A beleza agreste de Monsanto

Aldeia Histórica de Portugal, Monsanto detém um encanto singular, para o que contribuem os dois títulos atribuídos: Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, em 1938, e o de Aldeia Histórica em 1995.

Monsanto atinge 758 metros e situa-se a nordeste de Idanha, na encosta de uma elevação escarpada que à vista de quem se aproxima surge abruptamente. Pelas várias vertentes da encosta e no sopé do monte existem vários lugarejos dispersos.

Trata-se de um local muito antigo, onde se regista a presença humana desde o paleolítico. Vestígios arqueológicos dão conta de um castro lusitano e da ocupação romana no denominado campo de S. Lourenço, no sopé do monte. Vestígios da permanência visigótica e árabe foram também encontrados.

Em Monsanto, não deixe de visitar o castelo, o forno comunitário, a Capela de São Miguel, os chafarizes e as torres de menagem. A “casa de uma só telha”, com cobertura de rocha granítica é o ex-libris desta terra raiana, bem como a Torre do Relógio, a capela românica de São Pedro de Vir à Corça. Aproveite a deslocação e conheça ainda o castelo templário de Penha Garcia ou a povoação de Salvaterra do Extremo. Locais inesquecíveis…

A aldeia de Monsanto foi designada em 1938 a mais portuguesa de Portugal, conservando a salvo o típico traçado das aldeias beirãs. A ocupação humana do lugar data-se do Paleolítico, sendo que no base do monte foram encontrados vestígios de um castro e de termas, provavelmente da época romana.

“A aldeia foi conquistada por Afonso Henriques, sendo doada pelo monarca aos Cavaleiros Templários, que aí ergueram o primitivo castelo. A coroa intentou fixar a população naquele lugar íngreme e de difícil acesso, e ao longo da Idade Média Monsanto foi um importante centro regional de comércio”.

 

Monsanto no Festival da canção

Monsanto foi o primeiro cenário escolhido pela organização do Festival Eurovisão da Canção para a gravação dos postais que apresentaram os participantes no evento, que pela primeira vez aconteceu em Portugal.

A aldeia mais portuguesa de Portugal serviu de apresentação ao concorrente da Áustria, Cesár Sampson. Segundo a televisão pública, Cesár Sampson passou alguns dias em filmagens na aldeia de Monsanto, mostrando o castelo e descendo a colina em BTT.

 

15 Aldeias Históricas

Monsanto foi eleita para o Top 15 das Aldeias Históricas mais encantadoras de Portugal e a lista é do Skyscanner, motor de pesquisa mundial de viagens.

Esta foi a primeira seleção anual de aldeias históricas e leva em consideração as características de cada aldeia, incluindo a história, a autenticidade, a beleza da paisagem circundante e as sugestões dos viajantes.

Segundo o estudo, descobrir as aldeias históricas de Portugal é caminhar no tempo e nos costumes. É viajar pela nossa história e visitar monumentos incríveis. É caminhar nas ruas, dar dois dedos de conversa a um desconhecido e sentir-se em casa.

A lista é liderada por Almeida depois Sortelha, em terceiro lugar Idanha-a-Velha e em quarto Monsanto. Nesta lista estão ainda Cerdeira, Dornes, O Castelo de Almourol em Vila Nova da Barquinha, Podense, Monsaraz, Santa Maria do Marvão, Santa Susana no Alentejo, Évora Monte, Alte, Curral das Freiras na Madeira, Cuada na Ilha das Flores – Açores

Porto Moniz: Onde o mar e as rochas se abraçam

Os arquipélagos portugueses estão numa crescente escalada para alcançar o estrelato internacional. A cada ano que passa alguma particularidade ou local das ilhas é denotado por um jornal, revista ou entidade internacional.

Após a Ilha da Madeira vencer o galardão Mundial da World Travel Awards, tornando-se o Melhor Destino Insular de 2016, de todo o Mundo, foi no primeiro mês de 2018, que a CNN- estação televisiva norte-americana, elegeu as piscinas naturais de Porto Moniz, na ilha madeirense, como uma das 52 melhores praias do planeta.

Vivemos numa altura do tempo e numa sociedade que já conhecemos de tudo um pouco e que por vezes é difícil satisfazer todas as exigências. Um dos casos é quando nos queremos banhar e selecionamos as piscinas habituais, que cumprem a sua função, mas também já se tornam aborrecidas. Todas iguais: cimento, escadas, espreguiçadeira e pouco espaço. Mas quem procura por alguma coisa diferente aposta nas piscinas naturais, e as de Porto Moniz, são uma das opções mais viáveis e lúdicas.

Em Porto Moniz as piscinas são formadas pela lava vulcânica, onde o mar penetra espontaneamente conduzindo água cristalina. O grande “ex-libris” da vila do Porto Moniz, aqui a água é salgada, o espaço tem uma área de 3.800 m², e onde nos podemos molhar tranquilamente e sem receios

Por serem piscinas naturais não são negligenciadas as condições necessárias para o bem estar de quem procura estas instâncias. Aqui encontra uma piscina para crianças, parque infantil e acessos para deficientes, bem como, parque de estacionamento, vestiários e balneários, bar e comodidades como espreguiçadeira e Guarda-sóis para aluguer.

