Ponte de Lima, a mais antiga vila portuguesa

A Rainha D. Teresa atribui o Foral à vila, a 4 de março de 1125 e já no século XIV, o rei D. Pedro I mandou construir as muralhas que transformaram Ponte de Lima num “burgo medieval cercado de muralha”.

Rainha Dona Teresa - Ponte de Lima

Estátua da Rainha D. Teresa – Ponte de Lima

Património de Ponte de Lima

Aqui a riqueza história e patrimonial é inigualável. Existem, no concelho, mais de 40 monumentos classificados… 3 Monumentos Nacionais, 38 Imóveis de Interesse Público e 5 Imóveis de Interesse Municipal.

Igreja Matriz de Ponte de Lima

Igreja Matriz

Centro histórico

Passear pelo centro histórico é como regressar à ao passado. A sala de visitas da vila, o Largo de Camões, recebe-o de braços abertos. Aprecie a beleza do Chafariz Nobre, datado de 1603.

Chafariz Nobre - Ponte de Lima

Chafariz Nobre – Ponte de Lima

A Ponte fica logo ali ao lado, atravesse-a e visite a Igreja de Santo António da Torre Velha, do século XIX. Não menospreze os detalhes e aprecie a altura da torre e as gárgulas que ornamentam os ângulos.

Igreja de Santo António da Torre Velha - Ponte de Lima

Igreja de Santo António da Torre Velha

Rio Lima

O Rio Lima atravessa o Alto-Minho desde o monte Talariño, na província de Ourense, na Galiza, Espanha, onde nasce a 975m de altitude até a Viana do castelo onde desagua no Oceano Atlântico.

Rio Lima - Ponte de Lima

Rio Lima

A ligação do rio à vila é umbilical. Deu lhe parte do nome e ainda assume um papel preponderante nos vários setores de atividade do concelho.

Ponte de Lima “a vila jardim”

Ponte de Lima é reconhecida como “a vila mais florida de Portugal”. Sem dúvida que por aqui impera o respeito e o cuidado na manutenção dos espaços verdes.

Vista Aérea de Arcozelo - Ponte de Lima - cm-pontedelima.pt

Vista Aérea de Arcozelo – cm-pontedelima.pt

Nos arredores e na própria vila e existem vários jardins, bem cuidados, que convidam a atividades de descontração.

Gastronomia de Ponte de Lima

O Arroz de Sarrabulho, servido com rojões de porco, é o ex-libris da gastronomia da vila.

A lampreia do Rio Lima é também uma das iguarias mais apreciadas motivando a visita de centenas de pessoas que se deslocam à procura do arroz de lampreia ou da lampreia à bordalesa.

Pessoalmente a minha preferência vai para o Naco de Minhota, um pedaço de carne suculento, produto endógeno de características únicas, proveniente da raça bovina Minhota.

Festival Internacional de Jardins

O Festival Internacional de Jardins, é um evento anual que ocorre em Ponte de Lima, na margem direita do rio Lima.

Aldeias Históricas de Portugal

“Perdidas” no centro do País, quase como que uma ironia, as Aldeias Históricas de Portugal definiram noutros tempos aquilo são hoje os limites do país.

As Aldeias Históricas de Portugal

Algumas das Aldeias Históricas de Portugal, a maior parte, destacam-se pela sua arquitectura militar, são maioritariamente aldeias fortificadas. Outras destacam-se pela peculiaridade das construções e pela riqueza histórica e cultural. Todas elas são pontos de referência no turismo nacional. Comecemos então a nossa viagem…

Almeida

A Vila de Almeida, no distrito da Guarda, destaca-se pela sua fortaleza em forma de estrela. É um dos mais espectaculares e bem conservados sistemas defensivos abaluartados do século XVII da Europa.

A Praça-Forte de Almeida é candidata à categoria de Património Mundial da UNESCO.

Estrela de Almeida - Praça forte de Almeida

Estrela de Almeida – Praça forte de Almeida

A gastronomia é rica e variada. Experimente a burzigada, o “Coelho à Caçador”, o “Arroz de Lebre” e a salada de Meruges.

Belmonte

A vila de Belmonte é sede de um Concelho quase tão antigo como a nacionalidade portuguesa. Recebeu o foral das mãos de D. Sancho I, em 1199.

A Terra de Pedro Álvares Cabral, está situada em plena Cova da Beira no Monte da Esperança, antigos Montes Crestados.

Castelo de Belmonte - Aldeias Históricas de Portugal

Castelo de Belmonte – Aldeias Históricas de Portugal

O Castelo de Belmonte foi construído nos finais do séc. XII e é um dos ex-libris do concelho, juntamente com o Museu dos Descobrimentos, com o Museu Judaico e com a Torre de Centum Cellas.

A vista sobre a Serra da Estrela é simplesmente deslumbrante.

Castelo Mendo

Esta freguesia do Concelho de Almeida foi entre 1229 e 1855 sede de Concelho.

Aqui o Castelo de Castelo Mendo é rei. A fortificação ergue-se sobranceiramente a mais de 700 metros sobre o Rio côa. Castelo Mendo recebeu o Foral das mãos de D.Sancho II.

A Aldeia Histórica de Castelo Mendo foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1984.

Castelo Novo

Em Castelo Novo estão guardados há mais de 800 anos, nas paredes do seu imponente castelo, segredos e histórias fantásticas. Herança dos templários.

O misticismo é evidente quando percorremos as ruas e ruelas da aldeia. Quase como uma tela medieval com pinceladas de manuelino e barroco.

A existência do castelo de Castelo Novo será anterior ao início do século XIII.

