Museu do Pão em Seia! Bem-vindos ao Mundo Encantado do Pão

O Museu do Pão é um museu privado, sediado na Quinta Fonte do Marrão em Seia na Serra da Estrela. O principal objectivo deste museu é a recolha, a preservação e a exibição dos objetos e do património do pão português nas vertentes: etnográfica, política, social, histórica, religiosa e artística.

A história do Museu do Pão

O inicio do projecto remonta a 1996 e surgiu na sequência das sinergias criadas entre alguns historiadores, empresários e docentes. O museu abriu a 26 de Setembro de 2002.

A recolha de espólio é continua e dura desde a fase de projeto, quer através de compra em antiquários, alfarrabistas e leilões, quer através de doações. Segundo os responsáveis “a constante renovação do Museu é condição indispensável para a plena prossecução dos seus objectivos.”

Museu do Pão - Edifício

Museu do Pão – Edifício – www.museudopao.pt

O complexo museológico é um espaço com mais de 3.500 m2 de área coberta, resultado da reconstrução e ampliação de um edifício já existente, utilizando materiais típicos da região, como a madeira e a pedra, de modo a integrar o imóvel na paisagem serrana envolvente. O Museu do Pão é um dos maiores “Museus do Pão” do mundo.

Sala Ciclo do Pão

Nesta sala encontra-se reconstituído o tradicional ciclo do pão português através de catorze painéis ilustrados, a que se juntam as alfaias e os utensílios retratadas em cada painel. Assim, aqui surgem os espaços da produção do pão, seus trabalhos e momentos.

Sala Ciclo do Pão

Sala Ciclo do Pão – www.museudopao.pt

Para além dos painéis ilustrados e dos utensílios, recria-se ainda nesta sala uma antiga padaria portuguesa com a utilização de modelos em tamanho real. Podemos também observar três moinhos em contínua laboração, cujo som ainda mais nos remete para um passado tão perto e, contudo, já tão distante

Sala Arte do Pão

Sala onde existe uma exposição de objetos artísticos inspirados no pão: azulejaria, vidro, arte sacra, madeira, postais antigos, diplomas, calendários, iconografia, cerâmica, prata, etc…

Destacamos ainda os quadros, dedicados ao pão, do pintor português Velhô.

Sala Arte do Pão - Museu do Pão

Sala Arte do Pão – Museu do Pão – www.museudopao.pt

Pão Político, Social e Religioso

A história do pão em Portugal desde a Restauração da Independência (1640) até à Restauração da Democracia (1974) é o tema principal desta sala. São aqui reproduzidos cerca de 300 anos de História em inúmeros documentos.

Sala Pão Político, Social e Religioso - Museu do Pão

Sala Pão Político, Social e Religioso – Museu do Pão – www.museudopao.pt

Podemos observar também a simbologia do pão na religião, através dos objetos religiosos associados ao cristianismo e ao judaísmo expostos.

Espaço Temático

O Museu do Pão em Seia dispõe ainda de um espaço dedicado aos visitantes mais novos. Trata-se de uma sala didática onde podemos encontrar os gnomos da tribo dos Hérmios, protetores dos primeiros habitantes dos Montes Hermínios, que nos levarão a uma viagem imaginária e mitificada ao passado do pão.

Espaço Temático - Museu do Pão

Espaço Temático – Museu do Pão – www.museudopao.pt

Kitchen Chiado: Eleva o prazer de comer até à “Glória”

Vamos a Lisboa e nunca sabemos muito bem onde podemos almoçar ou jantar de forma calma, prazerosa e que não seja demasiadamente caro! Essas dúvidas dissiparam-se com a abertura do mais recente restaurante do Chiado, o Kitchen Chiado, um restaurante para todos.

Após a íngreme subida do elevador da Glória, mesmo de frente, encontrará um restaurante casual, de aspeto acolhedor, a meia luz, em tons castanhos, de espírito hospitaleiro e de uma simpatia que transborda. Acomode-se e esteja à vontade, chegou ao restaurante onde a cozinha só encerra à meia-noite!