Porto Moniz

Município constituído por quatro freguesias, Porto Moniz, Achadas da Cruz, Ribeira da Janela e Seixal, é o concelho localizado mais a norte da ilha da Madeira, com uma superfície de 8040 hectares e uma população de cerca de 2927 (Censos de 2001) habitante, mas a freguesia do Porto Moniz é a mais populosa, representando ao longo das décadas mais de metade da população do concelho, num total de 1.668 habitantes.

Para além das fantásticas Piscinas Naturais do Porto Moniz, o concelho possui ainda as Piscinas Naturais do Aquário, a Foz da Ribeira da Janela,as Piscinas do Clube Naval do Seixal, Praia do Porto de Abrigo do Seixal e as Poças das Lesmas. Todos eles locais a descobrir pelo próprio pé e com a alma de viajante.

No concelho de Porto Moniz poderá ainda fazer um périplo por todos os miradouros, que têm vistas de perder de vista, falamos-lhe do Miradouro da Santinha, Miradouro do Parque de Merendas, Miradouro do Pico, Miradouro do Redondo, Miradouro do Teleférico, Miradouro do Véu da Noiva e o Miradouro do Porto de Abrigo.

Belmonte, terra de mistério e de história

A Vila de Belmonte já é por si só enigmática e envolvente. O Castelo Medieval, erigido bem no alto e em posição dominante sobre uma das margens do Rio Zêzere, para que todos o possam contemplar, torna-se um dos pontos fortes da visita… mas está longe de ser o único.

Belmonte faz parte da Rede de Aldeias Históricas de Portugal e da Rede de Judiarias de Portugal.

Castelo de Belmonte

A construção do Castelo data do século XIII. É em 1258 que D. Afonso III autoriza D. Egas Fafe, bispo de Coimbra, a construir uma Torre e o Castelo. Algumas escavações arqueológicas realizadas, revelaram que terá existido um sistema defensivo anterior no local onde se ergue hoje o Castelo.

Em 1466 D. Afonso V doa o Castelo a Fernão Cabral I. Torna-se a residência da família Cabral e vai sofrendo várias transformações ao longo dos tempos. Destaca-se a janela de Estilo Manuelino, do século XVI.

Castelo de Belmonte

Castelo de Belmonte

Comunidade Judaica de Belmonte

Esta é uma das terras portuguesas onde a presença dos judeus e da cultura judaica está mais presente. Fixou-se aqui uma importante comunidade judaica, que aumentou substancialmente no séc. XV, quando os Reis Católicos de Espanha publicaram o Édito de expulsão dos judeus em 1492.

Sinagoga de Belmonte

Sinagoga de Belmonte

Durante esse período, muitos dos judeus expulsos de Espanha, estabeleceram-se na raia, caso de Belmonte. As casas situavam-se, como era regra, fora das muralhas do castelo, no Bairro de Marrocos, onde ainda se vêem, gravados na pedra junto das portas, símbolos das profissões exercidas pelos membros da comunidade, como a tesoura que identifica o alfaiate.

Património de Belmonte

A riquesa patrimonial não se resume ao património judaico. Além do castelo e da Sinagoga Bet Eliahu, templo espiritual judaico, encontramos vários edificios e vestigios, de interesse arquitetónico e histórico, que atravessam várias épocas: Antigos Paços de Concelho, Câmara Municipal, Capelas de Santo António e do Calvário, Estátua de Pedro Alvares Cabral, Igreja de Santiago e Panteão dos Cabrais, Igreja Matriz, Pelourinho, Posto de Turismo, Pousada Convento de Belmonte, Solar dos Cabrais (atual Biblioteca e Arquivo Municipal) e a Villa da Quinta da Fórnea.

Museus de Belmonte

Apesar do posicionamento no interior de Portugal, a história de Belmonte surge, normalmente, associada à história dos Descobrimentos. Foi terra natal de Pedro Álvares Cabral, o navegador, que no ano de 1500 comandou a segunda armada à India, durante a qual se descobriu oficialmente o Brasil. É relevante visitar o Museu dos Descobrimentos de Belmonte.

Belmonte ocupa um lugar de destaque na história da Comunidade Judaica de Portugal e da Peninsula Ibéricas. O Museu Judaico conta-nos essa história.

O Rio Zêzere está intrinsicamente ligado a Belmonte. O Ecomuseu do Zêzere, instalado na antiga Tulha dos Cabrais deixa-nos percorrer, troço a troço, o percurso do rio Zêzere, desde a sua nascente até à foz.

Freguesias de Belmonte

Todas as freguesias têm algo de histórico para visitar. Constituída por quatro freguesias, Maçaínhas, Inguías, Caria e freguesia de Belmonte e Colmeal da Torre, em cada uma delas irá encontrar algo histórico e marcante.

No Colmeal da Torre encontrará o “Centum Cellas”, talvez o monumento mais enigmático de todos.  A funcionalidade deste monumento ainda não é totalmente conclusiva, mas segundo os últimos estudos, as ruínas constam da era Romana, do Séc. I A.C., e que na altura serviria como prisão e posteriormente como local para arrecadar várias matérias-primas.

Numa outra freguesia, Caria, encontrará um local de muitas tradições e lendas. Aqui poderá visitar a casa da Torre, o Solar Pessanha, os Palacetes dos Viscondes de Tinalhas, a Casa da Roda, das caras ou a Casa da Câmara. Motivos não lhe faltarão para se colocar a caminho.

Entre a freguesia de Caria e Belmonte, irá encontrar a Quinta da Fórnea, um local que não poderá perder por motivo nenhum. A Fórnea é um conjunto de ruínas romanas do Séc. II. As ruínas foram descobertas recentemente, mais concretamente em 1999, aquando de umas escavações para a criação de uma autoestrada.