Castelo Rodrigo

A Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo foi, noutros tempos, um dos mais importantes lugares estratégicos do País, servindo de linha avançada na defesa do Reino de Portugal.

por Malcolm Payne - Igreja Matriz de Castelo Rodrigo - Aldeias Históricas de Portugal

por Malcolm Payne – Igreja Matriz de Castelo Rodrigo – Aldeias Históricas de Portugal

Foi sede de concelho até aos finais dos séc. XIX.

Destaca-se entre o vasto património desta freguesia do Concelho de Figueira de Castelo rodrigo a Igreja Matriz do séc. XIII, o Palácio de Cristóvão de Moura e a Cisterna Medieval.

Idanha a Velha

Esta pitoresca aldeia ergue-se sobre as ruínas de uma antiga cidade Romana do séc. I A.C.

Apesar de grande parte dos elementos romanos mais importantes terem sido destruídos no século V pelos Suevos, restam ainda vestígios arqueológicos que tornam Idanha a Velha num lugar de destaque no que diz respeito à arqueologia nacional.

Linhares da beira

Plantada a cerca de 800 metros de altitude, nas faldas da Serra da Estrela, encontramos a lindíssima e bem conservada Aldeia histórica de de Linhares da Beira.

Castelo de Linhares da Beira - Aldeias Históricas de Portugal

Castelo de Linhares da Beira – Aldeias Históricas de Portugal

Foi conquistada aos mouros por D. Afonso henriques que lhe concedeu foral em setembro de 1169.

O castelo de Linhares da Beira domina a vista cheia de paisagens bucólicas. É local de eleição para a prática do parapente.

Marialva

“Em tempos imemoriais, vivia na vila, num lindo edifício com duas altaneiras torres, uma esbelta moura de seu nome Marialva, por quem um audaz cavaleiro nazareno se tomou de amores.”

Marialva é uma das das mais místicas Aldeias Históricas de Portugal. O património edificado de Marialva não deixa indiferente quem a visita. A Cisterna Quinhentista, as igrejas de S. Pedro e S. Tiago e o solar dos Marqueses de Marialva são alguns dos exemplos do referido património.

Situada num planalto, no topo de um cabeço rochoso, é uma das mais fascinantes cidadelas medievais portuguesas.

Destaque ainda para a gastronomia e para o turismo rural que são referências no panorama nacional e internacional.

Monsanto

Conhecida como “A aldeia mais portuguesa de Portugal”, graças ao estatuto alcançado num concurso do Estado Novo, em 1938, a Aldeia Histórica de Monsanto é realmente um dos lugares mais genuínos do país.

Ergue-se a mais de 750 metros de altitude, numa das maiores e mais impressionantes formações geológicas do país.

Os pedregulhos quase que se confundem com a própria aldeia. Nas construções alguns servem de chão, outros de parede e outros até servem de tecto. Tudo isto transformou de forma harmoniosa, ao longo dos anos, a arquitectura da aldeia conferindo-lhe um misticismo único no país.

Piódão

Localizada em plena Serra do Açor, no Concelho de Arganil, a Aldeia Histórica do Piódão é um pouco diferente das outras Aldeias Históricas de Portugal.

Aqui reina o xisto. O conjunto arquitetónico da aldeia e o seu enquadramento na encosta conferem-lhe uma beleza natural.

A disposição dos edifícios ao longo da encosta, as casas de xisto e lousa e as janelas pintadas de azul proporcionaram-lhe a designação de “aldeia presépio”.

Sortelha

Daqui a vista é deslumbrante. Do alto do castelo do séc. XIII avistamos o vale do Alto Côa em todo o seu esplendor.

Sortelha é uma das Aldeias Histórica de Portugal mais bem preservadas, no que diz respeito à arquitectura medieval do país. O património arquitectónico e histórico é indescritível. Do gótico ao manuelino o melhor é mesmo visitar e explorar.

Bem vindo à Idade Média…

Trancoso

A Aldeia Histórica de Trancoso é cidade desde o dia 9 de dezembro de 2004.

Aqui se desenrolaram algumas das batalhas mais marcantes na formação e independência do reino. Foi uma das mais importantes vilas medievais portuguesas, graças à sua posição estratégica.

Castelo de Trancoso

Trancoso

O espólio judaico é um dos mais importantes do país.

Gonçalo Annes Bandarra, conhecido por Sapateiro de Trancoso foi uma das figuras da literatura nacional do séc. XVI. Sapateiro e profeta messiânico “previu” em verso o futuro do país.

A beleza agreste de Monsanto

Aldeia Histórica de Portugal, Monsanto detém um encanto singular, para o que contribuem os dois títulos atribuídos: Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, em 1938, e o de Aldeia Histórica em 1995.

Monsanto atinge 758 metros e situa-se a nordeste de Idanha, na encosta de uma elevação escarpada que à vista de quem se aproxima surge abruptamente. Pelas várias vertentes da encosta e no sopé do monte existem vários lugarejos dispersos.

Trata-se de um local muito antigo, onde se regista a presença humana desde o paleolítico. Vestígios arqueológicos dão conta de um castro lusitano e da ocupação romana no denominado campo de S. Lourenço, no sopé do monte. Vestígios da permanência visigótica e árabe foram também encontrados.

