Isto é Lisboa …

A capital portuguesa está carregada de hábitos antigos e de uma história secular, que se cruzam com animação. Cidade com luz, hospitaleira e segura, Lisboa é uma das melhores opções europeias para fazer uma escapadinha!

“Lisboa cheira aos cafés do Rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é verão”.

Cheira a Lisboa – Amália Rodrigues

Lisboa

Capital de Portugal e cidade mais populosa de nosso país, é o centro económico, financeiro e político. Foi desde sempre o local de decisão, carregando em si a responsabilidade de representar a portugalidade, bem como irradiar ou expandir os turistas para os pontos mais longínquos do nosso país. É muitas vezes a partir de Lisboa, muito graças às vias de transportes já existentes, que os visitantes e turistas optam pelo meio de transporte para conhecer todas as maravilhas portuguesas.

Lisboa está carregada de história que advém da época do Neolítico, da era Romana, e da nossa época dourada, a dos Descobrimentos.

Monumento dos Descobrimentos

Monumento dos Descobrimentos

O que fazer em Lisboa?

Será impossível visitar tudo em pouco tempo, portanto, a melhor forma é delinear um roteiro com as suas preferências, nomeadamente, história, música, gastronomia, paisagens, e usufruir da melhor forma o que a cidade alfacinha tem para si.

Bruce Springsteen, Rock in Rio - Fonte: Sapo

Bruce Springsteen, Rock in Rio – Fonte: Sapo

Poderíamos elencar vários itinerários, no entanto, e com a proximidade do verão, falemos sobre a vertente cultural. Os festivais de verão são “um veículo” de turistas, quer internos quer externos (internacionais), e Lisboa é a cidade forte desses eventos. Rock In Rio, Super Bock Super Rock, Nos Alive, EDP Cool Jazz, são alguns dos festivais que levam até Lisboa muitas pessoas para se divertirem e para aproveitarem o que de melhor a capital possuí.

O tempo em Lisboa?

De clima mediterrânico, Lisboa por norma tem temperaturas amenas, onde o sol brilha na maioria dos dias do ano e onde a temperatura média do ano passado ficou-se pelos 17.4 ºC. Temos um bom clima, o que ajuda a selecionar mais facilmente Lisboa como um destino turístico. Contudo, os custos baixos, as excelentes condições de alojamento e alimentação são também fatores de eleição.

Torre de Belém - Lisboa

Torre de Belém – Lisboa

Turismo de Lisboa

Em 2016, Lisboa conseguiu ser a quinta cidade europeia com o crescimento mais rápido em número de visitantes internacionais, segundo o estudo “Global Destinations Cities Index“.

A restauração é outro setor em franco crescimento, tendo a autarquia local organizado este ano um evento de eleição dos melhores restaurantes. Assim sendo, o feeling não poderia deixar de fazer referência a estes locais. No entanto, e segundo o Observador, desde 2016, existem 35 novos e bons restaurantes em Lisboa que tem mesmo que experimentar!

Para que saiba que não o enganamos, Lisboa foi eleita uma das 25 cidades europeias para serem visitadas em 2017

Pontos de Interesse de Lisboa

Cidade das sete colinas, aqui poderá vislumbrar a cidade em cerca de 18 pontos distintos que certamente o deixarão encantado. Referimo-nos aos Miradouros do Castelo de São Jorge, mais abaixo o Miradouro de de Santa Luzia, ao de Santo Estevão ou aos mais conhecidos o Miradouro de Nossa Senhora do Monte ou o Arco da Rua Augusta. Existem muitos outros, por isso não perca a oportunidade de encher a memória com estas paisagens!

O Fado é indissociável de Lisboa. Nas ruas ouve-se, respira-se e sente-se o fado! O tom saudosista deste género musical caracteriza as vielas e as gentes lisboetas. Por tudo isto, um local de interesse será sempre uma casa de fados. Sentir toda a envolvente e este espírito é único! Para se sentir alfacinha terá que vivenciar e apreciar o fado.

MAAT- Fonte: Amanda Levete Architects

MAAT- Fonte: Amanda Levete Architects

Com a abertura do MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia ) a corrida aos museus lisboetas encontra-se mais viva que nunca. Mas fique a conhecer igualmente o famoso Museu dos Coches, o Museu Calouste Gulbenkian, o MUDE- Museu do Design e da Moda, entre outros. Se eventualmente quiser conhecer o MAAT, terá que se descolar para a zona de Belém, o que fará com que vislumbre os ex-libris do turismo lisboeta: o Monumento dos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém. Tudo isto com o rio Tejo como pano de fundo.