Em Maçaínhas, outra das localidades belmontenses, foi criada uma Carta Arqueológica, designada Casal da Poeja, para que ficasse assinalada a descoberta de alguns fragmentos de cerâmica romana.

Poderia enumerar-lhe mais locais de visita, locais de repasto ou até de dormida, mas fico-me por aqui. Este são alguns dos motivos que o poderão trazer até Belmonte, e espero sinceramente ter-lhe aguçado a curiosidade para vir conhecer estes locais de muita história e encanto.

Linhares da Beira, imponente e bucólica…

Implantada numa das encostas da Serra da Estrela, ponto de defesa estratégico, Linhares da Beira faz parte da Rede de Aldeias Históricas de Portugal. Ergue-se no meio de paisagem bucólica respirando a brisa do Mondego.

Ao chegarmos a Linhares conseguimos imaginar a agitação daquelas ruas e vielas noutros tempos.

A aldeia encontra-se bem conservada e o seu castelo domina a paisagem, do alto de um enorme maciço granítico.

Castelo e Muralhas de Linhares da Beira

O castelo de Linhares da beira é uma das mais notáveis fortalezas góticas do país e considerado uma das fortificações medievais mais importantes da Beira Interior.

Castelo de Linhares da Beira

Ergue-se hoje, majestoso, sobre um enorme maciço granítico. Foi Dom Dinis quem mandou edificar aquela que é considerada uma das mais importantes fortalezas góticas da Beira Interior.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção

A Igreja Matriz original data do século XII, foi no entanto, durante o séc. XVI e a mando de D. João II, remodelada e nessa altura dedicado a Nossa Senhora da Assunção.

Igrela Matriz - Linhares da Beira

Casa da Câmara e Cadeia

Este Edifício de dois pisos, ornamentado com as armas de D. Maria (1777-1816), está enquadrado com outras construções municipais como o fórum e o pelourinho.

Nos tempos medievais terá funcionado como cadeia. Podemos comprovar isso observando a grade da janela inferior esquerda, ainda em perfeitas condições. Já foi escola e residência de professores e, atualmente, alberga as instalações da Junta de Freguesia de Linhares. Podemos observar no interior algumas peças decorativas de interesse histórico.

Antiga Hospedaria e Hospital da Misericórdia

Este edifício é um marco importante no que se refere à compreensão das solidariedades medievais.

Foi albergaria, depois hospital da Misericórdia… Serviu de apoio a pobres, peregrinos, doentes e a todos os que, de passagem ou vivendo em Linhares da Beira, necessitassem de abrigo ou de tratamento.

D. Sancho I, em testamento, contemplou esta albergaria com uma soma de 100 maravedis.

Nas extremidades do edifício podemos observar duas gárgulas, uma antropomórfica e outra zoomórfica, que a tradição local diz representarem o diabo e uma cabra. Daí nasceram várias lendas atribuídas a D. Lôpa, dita outrora proprietária desta casa que teria pacto com o diabo.

Calçada Romana / Estrada dos Almocreves

A Calçada Romana de Linhares da Beira esteve integrada na denominada Via da Estrela. Constituiu parte do troço que ligava Mangualde a Linhares seguindo para Videmonte.

Calçada Romana - Linhares da Beira

A calçada é pavimentada com blocos graníticos retangulares e desce até à Ribeira de Linhares, numa extensão quase contínua de 1300m e com uma largura média de 4m.

Fonte Barbosa

Fonte de mergulho ou de chafurdo, com planta quadrangular e ostentando o brasão da vila de Linhares da Beira. A abertura era em arco perfeito. Foi fechada por motivos sanitários.

Fonte de Mergulho e Fórum

A fonte é construída em pedra e exibe as armas do município. E o local de reunião da assembleia de homens bons de Linhares, onde se tomavam as decisões de carácter administrativo, legislativo e judicial.

Nestas assembleias os oficiais e homens bons de Linhares agiriam em conformidade com o texto da carta de foral que Linhares havia recebido.

O espaço de reunião, dito «fórum», monumento verdadeiramente singular no nosso país, está situado no “Largo do Pelourinho” e exibe uma construção granítica à qual se acede por três degraus.

No interior encontra-se uma mesa rodeada de bancos corridos, vendo-se por detrás o brasão de Linhares. Este espaço chegou a estar envolvido por uma armação em madeira, coberta com telha, para melhor proteger os homens que aí deliberavam.

É interessante verificar que está assente sob uma nascente de água, com abertura em arco quebrado, apresentando no seu interior uma cobertura em abóbada.

Fonte de São Caetano

A fonte foi restaurada em 1829, segundo se pode ler na inscrição ali gravada. Ostenta as armas reais com uma coroa e possui um nicho que abrigava a imagem de S. Caetano, hoje desaparecida. Termina, no topo, com uma cruz.

Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia ergue-se no local da antiga paróquia de Santo Isidoro. Vestígios românicos podem ver-se no portal lateral em arco quebrado e na fresta que ilumina a capela-mor.

Em 1576 acolheu a Misericórdia sofrendo remodelações até ao século XVII. A Igreja de Santo Isidoro é mencionada na taxação de 1320 e dela subsiste, como marca mais assinalável, o portal lateral com um tímpano decorado geometricamente.