Em Monsanto, não deixe de visitar o castelo, o forno comunitário, a Capela de São Miguel, os chafarizes e as torres de menagem. A “casa de uma só telha”, com cobertura de rocha granítica é o ex-libris desta terra raiana, bem como a Torre do Relógio, a capela românica de São Pedro de Vir à Corça. Aproveite a deslocação e conheça ainda o castelo templário de Penha Garcia ou a povoação de Salvaterra do Extremo. Locais inesquecíveis…

A aldeia de Monsanto foi designada em 1938 a mais portuguesa de Portugal, conservando a salvo o típico traçado das aldeias beirãs. A ocupação humana do lugar data-se do Paleolítico, sendo que no base do monte foram encontrados vestígios de um castro e de termas, provavelmente da época romana.

“A aldeia foi conquistada por Afonso Henriques, sendo doada pelo monarca aos Cavaleiros Templários, que aí ergueram o primitivo castelo. A coroa intentou fixar a população naquele lugar íngreme e de difícil acesso, e ao longo da Idade Média Monsanto foi um importante centro regional de comércio”.

Monsanto no Festival da canção

Monsanto foi o primeiro cenário escolhido pela organização do Festival Eurovisão da Canção para a gravação dos postais que apresentaram os participantes no evento, que pela primeira vez aconteceu em Portugal.

A aldeia mais portuguesa de Portugal serviu de apresentação ao concorrente da Áustria, Cesár Sampson. Segundo a televisão pública, Cesár Sampson passou alguns dias em filmagens na aldeia de Monsanto, mostrando o castelo e descendo a colina em BTT.

 

15 Aldeias Históricas

Monsanto foi eleita para o Top 15 das Aldeias Históricas mais encantadoras de Portugal e a lista é do Skyscanner, motor de pesquisa mundial de viagens.

Esta foi a primeira seleção anual de aldeias históricas e leva em consideração as características de cada aldeia, incluindo a história, a autenticidade, a beleza da paisagem circundante e as sugestões dos viajantes.

Segundo o estudo, descobrir as aldeias históricas de Portugal é caminhar no tempo e nos costumes. É viajar pela nossa história e visitar monumentos incríveis. É caminhar nas ruas, dar dois dedos de conversa a um desconhecido e sentir-se em casa.

A lista é liderada por Almeida depois Sortelha, em terceiro lugar Idanha-a-Velha e em quarto Monsanto. Nesta lista estão ainda Cerdeira, Dornes, O Castelo de Almourol em Vila Nova da Barquinha, Podense, Monsaraz, Santa Maria do Marvão, Santa Susana no Alentejo, Évora Monte, Alte, Curral das Freiras na Madeira, Cuada na Ilha das Flores – Açores

Belmonte, terra de mistério e de história

A Vila de Belmonte já é por si só enigmática e envolvente. O Castelo Medieval, erigido bem no alto e em posição dominante sobre uma das margens do Rio Zêzere, para que todos o possam contemplar, torna-se um dos pontos fortes da visita… mas está longe de ser o único.

Belmonte faz parte da Rede de Aldeias Históricas de Portugal e da Rede de Judiarias de Portugal.

Castelo de Belmonte

A construção do Castelo data do século XIII. É em 1258 que D. Afonso III autoriza D. Egas Fafe, bispo de Coimbra, a construir uma Torre e o Castelo. Algumas escavações arqueológicas realizadas, revelaram que terá existido um sistema defensivo anterior no local onde se ergue hoje o Castelo.

Em 1466 D. Afonso V doa o Castelo a Fernão Cabral I. Torna-se a residência da família Cabral e vai sofrendo várias transformações ao longo dos tempos. Destaca-se a janela de Estilo Manuelino, do século XVI.

Castelo de Belmonte

Castelo de Belmonte

Comunidade Judaica de Belmonte

Esta é uma das terras portuguesas onde a presença dos judeus e da cultura judaica está mais presente. Fixou-se aqui uma importante comunidade judaica, que aumentou substancialmente no séc. XV, quando os Reis Católicos de Espanha publicaram o Édito de expulsão dos judeus em 1492.

Sinagoga de Belmonte

Sinagoga de Belmonte

Durante esse período, muitos dos judeus expulsos de Espanha, estabeleceram-se na raia, caso de Belmonte. As casas situavam-se, como era regra, fora das muralhas do castelo, no Bairro de Marrocos, onde ainda se vêem, gravados na pedra junto das portas, símbolos das profissões exercidas pelos membros da comunidade, como a tesoura que identifica o alfaiate.

Património de Belmonte

A riquesa patrimonial não se resume ao património judaico. Além do castelo e da Sinagoga Bet Eliahu, templo espiritual judaico, encontramos vários edificios e vestigios, de interesse arquitetónico e histórico, que atravessam várias épocas: Antigos Paços de Concelho, Câmara Municipal, Capelas de Santo António e do Calvário, Estátua de Pedro Alvares Cabral, Igreja de Santiago e Panteão dos Cabrais, Igreja Matriz, Pelourinho, Posto de Turismo, Pousada Convento de Belmonte, Solar dos Cabrais (atual Biblioteca e Arquivo Municipal) e a Villa da Quinta da Fórnea.

Museus de Belmonte

Apesar do posicionamento no interior de Portugal, a história de Belmonte surge, normalmente, associada à história dos Descobrimentos. Foi terra natal de Pedro Álvares Cabral, o navegador, que no ano de 1500 comandou a segunda armada à India, durante a qual se descobriu oficialmente o Brasil. É relevante visitar o Museu dos Descobrimentos de Belmonte.

Belmonte ocupa um lugar de destaque na história da Comunidade Judaica de Portugal e da Peninsula Ibéricas. O Museu Judaico conta-nos essa história.

O Rio Zêzere está intrinsicamente ligado a Belmonte. O Ecomuseu do Zêzere, instalado na antiga Tulha dos Cabrais deixa-nos percorrer, troço a troço, o percurso do rio Zêzere, desde a sua nascente até à foz.