Lisboa não é apenas cultura, posto isto não poderíamos deixar de elencar um ponto importante que é o desporto. Desta dita, a vida de Eusébio e a sua estátua (um dos maiores marcos da história desportiva portuguesa) são pontos de interesse de qualquer português ou de qualquer estrangeiro.

 

5 das praias mais bonitas em Portugal

Com a primavera a pronunciar-se, e os primeiros raios de sol a espelharem e a aquecerem os nossos dias, a imagem de toalha estendida e de pés enterrados na areia está cada vez mais próxima.

Para isso começamos por elencar algumas das praias prediletas dos portugueses, e algumas das nossas opções também!

Moledo – Caminha

Do norte advém paisagens de beleza singular e muito distintas. No entanto, não se esqueçam do vento típico do norte (mais conhecido como nortada) e das águas bem frescas!

Praia de Moledo- Caminha (Fotografia de Beachcam – Meo)

Santa Cruz – Torres Vedras

A Praia de Santa Cruz é conhecida pelo seu grande e dourado areal e pelo soberbo e vasto oceano… Detentora de uma beleza selvagem e irreverente, esta praia já mais será esquecida pelos seus visitantes.

Praia de Santa Cruz – Torres Vedras

Praia da Figueirinha

De mar calmo e de beleza envolvente, estes atributos fazem com que a Figueirinha seja uma das mais conhecidas praias e por isso muito concorrida na época veraneante.

Pixabay

Praia da Arrábida

Praia da Comporta

A sul da Península de Troia, a praia da Comporta ostenta um enorme areal, possuindo ainda um espaço natural preservado, onde ainda se conserva a vegetação original. Aqui o mar é relativamente calmo e a água é translúcida.

https://www.flickr.com/photos/vreimunde/4367128745/in/photolist-7DUFec-LKhht-56mCEp-5aBdTv-5Uf7to-5UaJCv-5UaK8P-5Ufaxd-5UaJpg-fBDj7q-5UaKUB-fBDj9s-5UaKCV-fBDiXh-fBDj4q-63T9iV-fBDj75-86anXf-5UaM5p-7TL7HW-63Xnum-86anzN-Rzr177-sayX65-aFNSeg-tn1jV-nHua7A-de6DMj-spPUAN-s8P5Ez-spQGmf-5UaLsg-867c3a-37iWf7-d78Frq-4ebXve-56TmRz-56XwLu-mgPCfg-47xEec-mgPyr4-srXFUd-2EMrAJ-zijRWR-saxq3W-spSjPd-saFsFV-sayLtU-srYaMC-rvkbyX

Praia da Comporta – Flickr

Cacela Velha – Algarve

Instalada em pleno Parque Natural da Ria Formosa, acessível em maré baixa, a praia da Cacela Velha é conhecida também pela Praia da Fábrica. Em 2015, foi eleita pela revista Traveler como uma das melhores praias para se visitar.

https://static.noticiasaominuto.com

Praia da Cacela Velha – Fábrica

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Dia Internacional da Mulher – 5 Mulheres Portuguesas

A data, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher,  é comemorada a uma escala mundial desde 1975, ano em que foi pela primeira vez celebrado pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Mais do que um “festejo”, passa a ser um marco naquilo que foi e continua a ser, a luta diária das mulheres, contra o preconceito e a desvalorização do sexo feminino.

Portugal é um país profícuo em mulheres empreendedoras e “à frente do seu tempo”. Fica aqui uma pequena homenagem, ao Dia Internacional da Mulher e a todas as mulheres portuguesas, destacando algumas que se destacaram pelo papel que tiveram na sociedade portuguesa.

Dona Antónia Adelaide Ferreira (Ferreirinha)

Dona Antónia Adelaide Ferreira, ou Ferreirinha como é popularmente conhecida, foi uma das grandes personalidades do século XIX. Nasceu a 4 de Julho de 1811 na freguesia de Godim, Peso da Régua. Lugar onde viria a falecer a 26 de Março de 1896.