Igreja da Misericórdia - Linhares da Beira

Apesar das alterações de que foi sendo alvo, em especial nos inícios do século XVII (1622), esta igreja oferece alguns detalhes de muito interesse, como a justaposição de diversas estruturas, o corpo do campanário, a igreja e a sacristia.

De nave única e três altares, o seu teto tripartido de madeira pintada e a capela-mor, revestida de caixotões também de madeira pintada, convidam a uma visita atenta. O coro, em madeira, tem um púlpito de talha que ainda mantém as escadas de acesso.

No pavimento, há dois túmulos com as respetivas epígrafes, sendo um deles de 1610. Como pontos de interesse assinalam-se ainda um inquietante Cristo articulado e algumas pinturas que geralmente se atribuem à escola de Grão Vasco, com destaque para a “Adoração” e a “Fuga para o Egipto”. Nela se depositam, igualmente, as bandeiras da Misericórdia que desfilam, ainda hoje, nas procissões.

Pelourinho

Pelourinho quinhentista de ornamentação manuelina com a esfera armilar e uma cruz. A sua expressiva verticalidade é o símbolo da personalidade jurídica do concelho. Por vezes nele eram aplicados castigos públicos, para servirem de exemplo da justiça concelhia.

Este Pelourinho está relacionado com a concessão do foral manuelino de 1510. Nele podia ter lugar a aplicação de certos castigos, mas nunca a execução de qualquer sentença de morte.

Ainda restam vestígios do que poderá ter sido uma argola de ferro onde se prendiam os prevaricadores. Mas a sua presença servia para lembrar o direito do concelho a uma justiça própria que punindo os infratores se necessário, tenderia a manter a ordem e a paz internas.

O pelourinho de Linhares tem uma base octogonal de três andares, o primeiro com o dobro da altura dos restantes. A coluna compõe-se de uma base quadrangular, decorada com esferas, e de um fuste octogonal. O capitel, em forma de cone invertido, exibe uma decoração própria da época manuelina, com uma ornamentação baseada em folhagens, que culmina com o coroamento da esfera armilar e uma cruz.

Solar Corte Real

Data do século XVIII, imponente na sobriedade do seu traçado, é rematado por uma cornija em que se inscreve um brasão. Nos anos 40 do século XX o edifício ficou profundamente danificado, tendo sido restaurado e hoje dá lugar a uma unidade de alojamento.

Solar Pina Aragão

Solar Setecentista, com uma provável raiz construtiva no século XVI, localiza-se no alto da vila e ostenta brasão em pedra com as armas da família.

O edifício é constituído por uma extensa frontaria com três zonas distintas na fachada principal, apresenta dois pisos e a planta que sustenta a construção é de forma retangular.

São conhecidas algumas figuras de renome na localidade ligadas a esta família, tais como o setecentista Luís de Pina Aragão, superintendente das Coudelarias da Guarda e João de Pina Aragão, médico já no século XIX.

Enquadramento de Linhares da Beira

A freguesia de Linhares da beira é uma freguesia portuguesa pertencente ao concelho de Celorico da Beira.

Ocupa uma área de 15,71 km² e tem, segundo os censos de 2011, 259 habitantes e uma densidade populacional de 16,5 hab/km².

Foi vila e sede de concelho com foral concedido em 1169 po D. Afonso Henriques. O concelho foi extinto em 1855. Tinha, de acordo com o censo de 1849, 7 079 habitantes em 174 km² e 12 freguesias. Em 1801 tinha 5087 habitantes em 164 km² e 13 freguesias.

Feira de São Mateus 2018 – Viseu

A edição de 2017 contou com mais de 1 milhão de visitantes e a organização promete uma Feira de São Mateus 2018 com “uma programação capaz de atrair ainda mais pessoas este ano”.

São já conhecidos alguns dos espectáculos e artistas que vão animar a Feira de São Mateus 2018. Conheça a agenda (em atualização):

15 de Agosto – Mickael Carreira

Mikael Carreira - Feira de São Mateus 2018

Mikael Carreira – Feira de São Mateus 2018

Mickael Carreira sobe pela primeira vez ao Palco Santander da Feira de São Mateus e promete encantar os fãs com o seu estilo romântico e ritmos latinos contagiantes. No dia 15 de agosto, feriado, Viseu vai vibrar ao som de êxitos como “Porque Ainda Te Amo” e “Tudo O Que Tu Quiseres”, e dos últimos singles do artista, “Ya Ya Ya, “Fácil” e “Imaginamos”.

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17 de Agosto – Richie Campbell

Richie Campbell - Feira de São Mateus 2018

Richie Campbell – Feira de São Mateus 2018

Na sexta-feira de 17 de agosto, Richie Campbell sobe ao palco Santander da Feira de São Mateus, cinco anos depois da sua última atuação. Após o lançamento da sua mixtape “Lisboa”, o cantor de reggae e r&b atuou em frente a mais de 14 mil pessoas no Altice Arena. Em Viseu, espera-se também casa cheia para dançar ao som dos ritmos do artista e cantar êxitos como “That’s How We Roll”, “Best Friend” e “Love is an Addiction”.

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18 de Agosto – Ana Moura

Ana Moura - Feira de São Mateus 2018

Ana Moura – Feira de São Mateus 2018

É no dia 18 de agosto que a Feira de São Mateus recebe Ana Moura. Uma noite de sábado para celebrar a música portuguesa. É às 22 horas, no Palco Santander. Êxitos do “Desfado” (2012) – o disco mais vendido em Portugal na última década e que se mantém no top de vendas desde que foi lançado – e “Moura” (2015), o sexto álbum da artista e diretamente galardoado com o Disco de Ouro, marcarão o espetáculo em Viseu.