Freguesias de Belmonte

Todas as freguesias têm algo de histórico para visitar. Constituída por quatro freguesias, Maçaínhas, Inguías, Caria e freguesia de Belmonte e Colmeal da Torre, em cada uma delas irá encontrar algo histórico e marcante.

No Colmeal da Torre encontrará o “Centum Cellas”, talvez o monumento mais enigmático de todos.  A funcionalidade deste monumento ainda não é totalmente conclusiva, mas segundo os últimos estudos, as ruínas constam da era Romana, do Séc. I A.C., e que na altura serviria como prisão e posteriormente como local para arrecadar várias matérias-primas.

Numa outra freguesia, Caria, encontrará um local de muitas tradições e lendas. Aqui poderá visitar a casa da Torre, o Solar Pessanha, os Palacetes dos Viscondes de Tinalhas, a Casa da Roda, das caras ou a Casa da Câmara. Motivos não lhe faltarão para se colocar a caminho.

Entre a freguesia de Caria e Belmonte, irá encontrar a Quinta da Fórnea, um local que não poderá perder por motivo nenhum. A Fórnea é um conjunto de ruínas romanas do Séc. II. As ruínas foram descobertas recentemente, mais concretamente em 1999, aquando de umas escavações para a criação de uma autoestrada.

Em Maçaínhas, outra das localidades belmontenses, foi criada uma Carta Arqueológica, designada Casal da Poeja, para que ficasse assinalada a descoberta de alguns fragmentos de cerâmica romana.

Poderia enumerar-lhe mais locais de visita, locais de repasto ou até de dormida, mas fico-me por aqui. Este são alguns dos motivos que o poderão trazer até Belmonte, e espero sinceramente ter-lhe aguçado a curiosidade para vir conhecer estes locais de muita história e encanto.

Linhares da Beira, imponente e bucólica…

Implantada numa das encostas da Serra da Estrela, ponto de defesa estratégico, Linhares da Beira faz parte da Rede de Aldeias Históricas de Portugal. Ergue-se no meio de paisagem bucólica respirando a brisa do Mondego.

Ao chegarmos a Linhares conseguimos imaginar a agitação daquelas ruas e vielas noutros tempos.

A aldeia encontra-se bem conservada e o seu castelo domina a paisagem, do alto de um enorme maciço granítico.

Castelo e Muralhas de Linhares da Beira

O castelo de Linhares da beira é uma das mais notáveis fortalezas góticas do país e considerado uma das fortificações medievais mais importantes da Beira Interior.

Castelo de Linhares da Beira

Ergue-se hoje, majestoso, sobre um enorme maciço granítico. Foi Dom Dinis quem mandou edificar aquela que é considerada uma das mais importantes fortalezas góticas da Beira Interior.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção

A Igreja Matriz original data do século XII, foi no entanto, durante o séc. XVI e a mando de D. João II, remodelada e nessa altura dedicado a Nossa Senhora da Assunção.

Igrela Matriz - Linhares da Beira

Casa da Câmara e Cadeia

Este Edifício de dois pisos, ornamentado com as armas de D. Maria (1777-1816), está enquadrado com outras construções municipais como o fórum e o pelourinho.

Nos tempos medievais terá funcionado como cadeia. Podemos comprovar isso observando a grade da janela inferior esquerda, ainda em perfeitas condições. Já foi escola e residência de professores e, atualmente, alberga as instalações da Junta de Freguesia de Linhares. Podemos observar no interior algumas peças decorativas de interesse histórico.

Antiga Hospedaria e Hospital da Misericórdia

Este edifício é um marco importante no que se refere à compreensão das solidariedades medievais.

Foi albergaria, depois hospital da Misericórdia… Serviu de apoio a pobres, peregrinos, doentes e a todos os que, de passagem ou vivendo em Linhares da Beira, necessitassem de abrigo ou de tratamento.

D. Sancho I, em testamento, contemplou esta albergaria com uma soma de 100 maravedis.

Nas extremidades do edifício podemos observar duas gárgulas, uma antropomórfica e outra zoomórfica, que a tradição local diz representarem o diabo e uma cabra. Daí nasceram várias lendas atribuídas a D. Lôpa, dita outrora proprietária desta casa que teria pacto com o diabo.

Calçada Romana / Estrada dos Almocreves

A Calçada Romana de Linhares da Beira esteve integrada na denominada Via da Estrela. Constituiu parte do troço que ligava Mangualde a Linhares seguindo para Videmonte.

Calçada Romana - Linhares da Beira

A calçada é pavimentada com blocos graníticos retangulares e desce até à Ribeira de Linhares, numa extensão quase contínua de 1300m e com uma largura média de 4m.

Fonte Barbosa

Fonte de mergulho ou de chafurdo, com planta quadrangular e ostentando o brasão da vila de Linhares da Beira. A abertura era em arco perfeito. Foi fechada por motivos sanitários.

Fonte de Mergulho e Fórum

A fonte é construída em pedra e exibe as armas do município. E o local de reunião da assembleia de homens bons de Linhares, onde se tomavam as decisões de carácter administrativo, legislativo e judicial.

Nestas assembleias os oficiais e homens bons de Linhares agiriam em conformidade com o texto da carta de foral que Linhares havia recebido.

O espaço de reunião, dito «fórum», monumento verdadeiramente singular no nosso país, está situado no “Largo do Pelourinho” e exibe uma construção granítica à qual se acede por três degraus.