Dona Antónia Ferreira (Ferreirinha)

Dona Antónia Ferreira (Ferreirinha)

Ficou conhecida por se dedicar ao cultivo do vinho, numa época em que a atividade era dominada exclusivamente por homens. O seu nome está diretamente relacionado com o Vinho do Porto, quer pelas inovações notáveis que introduziu, quer pela forma como administrou as suas quintas e investiu na região do Douro.

Proveniente de uma família abastada, viu parte da sua fortuna esbanjada pelo primeiro marido, um primo com quem o seu pai, José Bernardo Ferreira, a casou.

Foi uma mulher extraordinária, um exemplo de empreendedorismo e perseverança. Enfrentou os ingleses, então dominadores do vinho do Porto, recusou títulos e prebendas da Corte, enfrentou várias pragas naturais que devastaram as suas vinhas, construiu e melhorou dezenas de quintas, entregou-se à nobre causa de ajudar os mais pobres.

Carolina Beatriz Ângelo

É natural da freguesia de São Vicente, Guarda, onde nasceu a 16 de Abril de 1878.

Carolina Beatriz Ângelo

Carolina Beatriz Ângelo

Frequentou o curso do liceu na cidade da Guarda e veio a ingressar em medicina, terminando o Curso na Escola Médica de Lisboa no ano de 1902.

Enquanto médica, destaca-se o facto de ter sido a primeira mulher a operar no Hospital de São José, em Lisboa.

Dedicou uma boa parte da sua vida à luta pela emancipação e pelos direitos da mulher.
Desempenhou o cargo de Presidente da Associação de Propaganda Feminista e Vice-Presidente da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

A 5 de Outubro de 1910, dá-se a Proclamação da República. Carolina Beatriz Ângelo, juntamente com Adelaide Cabete, foi responsável pela confecção das bandeiras vermelhas e verdes, simbolizando a Revolução bem sucedida.

Fundou, juntamente com Ana de Castro Osório, a Associação de Propaganda Feminista.

Foi a primeira mulher Portuguesa a votar exercendo tal direito nas eleições constituintes de 28 de Maio de 1911, facto que mereceu a cobertura de jornais de toda a Europa, admirados pela coragem desta mulher e pelo aparente rumo progressista da recém-criada República Portuguesa.

Para tal, invocou a sua condição de chefe de família, após o óbito de seu marido Januário Barreto, vindo assim a obter a concessão do direito de voto por sentença do Juiz de Direito Dr. João Baptista de Castro.

«Excluir a mulher (…) só por ser mulher (…) é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e justiça proclamadas pelo Partido Republicano. (…) Onde a lei não distingue, não pode o julgador distinguir (…) e mando que a reclamante seja incluída no recenseamento eleitoral».

Beatriz Ângelo foi sem dúvida uma mulher marcante na história portuguesa, com um percurso interrompido pela morte prematura.

Morreu aos 33 anos, em 3 de Outubro de 1911.

Mumadona Dias

Condessa de Portugal no século X, durante o primeiro Condado Portucalense, é filha de Diogo Fernandes e da condessa Onega Lucides, tia do rei Ramiro II de Leão e neta de Vímara Peres.

Famosa, rica e uma das mulheres mais poderosas no Noroeste da Península Ibérica, Mumadona Dias é reconhecida em várias cidades portuguesas devido à sua atividade.

Casada com o conde Hermenegildo Gonçalves, governa o Condado sozinha após a morte do esposo (c. 928), deixando-a com a posse de domínios que, posteriormente, integrariam os condados de Portucale e Coimbra.

Em 950 os domínios são divididos pelos seus filhos, ficando o condado Portucalense para Gonçalo Mendes. É nesta altura que funda, na herdade de Vimaranes, um mosteiro, sob a invocação de São Mamede, e determina a construção de um castelo para sua proteção. Trata-se do Castelo de Guimarães, mais tarde a corte dos condes de Portucale, que serve para proteção contra as invasões normandas.

In www.rotadoromanico.com

Florbela Espanca

Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, a 8 de Dezembro de 1894, sendo batizada, com o nome de Flor Bela Lobo, a 20 de Junho do ano seguinte.

É em Vila Viçosa que se desenrola a sua infância. Em Outubro de 1899, Florbela começa a frequentar o ensino pré-primário, passando a assinar Flor d’Alma da Conceição Espanca (algumas vezes, opta por Flor, e outras, por Bela).