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24 de Agosto – Anselmo Ralph

Anselmo Ralph - feira de São Mateus 2018

Anselmo Ralph – feira de São Mateus 2018

2018 é um ano de surpresas para os fãs de Anselmo Ralph. A tour “Um Em Um Milhão” traz espetáculos onde o talento, energia e romantismo de Anselmo dão vida a qualquer palco. Novas músicas, novas letras, uma nova imagem e duetos inéditos prometem uma performance única na Feira de São Mateus, no dia 24 de agosto, sexta-feira. Um regresso muito aguardado desde 2015.

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25 de Agosto – Maria Rita

Maria Rita - Feira de São Mateus 2018

Maria Rita – Feira de São Mateus 2018

O Samba brasileiro chega à Feira de São Mateus pela voz de Maria Rita, filha da icónica Elis Regina. A artista apresenta “Amor e Música”, o seu mais recente trabalho. O oitavo álbum na discografia da cantora tem a sua marca na direção e produção, contando com a colaboração de amigos e parceiros, como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Marcelo Camelo, Carlinhos Brown, Moraes Moreira, Davi Moraes, Pretinho da Serrinha, entre outros. É no dia 25 de agosto que a carismática Maria Rita promete contagiar com a sua energia, num concerto inédito e a não perder.

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1 de Setembro – Rui Veloso

Rui Veloso - Feira de São Mateus 2018

Rui Veloso – Feira de São Mateus 2018

Na noite de 1 de setembro, Viseu e a Feira de São Mateus vão cantarolar músicas como “Chicho Fininho”, “Nunca me Esqueci de Ti” e “Não Há Estrelas no Céu. Rui Veloso sobe ao Palco Santander para uma noite com a música portuguesa em destaque.

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8 de Setembro – Diogo Piçarra

Diogo Piçarra - Feira de São Mateus 2018

Diogo Piçarra – Feira de São Mateus 2018

“do=s” é o segundo álbum de estúdio do artista Diogo Piçarra, que irá marcar a Feira de São Mateus. Além de grandes temas da sua carreira como “Tu e Eu”, “Dialeto” e o novo single “História”, Piçarra dará também a conhecer canções do seu novo disco. É no dia 8 de setembro, sábado, no palco Santander.

Xutos e Pontapés – 15 de Setembro

Xutos e Pontapés - Feira de São Mateus 2018

Xutos e Pontapés – Feira de São Mateus 2018

Num ano especial para os Xutos e Pontapés, a banda portuguesa vem atuar a Viseu no fim de semana de fecho da Feira de São Mateus. A guardiã das feiras populares promete receber os Xutos com casa cheia, na noite de 15 de setembro. Será às 22 horas, no Palco Santander.

Évora, a cidade museu

Não é por acaso que a designação de museu seja empregue a esta cidade, isto porque falamos de um local que é Património Mundial da Unesco desde 1986.

O fascínio por Évora é despoletado pela encanto tradicional que o centro histórico emana, e pela longa história que se vai descobrindo ao fazer passeios pelas suas calçadas e ruas estreitas.

Património de Évora

O deslumbramento inicia-se à entrada do centro de Évora, com as imponentes muralhas a guardar quem cá vive, mas  ficará igualmente encantado com os vestígios dos tempos dos romanos, edifícios medievais, palácios e conventos que são provas da era dourada de Portugal (séculos XV e XVI).

“O seu património arquitetónico e artístico é tão omnipresente e impressivo que, por si só, guia os passos de quem gosta de caminhar sem rumo: do romano ao neoclássico, passando pelo gótico e pelas várias expressões do manuelino, da renascença e do barroco, todas as épocas da história estão documentadas com obras que nos enchem os olhos e a alma. Referindo só o essencial, precisará de algumas horas para visitar o Templo Romano, a Catedral de Santa Maria, a Igreja de S. Francisco e a Capela dos Ossos, o Palácio D. Manuel, a Ermida de S. Brás, o Mirante da Casa Cordovil, a Janela manuelina da Casa de Garcia de Resende, o antigo Colégio do Espírito Santo, atual Universidade, a Igreja da Misericórdia, a Praça do Giraldo e o Teatro Garcia de Resende.” (Visit Alentejo)

Pixabay

Praça do Giraldo

Capital Europeia da Cultura em 2027

A cidade de Évora anunciou oficialmente, em novembro do ano passado, em Paris, França, intenção de se candidatar a Capital Europeia da Cultura em 2027.

Os promotores da candidatura de Évora estão a preparar o processo e só mais tarde será decidida a sua concretização, estando a decisão sobre a Capital Europeia da Cultura em 2027 prevista para cinco anos antes, em 2022.

Gastronomia alentejana em Évora

Na grande maioria dos restaurantes de Évora, a gastronomia alentejana é rainha. Grande parte da comida alentejana tradicional que se come em Évora é comum às restantes zonas do Alentejo. Mas há bastantes pratos típicos do distrito que pode provar, quase exclusivamente, nos restaurantes de Évora.

Produtos e pratos do distrito de Évora

Queijo de Évora – DOP

O queijo de Évora é curado, de pasta dura ou semi-dura e com cor ligeiramente amarelada. A forma é tradicional do Alentejo, circular e de dimensões reduzidas. A sua classificação tem a designação comum DOP (Denominação de Origem Protegida).

