserida numa paisagem típica do Baixo Alentejo, marcada por aprazíveis planícies e vales pouco profundos, com presença firme dos campos de cereais, vinhas e olivais. Esta paisagem é há muito marcada pela mão humana, a presença dos montes e pequenos povoados de casas caiadas. Mas a irromper esta paisagem surge a barragem do Alqueva, uma das maiores albufeiras que poderá ver em toda a Europa.

Alqueva

Barragem do Alqueva

A obra foi construída com o objetivo da rega no Alentejo, mas também para que houvesse uma superior produção de energia elétrica. Em maio de 1998 tiveram lugar os primeiros trabalhos e em janeiro de 2002 ficou concluído o corpo principal da Barragem, o que permitiu o início da submersão da albufeira do Alqueva a 8 de fevereiro do mesmo ano.

Como foi apresentado acima através da síntese da história desta obra, explicamos-lhe que este foi um processo moroso, mas que agora se encontra na sua plenitude, para que possa partir à descoberta deste oásis alentejano.

Portel

Inicie a sua estada pela aldeia de Alqueva, que fica no concelho de Portel. Esta aldeia é uma das 16 aldeias ribeirinhas que ficam junto às margens do Alqueva. Depois faça um passeio de barco pelo Alqueva, há várias empresas que organizam passeios pela barragem. Mas caso seja mais aventureiro aproveite para praticar um esqui aquático ou canoagem.

Alqueva 1

Alentejo é igualmente sinónimo de vinho. Por isso não poderá perder a oportunidade de fazer uma prova de vinhos por uma das herdades alentejanas. Ou se pretender tornar-se um pouco mais especialista nesta matéria vá até ao Simpósio Internacional de Vitivinicultura do Alentejo.

Com 250 quilómetros quadrados e mais de 1100 quilómetros de margens no Alqueva não lhe faltarão locais para uns bons passeios BTT, umas caminhadas de nível médio e depois uns bons banhos nas margens da albufeira.

Não lhe irei indicar um restaurante em específico para comer nesta região, isto porque no Alentejo qualquer taberna lhe servirá do que melhor se faz em Portugal. O Alentejo é riquíssimo na gastronomia, quer nas açordas, no pão, nas migas, no gaspacho, nas carnes de caça ou nos doces tradicionais como a sericaia.

Não perca tempo, ir e aproveitar é sem dúvida o melhor remédio…