No interior encontra-se uma mesa rodeada de bancos corridos, vendo-se por detrás o brasão de Linhares. Este espaço chegou a estar envolvido por uma armação em madeira, coberta com telha, para melhor proteger os homens que aí deliberavam.

É interessante verificar que está assente sob uma nascente de água, com abertura em arco quebrado, apresentando no seu interior uma cobertura em abóbada.

Fonte de São Caetano

A fonte foi restaurada em 1829, segundo se pode ler na inscrição ali gravada. Ostenta as armas reais com uma coroa e possui um nicho que abrigava a imagem de S. Caetano, hoje desaparecida. Termina, no topo, com uma cruz.

Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia ergue-se no local da antiga paróquia de Santo Isidoro. Vestígios românicos podem ver-se no portal lateral em arco quebrado e na fresta que ilumina a capela-mor.

Em 1576 acolheu a Misericórdia sofrendo remodelações até ao século XVII. A Igreja de Santo Isidoro é mencionada na taxação de 1320 e dela subsiste, como marca mais assinalável, o portal lateral com um tímpano decorado geometricamente.

Igreja da Misericórdia - Linhares da Beira

Apesar das alterações de que foi sendo alvo, em especial nos inícios do século XVII (1622), esta igreja oferece alguns detalhes de muito interesse, como a justaposição de diversas estruturas, o corpo do campanário, a igreja e a sacristia.

De nave única e três altares, o seu teto tripartido de madeira pintada e a capela-mor, revestida de caixotões também de madeira pintada, convidam a uma visita atenta. O coro, em madeira, tem um púlpito de talha que ainda mantém as escadas de acesso.

No pavimento, há dois túmulos com as respetivas epígrafes, sendo um deles de 1610. Como pontos de interesse assinalam-se ainda um inquietante Cristo articulado e algumas pinturas que geralmente se atribuem à escola de Grão Vasco, com destaque para a “Adoração” e a “Fuga para o Egipto”. Nela se depositam, igualmente, as bandeiras da Misericórdia que desfilam, ainda hoje, nas procissões.

Pelourinho

Pelourinho quinhentista de ornamentação manuelina com a esfera armilar e uma cruz. A sua expressiva verticalidade é o símbolo da personalidade jurídica do concelho. Por vezes nele eram aplicados castigos públicos, para servirem de exemplo da justiça concelhia.

Este Pelourinho está relacionado com a concessão do foral manuelino de 1510. Nele podia ter lugar a aplicação de certos castigos, mas nunca a execução de qualquer sentença de morte.

Ainda restam vestígios do que poderá ter sido uma argola de ferro onde se prendiam os prevaricadores. Mas a sua presença servia para lembrar o direito do concelho a uma justiça própria que punindo os infratores se necessário, tenderia a manter a ordem e a paz internas.

O pelourinho de Linhares tem uma base octogonal de três andares, o primeiro com o dobro da altura dos restantes. A coluna compõe-se de uma base quadrangular, decorada com esferas, e de um fuste octogonal. O capitel, em forma de cone invertido, exibe uma decoração própria da época manuelina, com uma ornamentação baseada em folhagens, que culmina com o coroamento da esfera armilar e uma cruz.

Solar Corte Real

Data do século XVIII, imponente na sobriedade do seu traçado, é rematado por uma cornija em que se inscreve um brasão. Nos anos 40 do século XX o edifício ficou profundamente danificado, tendo sido restaurado e hoje dá lugar a uma unidade de alojamento.

Solar Pina Aragão

Solar Setecentista, com uma provável raiz construtiva no século XVI, localiza-se no alto da vila e ostenta brasão em pedra com as armas da família.

O edifício é constituído por uma extensa frontaria com três zonas distintas na fachada principal, apresenta dois pisos e a planta que sustenta a construção é de forma retangular.

São conhecidas algumas figuras de renome na localidade ligadas a esta família, tais como o setecentista Luís de Pina Aragão, superintendente das Coudelarias da Guarda e João de Pina Aragão, médico já no século XIX.

Enquadramento de Linhares da Beira

A freguesia de Linhares da beira é uma freguesia portuguesa pertencente ao concelho de Celorico da Beira.

Ocupa uma área de 15,71 km² e tem, segundo os censos de 2011, 259 habitantes e uma densidade populacional de 16,5 hab/km².

Foi vila e sede de concelho com foral concedido em 1169 po D. Afonso Henriques. O concelho foi extinto em 1855. Tinha, de acordo com o censo de 1849, 7 079 habitantes em 174 km² e 12 freguesias. Em 1801 tinha 5087 habitantes em 164 km² e 13 freguesias.

Évora, a cidade museu

Não é por acaso que a designação de museu seja empregue a esta cidade, isto porque falamos de um local que é Património Mundial da Unesco desde 1986.

O fascínio por Évora é despoletado pela encanto tradicional que o centro histórico emana, e pela longa história que se vai descobrindo ao fazer passeios pelas suas calçadas e ruas estreitas.

Património de Évora

O deslumbramento inicia-se à entrada do centro de Évora, com as imponentes muralhas a guardar quem cá vive, mas  ficará igualmente encantado com os vestígios dos tempos dos romanos, edifícios medievais, palácios e conventos que são provas da era dourada de Portugal (séculos XV e XVI).