Vinhos – DOC

No Alentejo, existem 8 sub-regiões que produzem vinho alentejano. A Região de Turismo de Évora engloba 5 destas sub-regiões vitivinícolas de vinho DOC (Denominação de Origem Controlada). Mesmo perto da cidade, a produção é feita pela premiada Adega da Cartuxa, com os vinhos Pêra Manca, Cartuxa e Monte dos Pinheiros.

Gastronomia Alentejana tradicional em Évora

Existem vários partos alentejano que são sempre obrigatórios na mesa de um turista, falamos-lhe da açorda, do gaspacho e da sopa de tomate, bem como as carnes de caça, grelhadas, ensopadas ou no forno. Mas um dos ex-libris alentejanos é sem sombras de dúvida as maravilhosas migas de todos os géneros e feitios.

E a parte predilecta disto tudo são os doces… Região e cidade riquíssimas em doçaria, em Évora a especialidade são as queijadas e o Torreão Real de Évora. Mas é impensável sair do Alentejo sem provar as Tibornas ou a famosa sericaia!

 

A distinta e histórica cidade de Trancoso

A cidade

A vila de Trancoso foi elevada à categoria de cidade em 9 de Dezembro de 2004, mas continua a ser uma cidade beirã, de costumes enraizados e de gentes fiéis, que lhe oferece o que de melhor existe por estas bandas.

Os locais de visita são vários e com histórias bastante intrincadas, portanto, vá com tempo para poder desfrutar e ficar a conhecer melhor o castelo e as muralhas de Trancoso, bem como poder percorrer o itinerário Judaico e desvendar a história no Centro de Interpretação Judaico Isaac Cardoso.

Entre pelas portas d’El Rei, passe pela Judiaria e pela Casa do Gato Preto, e não se esqueça do antigo quartel-general de Beresford. Como pode ver os motivos são de sobra para partir à descoberta desta terra carregada de histórias e contos tradicionais.

Rede de Judiarias

Pressupõe-se que a presença judaica em Trancoso seja anterior à afamada feira de S. Bartolomeu, que foi implementada a 1273. Foi também em Trancoso, que por volta do Século XVI, viveu por cá a maior comunidade Judaica da região, que sofrera nos anos subsequentes sob a mão da Inquisição, exterminando os judeus, normalmente pessoas ricas e muito trabalhadoras, como era o caso dos sapateiros, mercadores, tecelões ou alfaiates, portanto, mão de obra qualificada.

“O património judaico de Trancoso manifesta-se através da documentação escrita, nos usos e costumes, mas também no aspeto material, com a Casa do Gato Preto ou Leão de Judá, o Poço do Mestre, e alguns elementos arquitetónicos com interesse, inscritos nos imóveis do Centro Histórico. Este legado justificou a construção do Centro de Interpretação da Cultura Judaica Isaac Cardoso e com a Casa do Bandarra”. (Rede de Judiarias)

 

Produtos típicos de Trancoso

Sardinhas doces: As Sardinhas Doces são uma especialidade da doçaria conventual e a sua história remonta aos finais do século XVII, ao Convento de Freiras da Ordem de Santa Clara, em Trancoso. Produzidas com gemas de ovos, amêndoa, chocolate, açúcar, azeite, sal e a canela. Com um travo a canela e amêndoa esta iguaria é digna de qualquer mesa.

Enchidos: A Casa da Prisca, empresa de Trancoso, é um nome sonante no território português no que toca a enchidos, presuntos entre outras iguarias produzidas por terras da beira alta. Centros de lombos, chouriças, morcelas, em cura natural ou tradicional, em frascos ou fatiado aqui o mais difícil é claramente decidir o que experimentar.

Enchidos da Guarda

Enchidos da Guarda

Castanhas: Zona de soutos, por Trancoso a castanha é rainha e senhora das terras e das gentes. Há quem invente compotas, doces, misturas culinárias, mas também o pastel de nata de castanha, uma verdadeira delícia! Com destaque especial pela altura de novembro, o fruto seco vira paladar principal na Feira da Castanha, evento criado pela autarquia que quer elevar o seu potencial da castanha ao máximo.

Onde comer

Restaurante Chafariz do Vento

Localizado à entrada de Trancoso, o local de repasto conta já com vários anos neste ramo. Um restaurante “Clean”, bastante airoso, elegante e acolhedor, onde a comida é regional/ tradicional, muito bem confecionada, e que o fará sentir-se em casa. Qualidade preço o rácio é muito bom. Aqui poderá escolher um bom vinho da beira para acompanhar uma deliciosa refeição que o deixará de “queixo caído”.

Quinta de Santo André

Local de eventos, a Quinta de Santo André localiza-se no centro de Trancoso, e louva-se por um espaço amplo, natural e muito agradável. No que toca às refeições, por cá é tudo confecionado com produtos de qualidade e em fartura. Um ótimo local para apreciar uma deliciosa refeição acompanhada por um passeio em dias de sol!

 

Onde Ficar

Hotel Turismo de Trancoso

Sofisticado e contemporâneo, é uma unidade hoteleira que se destaca nesta localidade tão histórica. Muito próximo do centro, após a recolha ao hotel poderá desfrutar do bar, piscina interior climatizada, ginásio, banho turco, sauna,  jardim interior proporcionam bom ambiente único.