Com raízes beirãs muito fortes, o projeto é gerido por dois irmãos da Covilhã, um deles é o cozinheiro do restaurante e responsável pela criação dos pratos da carta disponível.

Com receitas tradicionais, todas elas inspiradas nas ementas da família, aqui poderá apreciar carne de qualidade, e pratos muito típicos das beiras.

A ementa do Kitchen Chiado

Sem dúvida, que será obrigado a provar as bolinhas de alheiras (recheadas com queijo da serra) e os cogumelos no forno, que são de comer e repetir variadíssimas vezes.

Para o prato principal não poderá deixar de apreciar a carne, que é toda de excelente qualidade. O bife da casa (bife Kitchen) que vai ao forno com queijo da Serra, é claramente, um dos pratos mais pedidos do restaurante e com toda a razão, é delicioso.

Mas a carta não se fica por aqui. O bife à portuguesa é uma aprazível surpresa, ou o macarrão vegetariano é também uma opção bastante prática e saborosa.

No que toca à carta de vinhos, ela é vasta e bem preenchida, por isso não terá dificuldade em fazer a sua escolha. Se não quiser uma garrafa, o Kitchen Chiado serve-lhe um copo de vinho para poder apreciar o espaço, ou desfrutar da sua companhia ou da boa música que o envolverá!

O espaço

O restaurante tem 150 metros quadrados e conta com duas salas, uma principal com 50 lugares e uma privada com 8. O Kitchen Chiado é um restaurante muito bem decorado, moderno e ao mesmo tempo familiar.

Com uma disposição muito bem conseguida, o Kitchen é ideal para comer um petisco, beber um copo, conversar entre amigos e ficar para jantar. Sem pressas e sem gastar muito. Naturalmente, um restaurante para todos!

Conhece a Quinta de Maderne? Descubra as razões para a visitar…

Geograficamente bem localizada, a Quinta de Maderne tem uma exposição solarenga e ao mesmo tempo húmida e fresca, componentes necessárias para produção das especialidades desta propriedade, bem como obrigatórias para a realização de eventos.

Vista aérea da Quinta de Maderne

Área e disposição da propriedade de Maderne

A Quinta já conta com três gerações, iniciada com os pais de Manuel Faria, impulsionador de todo o projeto, que neste momento tem num dos filhos, Sérgio Faria, a garantia na continuidade da atividade.

Produzido na Quinta de Maderne

Em Maderne, as particularidades são certas e muito calorosas. Aqui as especificidades chegam-nos através da produção de vinhos de qualidade onde predominam os brancos das castas Loureiro, Arinto, Azal e Avesso, tendo no seu Alvarinho/Trajadura o seu expoente máximo. Para um bom vinho verde a frescura e o sabor frutado são atributos obrigatórios, não sendo os vinhos de Maderne exceção.

Vinho Verde Quinta de Maderne

Vinho Verde Quinta de Maderne

Kiwi amarelo

Mas a produção de kiwi, produto típico de Felgueiras, ganha aqui outros contornos. Inicialmente a produção de kiwi surge como um reforço na exploração agrícola, no entanto, as ligações através de protocolo ao maior grupo mundial de produção de kiwi (Zespri), faz com que Maderne se destaque no mapa da produção de kiwi.  A especialidade centra-se na variedade do kiwi amarelo, um fruto menos agre que o habitual kiwi “verde”, sabor agridoce, que agrada a mais consumidores.

Kiwi amarelo servido na Quinta de Maderne

Kiwi amarelo servido na Quinta

Plantação de Kiwi Amarelo

Plantação de Kiwi Amarelo

“Wine Bar”

Mas se nenhum dos pontos anteriores lhe é suficiente para a visita, tem ainda um espaço que o fará mudar de ideias. Os proprietários chamam-lhe “Wine Bar”. Acomodado numa casa rústica toda remodelada, um acolhedor bar recheado de mesas de madeira e uma elegante lareira seduzi-lo-á. Num ambiente envolvente a meia luz, aqui poderá degustar um bom vinho e “Carpe Vitae”, aproveitar a vida!