“O seu património arquitetónico e artístico é tão omnipresente e impressivo que, por si só, guia os passos de quem gosta de caminhar sem rumo: do romano ao neoclássico, passando pelo gótico e pelas várias expressões do manuelino, da renascença e do barroco, todas as épocas da história estão documentadas com obras que nos enchem os olhos e a alma. Referindo só o essencial, precisará de algumas horas para visitar o Templo Romano, a Catedral de Santa Maria, a Igreja de S. Francisco e a Capela dos Ossos, o Palácio D. Manuel, a Ermida de S. Brás, o Mirante da Casa Cordovil, a Janela manuelina da Casa de Garcia de Resende, o antigo Colégio do Espírito Santo, atual Universidade, a Igreja da Misericórdia, a Praça do Giraldo e o Teatro Garcia de Resende.” (Visit Alentejo)

Pixabay

Praça do Giraldo

Capital Europeia da Cultura em 2027

A cidade de Évora anunciou oficialmente, em novembro do ano passado, em Paris, França, intenção de se candidatar a Capital Europeia da Cultura em 2027.

Os promotores da candidatura de Évora estão a preparar o processo e só mais tarde será decidida a sua concretização, estando a decisão sobre a Capital Europeia da Cultura em 2027 prevista para cinco anos antes, em 2022.

Gastronomia alentejana em Évora

Na grande maioria dos restaurantes de Évora, a gastronomia alentejana é rainha. Grande parte da comida alentejana tradicional que se come em Évora é comum às restantes zonas do Alentejo. Mas há bastantes pratos típicos do distrito que pode provar, quase exclusivamente, nos restaurantes de Évora.

Produtos e pratos do distrito de Évora

Queijo de Évora – DOP

O queijo de Évora é curado, de pasta dura ou semi-dura e com cor ligeiramente amarelada. A forma é tradicional do Alentejo, circular e de dimensões reduzidas. A sua classificação tem a designação comum DOP (Denominação de Origem Protegida).

Vinhos – DOC

No Alentejo, existem 8 sub-regiões que produzem vinho alentejano. A Região de Turismo de Évora engloba 5 destas sub-regiões vitivinícolas de vinho DOC (Denominação de Origem Controlada). Mesmo perto da cidade, a produção é feita pela premiada Adega da Cartuxa, com os vinhos Pêra Manca, Cartuxa e Monte dos Pinheiros.

Gastronomia Alentejana tradicional em Évora

Existem vários partos alentejano que são sempre obrigatórios na mesa de um turista, falamos-lhe da açorda, do gaspacho e da sopa de tomate, bem como as carnes de caça, grelhadas, ensopadas ou no forno. Mas um dos ex-libris alentejanos é sem sombras de dúvida as maravilhosas migas de todos os géneros e feitios.

E a parte predilecta disto tudo são os doces… Região e cidade riquíssimas em doçaria, em Évora a especialidade são as queijadas e o Torreão Real de Évora. Mas é impensável sair do Alentejo sem provar as Tibornas ou a famosa sericaia!

 

A distinta e histórica cidade de Trancoso

A cidade

A vila de Trancoso foi elevada à categoria de cidade em 9 de Dezembro de 2004, mas continua a ser uma cidade beirã, de costumes enraizados e de gentes fiéis, que lhe oferece o que de melhor existe por estas bandas.

Os locais de visita são vários e com histórias bastante intrincadas, portanto, vá com tempo para poder desfrutar e ficar a conhecer melhor o castelo e as muralhas de Trancoso, bem como poder percorrer o itinerário Judaico e desvendar a história no Centro de Interpretação Judaico Isaac Cardoso.

Entre pelas portas d’El Rei, passe pela Judiaria e pela Casa do Gato Preto, e não se esqueça do antigo quartel-general de Beresford. Como pode ver os motivos são de sobra para partir à descoberta desta terra carregada de histórias e contos tradicionais.

Rede de Judiarias

Pressupõe-se que a presença judaica em Trancoso seja anterior à afamada feira de S. Bartolomeu, que foi implementada a 1273. Foi também em Trancoso, que por volta do Século XVI, viveu por cá a maior comunidade Judaica da região, que sofrera nos anos subsequentes sob a mão da Inquisição, exterminando os judeus, normalmente pessoas ricas e muito trabalhadoras, como era o caso dos sapateiros, mercadores, tecelões ou alfaiates, portanto, mão de obra qualificada.

“O património judaico de Trancoso manifesta-se através da documentação escrita, nos usos e costumes, mas também no aspeto material, com a Casa do Gato Preto ou Leão de Judá, o Poço do Mestre, e alguns elementos arquitetónicos com interesse, inscritos nos imóveis do Centro Histórico. Este legado justificou a construção do Centro de Interpretação da Cultura Judaica Isaac Cardoso e com a Casa do Bandarra”. (Rede de Judiarias)

 

Produtos típicos de Trancoso

Sardinhas doces: As Sardinhas Doces são uma especialidade da doçaria conventual e a sua história remonta aos finais do século XVII, ao Convento de Freiras da Ordem de Santa Clara, em Trancoso. Produzidas com gemas de ovos, amêndoa, chocolate, açúcar, azeite, sal e a canela. Com um travo a canela e amêndoa esta iguaria é digna de qualquer mesa.

Enchidos: A Casa da Prisca, empresa de Trancoso, é um nome sonante no território português no que toca a enchidos, presuntos entre outras iguarias produzidas por terras da beira alta. Centros de lombos, chouriças, morcelas, em cura natural ou tradicional, em frascos ou fatiado aqui o mais difícil é claramente decidir o que experimentar.

Enchidos da Guarda

Enchidos da Guarda

Castanhas: Zona de soutos, por Trancoso a castanha é rainha e senhora das terras e das gentes. Há quem invente compotas, doces, misturas culinárias, mas também o pastel de nata de castanha, uma verdadeira delícia! Com destaque especial pela altura de novembro, o fruto seco vira paladar principal na Feira da Castanha, evento criado pela autarquia que quer elevar o seu potencial da castanha ao máximo.