Florbela Espanca

Florbela Espanca

Em Novembro de 1903, aos sete anos de idade, Florbela escreve a sua primeira poesia de que há conhecimento, «A Vida e a Morte», mostrando uma admirável precocidade e anunciando, desde já, a opção por temas que, mais tarde, virá a abordar de forma mais complexa.

Autora polifacetada: escreveu poesia, contos, um diário e epístolas; traduziu vários romances e colaborou ao longo da sua vida em revistas e jornais de diversa índole, Florbela Espanca antes de tudo é poetisa. É à sua poesia, quase sempre em forma de soneto, que ela deve a fama e o reconhecimento.

A temática abordada é principalmente amorosa. O que preocupa mais a autora é o amor e os ingredientes que romanticamente lhe são inerentes: solidão, tristeza, saudade, sedução, desejo e morte. A sua obra abrange também poemas de sentido patriótico, inclusive alguns em que é visível o seu patriotismo local: o soneto “No meu Alentejo” é uma glorificação da terra natal da autora.

A 8 de Dezembro, dia do nascimento e do primeiro casamento, Florbela suicida-se, cerca das duas horas, com dois frascos de Veronal.

Amália Rodrigues

Amália da Piedade Rodrigues nasceu numa família pobre, que, oriunda da Beira Baixa, tentava a sorte na capital.

No registo de nascimento consta a data de 23 de Julho de 1920, porém, dado existirem algumas reservas quanto ao dia exacto, a artista adotou o dia 1 de Julho como data de aniversário durante toda a sua vida.

 

Após o seu nascimento e depois de um curto período na capital à procura de vida melhor, os pais regressaram ao Fundão deixando a filha, então com catorze meses, ao cuidado dos avós.

“Dizia-me a minha família que aos 4 anos já ganhava a vida a cantar, pelas vizinhas que diziam, “ó Amália anda cá, canta lá esta”. E eu cantava…”

Faleceu no dia 6 de Outubro de 1999. O seu funeral constituiu uma grande e sentida manifestação de dor e saudade como nunca antes se vira. O país inteiro chorou a sua Diva do Fado. Os seus restos mortais foram transladados do Cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional a 8 de Julho de 2001.

Amália Rodrigues é uma figura incontornável da História do Fado.

 

Várias outras mulheres portuguesas, de grande importância, não são referenciadas neste artigo.

Todas elas devem ser recordadas não só nas comemorações do Dia Internacional da Mulher como em todos os dias.

Óbidos dá-lhe música e muito chocolate

A música

De sexta-feira, dia 10 de março, e até dia 2 de abril, a vila de Óbidos abre portas à 15ª edição da feira do chocolate, o certame mais doce de sempre!

Vila de Óbidos no Festival Internacional do Chocolate

Vila de Óbidos no Festival

Óbidos tem o festival do chocolate mais prestigiado no nosso país, e este ano alia a doçura desta iguaria com a universalidade da música. A 15ª  edição contará com esculturas sobre conhecidos nomes da música como Michael Jackson, Tina Turner, James Brown, Madonna, Bob Dylan, Carmen Miranda e a “nossa” Amália. Estas esculturas esculpidas por uma equipa de chocolatiers, liderados pelo Chef Chocolatier Abner Ivan, campeão da Coupe du Monde de la Pâtisserie 2015, que decorreu no Brasil.

Olaria em Chocolate

Imperdível é presenciar ao atelier de Rita Frutuoso, ceramista de profissão, onde a própria irá moldar o chocolate, trabalhando e transformando o produto em diferentes peças.

Mas animação este ano será mais focada na música, que é o tema do festival. Um desses exemplos é a atuação dos Duo Choco Latas, composto pelos artistas David Cruz e Cláudia Santos. “Com um carrinho cheio de percussões composto essencialmente por latas e outros objetos reciclados, estes multiinstrumentistas interpretam num tom essencialmente acústico um conjunto de canções cómicas cujo tema é o Chocolate.”

O Programa

O programa é muito variado havendo este ano uma chocodisco, para a família poder divertir-se enquanto bebe um chocolate quente ou um batido. Workshops de bombons, family cooking, atividades de construção de pizzas de chocolate, galerias e muitas esplanadas para se descansar e aproveitar o chocolate e a música que andarão sempre de mãos dadas por Óbidos.