Wine Bar - Quinta de Maderne

Wine Bar – Quinta de Maderne

Posto isto, considere uma visita não apenas numa vertente gastronómica ou viníca, mas também numa vertente mais cultural e lúdica, visto que a Quinta de Maderne tem tanto para lhe proporcionar.

O melhor do fumeiro transmontano

Mas o que não sabíamos era que as feiras dos fumeiros são as rainhas das cidades do interior!

Está cada vez mais em voga os certames dos fumeiros de norte a sul do país. Por aqui iremos falar-lhe das iniciativas desenvolvidas no nordeste transmontano.

presunto de fumeiro tradicional

Boticas e a XIX edição da Feira Gastronómica do Porco

A primeira feira realiza-se nos dias 13, 14 e 15 de janeiro, em Boticas, com a XIX edição da Feira Gastronómica do Porco, que certamente fará da cidade um local de passagem obrigatório.

XXVI Feira do Fumeiro de Montalegre

Marcada também já está a XXVI Feira do Fumeiro de Montalegre. É o regresso da “rainha” do fumeiro à capital do Barroso, entre os dias 26 e 29 de janeiro.

37º Feira do Fumeiro de Vinhais

Mas a feira das feiras, a mais antiga do país, a de Vinhais, realiza-se nos dias 9, 10, 11 e 12 de fevereiro de 2017. Na sua 37ª edição haverá venda e exposição de fumeiro (IGP), artesanato, espaço gourmet, tasquinhas, animação, máquinas agrícolas, chegas de touros e perícia equestre são algumas das atividades deste certame que é um sucesso já comprovado.

Festival dos Sabores Mirandeses

No mês de fevereiro, de 17 a 19, o concelho de Miranda do Douro recebe o Festival dos Sabores Mirandeses. Mas nem só de enchidos se faz este festival, a bola doce mirandesa, os frutos secos, as compotas e doces também constam da “ementa”. No entanto, o artesanato Mirandês também é um forte atrativo, aqui poderá adquirir uma série de objetos que fazem parte do quotidiano das gentes mirandesas.

Pixabay

Festival do butelo e das casulas em Bragança

Mas a grande surpresa ainda está para ser desvendada. Essa surpresa é o Festival do butelo e das casulas. O butelo parte do aproveitamento do porco, ou seja, é envolvido pela bexiga ou pelo bucho, recheado de ossinhos do espinhaço e das costelinhas, tornando-se responsável por um inigualável sabor. Durante o Festival, será possível adquirir ou provar as casulas, que são as cascas de feijão secas.

E como o entrudo está próximo e em Portugal para a sua celebração é costume saborear enchidos, portanto, aproveite estes certames e faça-se à estrada para se deixar seduzir pelo fumeiro transmontano!

Uma das melhores sopas do fundo do mar em Portugal

Afirmarmos que existe uma das melhores sopas do fundo do mar em Portugal é sempre complicado, isto porque os gostos são diferentes de pessoa para pessoa. No entanto posso-lhe garantir que se não é a melhor é das melhores.

Encontrará à entrada do restaurante esta sinalética muito criativa

Na famosa Praia Azul, na Silveira, no concelho de Torres Vedras, existe um Hotel Restaurante com o mesmo nome. Com uma esmagadora paisagem circundante, o espaço hoteleiro está muito bem situado e com acessos muito facilitados. No piso inferior do hotel encontra-se um restaurante de largas áreas, e com a particularidade de quem o escolher para almoçar ou jantar terá uma vista infinita sobre o Oceano Atlântico.

Contudo, não é sobre o espaço ou sobre as vistas que decidimos falar-lhe sobre o Restaurante Praia Azul. Aqui encontrará uma variedade muita alargada de mariscos e peixes muito bem confecionados, mas a especialidade da casa é a sopa de peixe, que por lá é apelidada de sopa do fundo do mar!