Casas do Aidro

Com atividades distintas, e com um público alvo muito especifico, as Casas do Aidro, em Freches, Trancoso, oferece-lhe paisagens fantásticas, e a calma que por vezes é precisa. O alojamento disponibiliza-lhe na sua página vários roteiros e especificidades para aproveitar melhor a sua estada.

Castelo de Sortelha

A “aura” medieval de Sortelha

O nosso ponto de partida para hoje são as Aldeias Históricas de Portugal. Já aqui falamos deste projeto que é uma das jóias do território português, as 12 aldeias localizadas no centro de Portugal e que contêm em si toda a sua originalidade e autenticidade.

Há uns meses falamos-lhe dos 5 Motivos para se fascinar com a nobreza de Almeida, e da  beleza e o requinte natural de Figueira de Castelo Rodrigo. Por aqui, continuaremos no distrito da Guarda, mas desta vez vamos para o concelho do Sabugal, mais especificamente, na Aldeia Histórica de Sortelha.

Sortelha

Dista cerca de 30KM da Covilhã, a 13KM do Sabugal e  localizada aproximadamente a 18KM da Vila de Belmonte, Sortelha é uma das aldeias históricas mais bem conservadas de Portugal.

Castelo de Sortelha

Castelo de Sortelha

Com a sua fisionomia urbana e arquitetónica intacta até hoje, Sortelha é uma das mais belas,  antigas e bem conservadas vilas portuguesas. Palco de séries televisivas e notícia em alguns meios de comunicação conhecidos internacionalmente, como é o caso da Revista National Geographic.

“O projecto Aldeias Históricas, iniciado há quase duas décadas, em 1994, e que integrou na mesma rede Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso, num total de quase onze mil habitantes, de acordo com o último Censo. Há um século, porém, no primeiro Censo da República (1911), vivia aqui praticamente o mesmo número de pessoas: 12.131.” (National Geographic)

Por entre muralhas, Sortelha esta repleta de casas e do seu imponente castelo, bem como ruelas estreitas e cuidadas em que o terreno o obrigará a cuidados devido à sua irregularidade. Com vista sobre a Serra da Estrela, Cova da Beira e Belmonte, com a paisagem e o sossego que o deslumbraram.

O que deverá visitar:

Em Sortelha, não deixe de visitar:

  • O castelo e a cintura de muralhas
  • Os Passos de Via Sacra
  • A igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora das Neves
  • As capelas de São Sebastião e de Santiago
  • O antigo Hospital da Misericórdia e a Igreja da Misericórdia
  • Os inúmeros solares e casas senhoriais existentes por toda a povoação
  • “Pedra do Beijo” e “Cabeça da Velha”, dois penedos graníticos com formas invulgares (Centro de Portugal)

 

Bracejo

Poucas são as pessoas que dominam a arte da tecelagem do bracejo, com técnicas artesanais e utilizando uma matéria prima abundante na região. Partindo desta premissa foi assim que as Aldeias Históricas de Portugal dinamizaram um projeto chamado “Entrelaços”, que tem como objetivo promover este saber local, integrá-lo no quotidiano mas com linhas modernas e criar pequenas soluções de comercialização, susceptíveis de gerar mais emprego nesta região.

“O Projecto Entrelaços, materializado na Aldeia Histórica de Portugal de Sortelha, começou o ciclo produtivo de uma linha de mobiliário e de decoração com Marca Aldeias Históricas de Portugal. O percurso marcado por diversas acções de concertação entre agentes, criação de protótipos, teste de produto no mercado, sessões de esclarecimento, workshops e acções de formação-acção, prossegue agora com a criação de 5 postos de trabalho directos (4 artesãos e um coordenador). Aliar a técnica tradicional, à utilização de recursos endógenos (bracejo) e à criatividade dos designers foi o desafio deste projeto.” (AHP)

 

Onde comer

É um local histórico mas aqui também se degustam iguarias típicas e modernas, como é o caso do restaurante Casa da Esquila. Com buffet ou com menu de degustação, o restaurante prima pela excelência e bem servir, sendo detentor de um espaço amplo e confortável. Com muitos clientes aqui aconselha-se que vá cedo para conseguir uma mesa para almoço. Caso a eleição seja um menu de degustação convém antecipadamente fazer a marcação. Mas o restaurante não fica mesmo na aldeia histórica, o que o obrigará a fazer media dúzia de quilómetros para se deslocar até lá.

Caso a deslocação de carro esteja fora dos plano poderá optar pelo restaurante Dom Sancho ou o Celta, locais de repasto que ficam à volta da muralha.

 

Mó - Museu do Pão em Seia

Museu do Pão em Seia! Bem-vindos ao Mundo Encantado do Pão

O Museu do Pão é um museu privado, sediado na Quinta Fonte do Marrão em Seia na Serra da Estrela. O principal objectivo deste museu é a recolha, a preservação e a exibição dos objetos e do património do pão português nas vertentes: etnográfica, política, social, histórica, religiosa e artística.

A história do Museu do Pão

O inicio do projecto remonta a 1996 e surgiu na sequência das sinergias criadas entre alguns historiadores, empresários e docentes. O museu abriu a 26 de Setembro de 2002.

A recolha de espólio é continua e dura desde a fase de projeto, quer através de compra em antiquários, alfarrabistas e leilões, quer através de doações. Segundo os responsáveis “a constante renovação do Museu é condição indispensável para a plena prossecução dos seus objectivos.”