Onde comer

Restaurante Chafariz do Vento

Localizado à entrada de Trancoso, o local de repasto conta já com vários anos neste ramo. Um restaurante “Clean”, bastante airoso, elegante e acolhedor, onde a comida é regional/ tradicional, muito bem confecionada, e que o fará sentir-se em casa. Qualidade preço o rácio é muito bom. Aqui poderá escolher um bom vinho da beira para acompanhar uma deliciosa refeição que o deixará de “queixo caído”.

Quinta de Santo André

Local de eventos, a Quinta de Santo André localiza-se no centro de Trancoso, e louva-se por um espaço amplo, natural e muito agradável. No que toca às refeições, por cá é tudo confecionado com produtos de qualidade e em fartura. Um ótimo local para apreciar uma deliciosa refeição acompanhada por um passeio em dias de sol!

 

Onde Ficar

Hotel Turismo de Trancoso

Sofisticado e contemporâneo, é uma unidade hoteleira que se destaca nesta localidade tão histórica. Muito próximo do centro, após a recolha ao hotel poderá desfrutar do bar, piscina interior climatizada, ginásio, banho turco, sauna,  jardim interior proporcionam bom ambiente único.

Casas do Aidro

Com atividades distintas, e com um público alvo muito especifico, as Casas do Aidro, em Freches, Trancoso, oferece-lhe paisagens fantásticas, e a calma que por vezes é precisa. O alojamento disponibiliza-lhe na sua página vários roteiros e especificidades para aproveitar melhor a sua estada.

A “aura” medieval de Sortelha

O nosso ponto de partida para hoje são as Aldeias Históricas de Portugal. Já aqui falamos deste projeto que é uma das jóias do território português, as 12 aldeias localizadas no centro de Portugal e que contêm em si toda a sua originalidade e autenticidade.

Há uns meses falamos-lhe dos 5 Motivos para se fascinar com a nobreza de Almeida, e da  beleza e o requinte natural de Figueira de Castelo Rodrigo. Por aqui, continuaremos no distrito da Guarda, mas desta vez vamos para o concelho do Sabugal, mais especificamente, na Aldeia Histórica de Sortelha.

Sortelha

Dista cerca de 30KM da Covilhã, a 13KM do Sabugal e  localizada aproximadamente a 18KM da Vila de Belmonte, Sortelha é uma das aldeias históricas mais bem conservadas de Portugal.

Castelo de Sortelha

Castelo de Sortelha

Com a sua fisionomia urbana e arquitetónica intacta até hoje, Sortelha é uma das mais belas,  antigas e bem conservadas vilas portuguesas. Palco de séries televisivas e notícia em alguns meios de comunicação conhecidos internacionalmente, como é o caso da Revista National Geographic.

“O projecto Aldeias Históricas, iniciado há quase duas décadas, em 1994, e que integrou na mesma rede Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso, num total de quase onze mil habitantes, de acordo com o último Censo. Há um século, porém, no primeiro Censo da República (1911), vivia aqui praticamente o mesmo número de pessoas: 12.131.” (National Geographic)

Por entre muralhas, Sortelha esta repleta de casas e do seu imponente castelo, bem como ruelas estreitas e cuidadas em que o terreno o obrigará a cuidados devido à sua irregularidade. Com vista sobre a Serra da Estrela, Cova da Beira e Belmonte, com a paisagem e o sossego que o deslumbraram.

O que deverá visitar:

Em Sortelha, não deixe de visitar:

  • O castelo e a cintura de muralhas
  • Os Passos de Via Sacra
  • A igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora das Neves
  • As capelas de São Sebastião e de Santiago
  • O antigo Hospital da Misericórdia e a Igreja da Misericórdia
  • Os inúmeros solares e casas senhoriais existentes por toda a povoação
  • “Pedra do Beijo” e “Cabeça da Velha”, dois penedos graníticos com formas invulgares (Centro de Portugal)

 

Bracejo

Poucas são as pessoas que dominam a arte da tecelagem do bracejo, com técnicas artesanais e utilizando uma matéria prima abundante na região. Partindo desta premissa foi assim que as Aldeias Históricas de Portugal dinamizaram um projeto chamado “Entrelaços”, que tem como objetivo promover este saber local, integrá-lo no quotidiano mas com linhas modernas e criar pequenas soluções de comercialização, susceptíveis de gerar mais emprego nesta região.

“O Projecto Entrelaços, materializado na Aldeia Histórica de Portugal de Sortelha, começou o ciclo produtivo de uma linha de mobiliário e de decoração com Marca Aldeias Históricas de Portugal. O percurso marcado por diversas acções de concertação entre agentes, criação de protótipos, teste de produto no mercado, sessões de esclarecimento, workshops e acções de formação-acção, prossegue agora com a criação de 5 postos de trabalho directos (4 artesãos e um coordenador). Aliar a técnica tradicional, à utilização de recursos endógenos (bracejo) e à criatividade dos designers foi o desafio deste projeto.” (AHP)

 

Onde comer

É um local histórico mas aqui também se degustam iguarias típicas e modernas, como é o caso do restaurante Casa da Esquila. Com buffet ou com menu de degustação, o restaurante prima pela excelência e bem servir, sendo detentor de um espaço amplo e confortável. Com muitos clientes aqui aconselha-se que vá cedo para conseguir uma mesa para almoço. Caso a eleição seja um menu de degustação convém antecipadamente fazer a marcação. Mas o restaurante não fica mesmo na aldeia histórica, o que o obrigará a fazer media dúzia de quilómetros para se deslocar até lá.