A sopa do fundo do mar

Mesmo para quem não é muito apreciador de sopa esta não poderá ficar de fora das suas escolhas. Normalmente, quem o serve acaba por lhe sugerir a prova desta iguaria.

A imagem é meramente ilustrativa

A sopa do fundo do mar é um creme de coentros com peixe, marisco e pão torrado. Meia sopa chega perfeitamente por pessoa. Este prato é especial acima de tudo porque é apetitoso, saboroso, bem composto no que toca ao peixe e ao marisco que envolve o aveludado, resumindo é muito bem confecionada.

A sopa é o que o vai fazer conhecer este espaço sublime, no entanto, podemos sugerir-lhe vários pratos, como é o caso do delicioso arroz de marisco, do tenro polvo no forno ou dos escalopes bem suculentos.

Só é possível atribuir elogios ao Restaurante Praia Azul, desde a abundância nos pratos servidos, na simpatia do staff, pelo panorama inexplicável, no acessível preço por pessoa e claro pela comida fantástica.

O restaurante está aberto todos os dias e aos fins de semana, das 10h às 24h, já a cozinha está aberta das 12h às 15h30 e das 19h às 22h30. Para além do deleite aqui também poderá distrair-se com o snooker, sala de jogos, matraquilhos, internet, mas como é óbvio não poderá faltar a sua boa disposição!

 

“Rosa Sousa” o nome forte da doçaria felgueirense

O Feeling Portugal foi até ao centro da cidade de Felgueiras conhecer a empresa Rosa Sousa, fundada em 1974, e dedicada ao fabrico e comercialização de doçaria e sobremesas tradicionais. Para além de ficarmos a conhecer um pouco mais sobre a história tão genuína desta casa, também provamos uma das delícias que certamente colocarão a doçaria felgueirense no panorama nacional e internacional.

Aqui fomos recebido pelo José Mário Sousa – filho da dona Rosa Sousa, onde o próprio nos indicava que a empresa tem sofrido um aumento na produção e venda, tendo sido aposta inclusivamente a promoção dos produtos em grandes superfícies e posteriormente no estrangeiro.

Os variadíssimos doces

As cavacas de Felgueiras são bastante conhecidas, mas tendo em conta que a empresa Rosa Sousa desenvolve e melhora receitas tradicionais, criaram um novo doce, uma nova especialidade, as cavaquinhas da Serra que foram finalista do Prémio Tâmega e Sousa Empreendedor. A conjugação de doce com o salgado do queijo da Serra da Estrela é uma aposta ganha, com requinte no paladar e de encher as medidas aos mais gulosos.

Semifrio de kiwi da Rosa Sousa

Contudo, e como já percebeu, a inovação é palavra de ordem nesta casa, daí as novas sobremesas baseadas nos produtos da região, como é o caso do Kiwi, onde a criação foi aplicada num semifrio bem verdinho e bem fresco. Um encanto para os olhos e para o palato!
Mas as novidades não se ficam por aqui… Para quem adora doces e por vezes não consegue resistir a um, a Rosa Sousa encontrou a solução. A produção de pequenas doses de variadíssimos doces, que poderão ser vendidas separadamente mas com a particularidade de já conter uma mini colher para poder experimentar os doces em qualquer local. Esta pequenas maravilhas farão com que a gula seja saciada e o peso na consciência não seja tão grande.

Rosa Sousa

A “Rosa Sousa” tem ainda como principais produtos o Pão de Ló de Margaride, o doce de Foral, e o Pudim Abade de Priscos, vencedor do concurso da Confraria Gastronómica do Abade de Braga, entre muito outros doces, como é o caso da “Pila Romana”, ou o doce reinvetado do bolo da Teixeira (característico de Baião).
Conhecer esta deliciosa casa e levar para casa tudo o que tem direito é um privilégio que não pode negar a si próprio!