Museu do Pão - Edifício

Museu do Pão – Edifício – www.museudopao.pt

O complexo museológico é um espaço com mais de 3.500 m2 de área coberta, resultado da reconstrução e ampliação de um edifício já existente, utilizando materiais típicos da região, como a madeira e a pedra, de modo a integrar o imóvel na paisagem serrana envolvente. O Museu do Pão é um dos maiores “Museus do Pão” do mundo.

Sala Ciclo do Pão

Nesta sala encontra-se reconstituído o tradicional ciclo do pão português através de catorze painéis ilustrados, a que se juntam as alfaias e os utensílios retratadas em cada painel. Assim, aqui surgem os espaços da produção do pão, seus trabalhos e momentos.

Sala Ciclo do Pão

Sala Ciclo do Pão – www.museudopao.pt

Para além dos painéis ilustrados e dos utensílios, recria-se ainda nesta sala uma antiga padaria portuguesa com a utilização de modelos em tamanho real. Podemos também observar três moinhos em contínua laboração, cujo som ainda mais nos remete para um passado tão perto e, contudo, já tão distante

Sala Arte do Pão

Sala onde existe uma exposição de objetos artísticos inspirados no pão: azulejaria, vidro, arte sacra, madeira, postais antigos, diplomas, calendários, iconografia, cerâmica, prata, etc…

Destacamos ainda os quadros, dedicados ao pão, do pintor português Velhô.

Sala Arte do Pão - Museu do Pão

Sala Arte do Pão – Museu do Pão – www.museudopao.pt

Pão Político, Social e Religioso

A história do pão em Portugal desde a Restauração da Independência (1640) até à Restauração da Democracia (1974) é o tema principal desta sala. São aqui reproduzidos cerca de 300 anos de História em inúmeros documentos.

Sala Pão Político, Social e Religioso - Museu do Pão

Sala Pão Político, Social e Religioso – Museu do Pão – www.museudopao.pt

Podemos observar também a simbologia do pão na religião, através dos objetos religiosos associados ao cristianismo e ao judaísmo expostos.

Espaço Temático

O Museu do Pão em Seia dispõe ainda de um espaço dedicado aos visitantes mais novos. Trata-se de uma sala didática onde podemos encontrar os gnomos da tribo dos Hérmios, protetores dos primeiros habitantes dos Montes Hermínios, que nos levarão a uma viagem imaginária e mitificada ao passado do pão.

Espaço Temático - Museu do Pão

Espaço Temático – Museu do Pão – www.museudopao.pt

Nave de Santo António - Serra da Estrela - Manuel ferreira

Serra da Estrela, fonte de todas as verdades locais

A Serra é mesmo um lugar fantástico…

A Serra da Estrela é um lugar… perdão, um conjunto de lugares absolutamente fantásticos. A variedade é inigualável e transporta qualquer visitante para a sua própria história.

Fotogaleria de Manuel Ferreira

Perdoem-me a paixão com que falo da “Serra”! Não o faço apenas por ser serrano, faço-o principalmente porque em cada vez que resolvo “subir a serra” me vejo envolvido num enredo de uma história completamente diferente.

Já houve romances… já houve aventuras… já houve comédias e até tragédias… Os atores destas histórias foram vários mas a protagonista foi sempre a mesma… A Serra.

É impressionante o poder que ela tem para conduzir a nossa mente… é irreal a forma como nos faz sentir os elementos quando respiramos, imaginar seres místicos quando observamos, criar fantasias enquanto saboreamos, cantarolar enquanto ouvimos ou recordar quando tocamos…

Assim falava Miguel Torga Sobre a Beira e a Serra da Estrela

“Alta, imensa, enigmática, a sua presença física é logo uma obsessão. Mas junta-se à perturbante realidade uma certeza ainda mais viva: a de todas as verdades locais emanarem dela. Há rios na Beira? Descem da Estrela. Há queijo na Beira ? Faz-se na Estrela. Há roupa na Beira? Tece-se na Estrela. Há vento na Beira? Sopra-o a Estrela. Há energia elétrica na Beira? Gera-se na Estrela. Tudo se cria nela, tudo mergulha as raízes no seu largo e materno seio. Ela comanda, bafeja, castiga e redime. Gelada e carrancuda, cresta o que nasce sem a sua bênção; quente e desanuviada, a vida à sua volta abrolha e floresce. O Marão separa dois mundos — o minhoto e o transmontano. O Caldeirão, no pólo oposto de Portugal, imita-o como pode. Mas a Estrela não divide: concentra.”

Herman Melville e o misticismo da Serra, em “Moby Dick”

Aqui, a verdade da vida iguala a lenda, mesmo quando se trata de uma velha história como a da Serra da Estrela em Portugal, onde se diz existir perto do cume um lago em cuja superfície flutuam as carcaças de navios naufragados no oceano…”

Vergílio Ferreira, em “A Estrela”

Um dia, à meia-noite, ele viu-a. Era a estrela mais gira do céu, muito viva, e a essa hora passava mesmo por cima da torre. Como é que não a tinham roubado? Ele próprio, Pedro, que era um miúdo, se a quisesse empalmarm era só deitar-lhe a mão. Na realidade, não sabia bem para quê. Era bonita, no céu preto, gostava de a ter. Talvez depois a pusesse no quarto, talvez a trouxesse ao peito. E daí, se calhar, talvez a viessa a dar à mãe para enfeitar o cabelo. Devia-lhe ficar bem, no cabelo.