Praia da Claridade, Figueira da Foz, em 1988

Figueira da Foz, a Rainha das Praias de Portugal

A Figueira da Foz teve sem dúvida a sua época de glória por volta dos anos 30.

Antes da Guerra Civil Espanhola, era comum encontrarmos os “nuestros hermanos” mais endinheirados a esbanjarem alegremente as suas pesetas pela Figueira da Foz e pelo Casino Oceano, inaugurado em 1898.

A “Rainha das Praias de Portugal” era também destino recorrente e privilegiado das famílias ricas da Beira, que se podiam deslocar rapidamente através da ferrovia pelo ramal da Pampilhosa ou pelo de Alfarelos.

As Praias

A Praia da Claridade celebrizou-se no século XIX quando atraía à Figueira da Foz milhares de banhistas de todo o país. A zona onde se localiza ficou conhecida por Costa de Prata, graças ao tom prateado da luz do sol em contacto com a água do mar. Foi talvez a praia que mais sofreu com as intervenções realizadas ao longo dos anos. Hoje, a praia tem cerca de 1 km de largura frente ao Grande Hotel (os figueirenses dizem que é preciso ter um camelo para ir tomar banho) .

A Praia de Buarcos, é curiosamente um dos postais mais bonitos da Figueira da Foz. Esta praia de areia dourada, com um areal um pouco menos extenso do que a Praia da Claridade, é ideal para um dia bem passado em família ou com os amigos.

Se não gosta de andar a pé e prefere o mar logo “ali à mão”, então descubra a praia da Tamargueira. Logo a seguir ao areal da Praia de Buarcos, antes de começar a subida para o Cabo Mondego e Serra da Boa Viagem, encontrará uma praia um pouco mais sossegada, com um areal significativamente menos extenso e com maior oferta de lugares de estacionamento.

A Gastronomia

A Gastronomia é sem dúvida um dos ex-líbris da Figueira da Foz. A riqueza gastronómica com base no peixe e marisco, é gulosamente complementada por sobremesas típicas e algo irreverentes. São exemplo disso as Brisas da Figueira da Foz e as Papas de Moado. Autênticos memoriais colectivos de costumes e tradições.

Um pouco por toda a cidade encontrará excelentes restaurantes onde poderá degustar a característica frescura dos produtos do mar.

A Cultura

O CAE – Centro de Artes e Espectáculos, inaugurado em 2002, é uma referência da Região Centro no que diz respeito a espectáculos Culturais.

CAE – Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz
CAE – Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz

O  Casino da Figueira da Foz

O Casino da Figueira da Foz, antigo Casino Peninsular, é um dos mais antigos da Península Ibérica. A licença de jogo está em vigor desde 1927. Os responsáveis consideram “…demasiado redutor ver este espaço apenas como um local de puro entretenimento. Também o é, mas é, sobretudo, um lugar de referência e acolhimento para quem aqui chega, com renascida vontade de criar um legado artístico.

Além das salas de jogo, o Casino está equipado com salas de espectáculo onde se pode frequentemente assistir a performances variadas.

A Arquitectura

São vários os imóveis com interesse arquitetónico espalhados um pouco por todo o concelho.

No que diz respeito à Arquitetura Civil destacamos o Palácio Sotto Mayor (uma luxuosa vivenda de estilo francês ), o Castelo Engenheiro Silva (recentemente restaurado), a Casa das Conchas (adornada por azulejos com motivos marinhos e influências da Arte Nova) e o Casino Oceano (ao gosto da sociedade da “belle époque”).

Casino Oceano, Figueira da Foz
Casino Oceano – Carnet de Voyage

Ao nível da Arquitetura Militar o destaque vai para o Forte de São Pedro de Buarcos (Classificado como imóvel de Interesse Público) e para o Forte de Santa Catarina (determinante e imponente na defesa da barra do Mondego).

A Arquitectura Religiosa é porventura a mais profícua em exemplares. Destacamos a Igreja Paroquial de Nossa Senhora dos Remédios (Bom Sucesso) , o Mosteiro de Seiça (um edifício lendário cuja história deveria ser motivo suficiente para uma intervenção de restauro e conservação) e a Igreja Matriz de São Julião (talvez o templo mais antigo de Figueira da Foz).

Figueira da Foz – A Origem do Nome

Podemos procurar a origem do nome na lenda que afirma provir de uma figueira existente no cais da Salmanha, onde os pescadores amarravam os barcos.

Segundo Nelson Correia Borges, o nome resulta da sobreposição de várias palavras com o mesmo significado: Figueira seria «fagaria» (abertura, boqueirão); Foz deriva do latim «fauces» (embocadura) ; Mondego compõe-se do pré-romano «moud» (boca) e «aec» (rio). Ao pronunciar-se Figueira da Foz do Mondego repete-se, assim, «boca da boca da boca do rio».