Caffé-Caffé: um restaurante de excelência

Portugal é sem dúvida um local de eleição para quem gosta de um passeio ou uma visita gastronómica, contudo, existem regiões portuguesas que agradam ou satisfazem mais a uns do que a outros. Partindo do pressuposto que o norte é um desses casos, irei contar-vos a minha última experiência, por Felgueiras, conhecem? Certamente que pelo menos já ouviram falar.

Na Rua da Liberdade, em Felgueiras, numa das tantas casas por ali espalhadas, encontra-se uma especialmente diferente. Construída em pedra e toda remodelada, essa moradia alberga um restaurante típico da região, apelidado de Caffé-Caffé.

As Iguarias

Eu poderia começar pela parte que mais me agradou que foi sem dúvida a sobremesa, um intenso e delicioso pão de ló de chocolate húmido. Um verdadeiro “crime” esta delícia de chocolate. Mas irei como é óbvio começar pelo início deste requintado almoço.

Na chegada ao restaurante deparamo-nos com um local acolhedor e moderno, onde a decoração do espaço não é deixada ao acaso. Após nos”despojarmos” sobre a mesa de refeição, já nos esperavam uns pratos de salpicão e presunto bem compostos, uma broa de milho rija e saborosa, e para completar a degustação foi-nos apresentado um prato de enrolado de alheira, absolutamente apetitoso.

Enrolado de Alheira

Mesa de entrada

Após a prova destas iguarias sucederam-se mais dois preciosos deleitos, um fantástico bacalhau no forno acompanhado de puré e salada, e uns miminhos de vitelas grelhados, envoltos em bacon, servidos em forma de espetada. O bacalhau desfazia-se em lascas e na boca o sabor transponha-se, divinal! Já os miminhos de vitela eram um manjar dos deuses, com tempero bem apurado e um paladar incrível.

Miminhos de Vitela e bacon assados

Não poderia deixar de fazer alusão ao néctar servido ao almoço. Apreciamos um vinho Quinta da Lixa, verde e bem fresco. Combinação perfeita.

Mas o melhor ainda estava para ser servido… As sobremesas! Foi sem dúvida uma inebriante sensação ao serem apresentadas duas sobremesas, um cheescake de frutos vermelhos e um pão de ló de chocolate muito bem enfeitados. Após o corte de ambas as sobremesas os olhos fixaram-se na cor castanha daquele bolo de chocolate que me prendeu a atenção e logo de seguida o paladar e o coração. O pão de ló de chocolate, que é elaborado pelo proprietário, o Sr. Vitor, é um ex-libris da doçaria. Não me recordo de ter provado doce que me preenche-se tanto as medidas como este. O cheescake de frutos vermelhos é também um autêntica delícia, bastante fresco e saboroso, mas o de chocolate! Estou rendida a esta formidável sobremesa.

Após um café bem cremoso para selar esta magnífica experiência gastronómica, ficaram troca de palavras e a promessa de um regresso breve ao Caffé-Caffé, e a encomenda de uma dúzia de pães de ló de chocolate para o Natal!

Capão volta a encantar e a deliciar Freamunde

Freamunde, capital do capão, é a cidade que foi, é, e sempre será a defensora e promotora desta iguaria. Por vezes, e porque Freamunde é uma cidade integrante do concelho de Paços de Ferreira, é confundida a origem deste prato que já leva muitos anos de existência.

Reza a lenda que o capão remonta aos tempos dos romanos estando ligada à figura do cônsul Caio Cânio que incomodado com o despertar sonoro dos galos pela madrugada fez aprovar uma lei que proibia a existência dos galináceos nas proximidades da cidade freamundense.

Contudo, a ideia de castrar os galos era de que eles deixassem de cantar, só que para compensar a ausência do instinto de reprodução, o galináceo engordava muito e a sua carne obtinha novo paladar. A partir deste desfecho, os romanos decidiram começar a castrar os seus galos, para melhor aproveitarem o seu sabor.