Caso a deslocação de carro esteja fora dos plano poderá optar pelo restaurante Dom Sancho ou o Celta, locais de repasto que ficam à volta da muralha.

 

Dornes e a simplicidade da Península do Zêzere

Dornes está implantada num braço de terra que avança pelo rio Zêzere, cercado de água por todos lados, exceto um, que liga a terra ao concelho de Ferreira do Zêzere.

Localizada a apenas 10 km de Ferreira do Zêzere, numa agradável enseada da albufeira do Castelo do Bode, a pequena vila de Dornes é uma das mais pitorescas do centro de Portugal. Com paisagens fabulosas, tendo o Rio Zêzere como pano de fundo, a simplicidade e calma são os atributos desta freguesia apelidada de aldeia.

Património de Dornes

Torre Pentagonal – Edificada sobre umas antigas ruína Romanas, por D.Gualdim Paes Mestre Cavaleiro da Ordem dos Templários. Feita de Xisto, com 20 metros de altura.

Torre Pentagonal de Dornes

Torre Pentagonal de Dornes

A Igreja Matriz de Dornes ou Santuário de  Nossa Senhora do Pranto, é um dos Monumento de Interesse Nacional. Com Talha Dourada, e totalmente revestida a azulejo do Sec XV e XVII, conta ainda com um Órgão Ibérico do sec. XVIII, onde se realizam concertos com organistas nacionais e estrangeiros.

Alojamento em Dornes

Dornes é uma localidade portuguesa do concelho de Ferreira do Zêzere, com 21,91 km² de área e 594 habitantes. Tendo em conta estes valores a oferta turística não é extensa, no entanto é de qualidade. Um dos locais é a Casa da Inveja.

“Casa Rústica do final do Sec.XIX situada em Dornes, de ambiente simples e acolhedor fazem da Casa da Inveja cenário ideal para um fim de semana ou dias de férias repousantes Longe do bulício da cidade”. (Casa da Inveja)

 

Grande Rota do Zêzere

“Ao longo de 370 Km, a GRZ- Grande Rota do Zêzere, acompanha o Rio Zêzere desde a nascente, na Serra da Estrela, até à foz, em Constância, onde encontra o Rio Tejo. Projetado para ser multidisciplinar, o percurso pode ser feito a pé, de bicicleta ou de canoa, de forma contínua e encadeada, por troços ou mesmo em circuitos multimodais”. (Aldeias de Xisto)

 

 

Rio de Onor – A aldeia guardada no Montesinho

O Parque Natural de Montesinho (PNM) situa-se no Alto Nordeste transmontano, abarca os concelhos de Bragança e Vinhais, e faz fronteira nas restantes vertentes com Espanha. E é ao concelho de Bragança que pertence Rio de Onor, a aldeia maravilha em área protegida.

Falamos-lhe de uma pequena aldeia de excelência rodeada de montanhas e vales com caraterísticas únicas, casas pequenas de xisto e telhados de lousa. Em Rio de Onor as suas gentes utilizam um dialeto próprio (o rionorês), para preservação das memórias e suas tradições.

Esta aldeia transmontana tem uma aldeia homónima,  Rihonor de Castilla, mesmo do lado espanhol. As populações de ambos os lados vivem essencialmente da agricultura e da pastorícia, onde o sistema comunitário de base ainda se mantém nalguns aspetos do quotidiano.

Onde ficar em Rio de Onor?

Aldeia bastante turística, aqui encontrará pontos turísticos fantásticos e singulares, como o Parque de Campismo Rural de Rio de Onor, local para dormitar.

Com comentários a roçarem o excecional , a Casa da Portela em Rio de Onor é uma casa típica, que  mantém a traça original mas que no interior é apetrechada de novos e sofisticados equipamentos. De muito bom gosto, e com linhas simples aqui poderá passar uns dias com calma, e relaxar com todo o conforto da sua casa.

Área comum da Casa da Portela - Rio de Onor

Área comum da Casa da Portela – Rio de Onor

Outra possibilidade é o Montesinho Turismo está situado numa pequena aldeia no interior do parque natural, a 16Km de Rio de Onor. O alojamento é composto por 6 casas diferentes, algumas localizadas no centro de Gimonde e outras na Quinta das Covas. As acomodações foram totalmente renovadas em estilo contemporâneo, tendo sido mantido o caráter e a atmosfera originais. Estas casas tem uma mais valia que é o preço-qualidade, bastante acessível e com uma qualidade muito satisfatória. A visitar…

O Que fazer?

Pode ser praticada uma variedade de atividades nesta região, tais como observação de aves, observação de fauna, pesca e caminhadas. Com o aluguer de bicicletas poderá ainda conhecer trilhos encantados e pouco conhecidos.

A cerca de 30 minutos de carro do Lago de Sanábria Natural, este é um local que poderá visitar na nossa vizinha Espanha, ou então aproveitar para ir até à capital de distrito, Bragança. Encontrará por terras do nordeste transmontano vários motivos para se apaixonar…

Gastronomia

A gastronomia de Bragança destaca-se pela origem dos ingredientes e pela qualidade dos produtos. Cozinha de confeção relativamente simples, damos-lhe o exemplo da saborosa posta de vitela mirandesa (temperada com sal e colocada nas brasas) é um pitéu de salivar por mais.

Os pratos de caça confecionam-se de maneira tradicional, de onde saem aromáticos estufados paladares únicos e muito típicos.
Na mesa transmontana nunca faltam os enchidos como as alheiras, chouriças, salpicões, presuntos, chouriços e do mel.