Apresentação da XI Semana Gastronómica do Capão à Freamunde

Para quem ainda não conhece muito bem esta delicia gastronómica, é de referir que o Capão à Freamunde é assado no forno, recheado, e acompanhado com batatas assadas e grelos. Característica peculiar é que o capão é embriagado antes de se tornar um belo petisco. Já é usual esta técnica de embebedamento nos perus, no entanto, a diferença centraliza-se na técnica de marinar  (uma técnica culinária que consiste em colocar um alimento, geralmente uma peça de carne, numa mistura de água, sal, temperos e algum componente ácido, como o vinagre ou o limão), a qual se prolonga por mais tempo.

O capão à Freamunde trata-se de um produto devidamente certificado com a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), atribuída pela Comissão Europeia. Os dados também comprovam que desde o momento em que foi atribuída a certificação da Comissão Europeia há cada vez mais criadores do famoso galo castrado.

A festa propriamente dita começa um ou dois dias antes ao verdadeiro dia dos capões (dia 13 de dezembro). Isto porque normalmente existe uma tenda onde os visitantes poderão aproveitar para degustar uns rojões bem condimentados, umas papas de sarrabulho, acompanhados de uma bela caneca de vinho verde tinto, tão apreciado na região.

Mas é no dia da tradicional Feira de Santa Luzia, que é realizada e reconhecida como Feira dos Capões, onde vários produtores participam no concurso do “Melhor Capão Vivo”. Este concurso tem como objetivo incentivar os criadores a manterem viva a tradição freamundense. Por isso até dia 13 de dezembro, presta-se culto ao galo mais celebrado da cozinha portuguesa.

E é pela 11ª vez que se realiza a Semana Gastronómica do Capão à Freamunde, sendo que este ano foi batido o recorde de restaurantes aderentes, sendo 13 os locais para degustação deste pitéu. Contudo, deixamos-lhe os restaurantes aderentes, bem como a morada de cada um deles.

Aidé. Av. 1º de Dezembro, 137, Paços de Ferreira
A Presa. Rua Além do Rio, 15, Freamunde
Adega Quim Cancela. Rua do Recanto, Freamunde
Parrilhada. Rua da Plaina , 166, Freamunde
Bom Garfo. Rua da Banda de Freamunde, Freamunde
Casa Anhinho. Rua de Novais, 157, Arreigada
Lareu”s. Rua Sport Clube de Freamunde, 159, Freamunde
O Tarasco. Av. Liberdade, 62, Figueiró
Casa de S. Francisco Wine Bar. Largo de São Francisco, 48, Freamunde
O Gusto. Rua Martinho Caetano, Freamunde
O Telheiro. Rua Nova de Ferreira, 235, Paços de Ferreira
O Penta 2. Rua 6 de Novembro, 8, Freamunde
São Domingos. Av. S. Domingos, 295, Carvalhosa

Cogumelos e Míscaros, o ouro outonal da região beirã

Quando falamos no outono lembramo-nos automaticamente de quê? Das folhas das árvores a caírem, das castanhas assadas, dos dias solarengos, mas húmidos, e dos cogumelos que começam a brotar da terra. São pontos indissociáveis desta estação do ano apreciada por tantos portugueses.

cogumelos

Mas em cada época existem rituais próprios, como é o caso da procura do cogumelo no início do outono, iguaria muito apreciada em algumas regiões portuguesas, e que acabam por levar à confeção de pratos ou à criação de eventos relacionados com a especialidade.

A prática da “apanha” do cogumelo silvestre advém de tempos antiquíssimos, forma das populações se alimentarem, mais ainda como complemento das suas fontes de rendimento.

 

Cogumelo

Os cogumelos silvestres são alimentos com alto valor nutritivo e de um interesse gastronómico muito elevado. A diversidade de cogumelos permite a recolha de um numero considerável de espécies possíveis de serem ingeridas. Para poder desfrutar dos seus aromas e sabores, apenas tem de adquirir conhecimentos que permitam reconhecer as características morfológicas de cada espécie e assim, identificar de forma inequívoca os cogumelos que poderá apanhar.

Na região da Cova da Beira, mais concretamente no Alcaide (Fundão), realiza-se há sete anos o evento Míscaros – Festival do Cogumelo, com o objetivo de recuperar e promover este produto endógeno. Por terras fundanenses tudo é pensado para dar notoriedade ao cogumelo, desde a decoração das ruas, das ementas às bebidas, dos concertos ao teatro de rua, e dos passeios micológicos pela Serra da Gardunha às palestras.

Este ano bem como em alguns dos anos anteriores serão dinamizados vários “live cookings”, que contam com a presença de alguns chefes conhecidos, como é o caso do  Mário Rui Ramos, Duarte Batista, Joe Best, Miguel Gameiro e Leopoldo Calhau Garret.

Espetada de Cogumelos

Espetada de Cogumelos

Outras das atividades deste certame é a eleição do espaço mais criativo e do melhor prato de cogumelo feito pelos participantes do festival. Alguns dos pratos que aqui poderá provar são pratos típicos, como é o arroz de míscaros, a telha de cogumelos, as espetadas de cogumelos ou uma feijoada de cogumelos. Poderá ainda deliciar-se com licores deliciosos, compotas muito típicas e ainda doces característicos.

Se ficou interessado em conhecer um pouco mais sobre cogumelos ou míscaros, e se tem interesse, quem sabe em especializar-se nesta iguaria, este fim de semana, dias 18, 19 e 20 de novembro, são os dias indicados para para conhecer o Alcaide e este festival dos míscaros.

Os quentes e luminosos vinhos da Beira Interior

A região da Beira Interior alberga um combinado de cidades industrializadas e aldeias históricas, planaltos e serras, cascatas e lagoas. Região de forte procura turística, especialmente de inverno devido à queda de neve na grandiosa Serra da estrela.

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Lagoa na Serra da Estrela

Zona de uma riqueza inigualável, aqui encontra gastronomia de requinte, pontos turísticos ímpares, beleza natural generosa e um clima agreste e de extremos. O próprio clima é propício à criação de maravilhas regionais como é o vinho da Beira Interior.  Devido à qualidade e à importância social e económica dos vinhos das Beiras, implementaram-se algumas medidas para a proteção destes vinhos, nomeadamente no reinado de D. João I e de D. João III.

Todavia, os vinhos da região beirã têm sentido nos últimos anos uma enorme evolução, quer na produção, quer na própria imagem e dimensão dos vinhos.

A denominação da Região vitivinícola da Beira Interior é relativamente recente, datada de 1999, zona que estava dividida em três regiões, e que desde então passaram a sub-regiões: falamos da zona de Castelo Rodrigo, Pinhel e Cova da Beira. Esta junção veio alavancar a qualidade do vinho e afirmar assim a região como zona de excelência e qualidade na produção de vinhos. Esta menção acabou por colocar o vinho da Beira Interior no seu meritório lugar, junto das outras regiões vitivinícolas portuguesas.

Com especificidades muito próprias, esta área geográfica destaca-se pelas castas muito características, que no caso das brancas destacam-se a Síria, Fonte Cal, Malvasia e Arinto e, nas Tintas, a Rufete, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz.

É através da CVRBI – Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior que a marca ganha mais notoriedade. E uma das apostas nas marcas é a promoção em eventos como o certame “Beira Interior Vinhos & Sabores”. O salão de vinhos realiza-se já nos próximos dias 18, 19 e 20 de novembro, em Pinhel, e contará com degustações, provas gastronómicas, workshops e muitas outras atividades. Esta é claramente a melhor oportunidade para contactar diretamente com os produtores, e vendedores dos vinhos beirões, e conseguir vinhos que muitas vezes não se encontram à venda.

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Quinta dos Termos

Contudo, os vinhos da Beira Interior são mais do que conhecidos do público português. Alguns dos vinhos mais reconhecidos são: a QC- Quinta da Caldeirinha, o Entre Serras, passando pelo Piornos e Quinta dos Termos, a Quinta do Cardo, Quinta dos Currais e o Almeida Garrett.