O ingresso para o festival pode ser adquirido online ou comprá-lo no dia em que se deslocar a Óbidos, poderá é ter que aguardar algum tempo nas filas! Os preços variam entre os 3 e os 6 euros, e o horário do evento é das 11 horas às 20 horas.

Elvas repleta de turistas e de monumentos

Elvas

O concelho de Elvas está integrado nas paisagens do Norte Alentejano, caraterizada por horizontes amplos, vastas searas, sobreirais, olivais, vinhas, e fortificações deslumbrantes.

A cidade é calorosa e amistosa à primeira vista, de cores quentes e casas caiadas, por estas bandas poderá aprofundar a história de Portugal e deslumbrar-se com as gentes alentejanas.

Planícies Alentejanas

O Património

Pelas ruas respira-se a história, não existe rua sem uma casa histórica, um monumento, em cada esquina uma igreja.

Poderá começar por visitar o Castelo, obra islâmica, reconstruída nos séculos XIII e XIV. A fortificação foi palco de importantes acontecimentos da história do país como tratados de paz.

O Forte da Graça é o ex-libris, vista de longe pelos que se aproximam do concelho, o forte encontra-se plantado num monte a norte do centro da cidade.

“Constituído por três corpos: as obras exteriores, o corpo principal e o reduto central é um exemplo da arquitetura militar de tipologia Vauban. O corpo central é formado por quatro baluartes tendo a meio da cortina sul a porta principal de uma beleza fenomenal”.

No ano passado, e em apenas um ano, o Forte da Graça, recebeu 75 mil visitantes, o que o torna a âncora para o desenvolvimento de Elvas. De salientar que foi em em 2012, que o Forte se tornou Património da Humanidade.

Os doces conventuais e o bacalhau

Para além da cultura, Elvas possui uma gastronomia única, com três pratos muito específicos, marcado pelas Ameixas de Elvas e pela Sericaia, doces conventuais. No entanto, o afamado Bacalhau Dourado, é falado em todos os cantos do mundo, muito graças à inscrição no Livro do Guiness, ao ser confecionado em Elvas o maior bacalhau dourado do mundo!

Os motivos para a visita são de sobra, só lhe falta arranjar um tempo na sua vida quotidiana e encantar-se com o que Elvas tem para lhe presentear.

Monção: Terra da “Coca”, da “Foda” e do Vinho

Monção situa-se na ponta mais a noroeste de Portugal, fazendo fronteira com Espanha e Valença. Apoiada entre o fértil vale do rio Minho e alguns declives montanhosos, aqui é propícia a prática de agricultura e viticultura, mas ideais também para a prática da pastorícia.

Festival do Cordeiro de Monção

Contudo, os temas escolhidos foram as festas e romarias monçanenses. Conhecido como “Foda à Monção”, nome muito apelativo, referimo-nos ao festival gastronómico do cordeiro. Normalmente realizado no mês de outubro, este certame tem como finalidade a manutenção da qualidade e a garantia da genuinidade deste prato com história e tradição no concelho de Monção.

Festival do Cordeiro de Monção

Festival do Cordeiro de Monção – Minho Digital

O nome artístico advém de expressões minhotas que eram proferidas no ato da compra dos animais, que por estarem bem alimentados (gordos), as gentes de Monção exclamavam: que foda!

“O termo tanto se vulgarizou que o prato passou a designar-se, localmente, por foda. De tal modo que é frequente, pelas alturas festivas (Páscoa, Corpo de Deus, Senhora das Dores e Natal ou Fim de Ano) ouvir as mulheres: Ó Maria, já meteste a foda?”

Corpo de Deus – Festa da Coca

Outro nome muito caricato é a Coca, uma expressão monçanense para a tradição religiosa ocorrida pela altura do Corpo de Deus (festa religiosa celebrada todos os anos na quinta-feira depois da Oitava do Pentecostes uma festa em honra do mistério da eucaristia, denominada Corpus Christi).

Segundo a tradição: “após o percurso pelos lugares do costume, a procissão recolhe à Igreja Matriz e o povo desloca-se em massa para o anfiteatro do Souto, onde terá lugar o torneio entre as forças do bem e do mal (da virtude e do pecado). O povo dispõe-se em redondel enquanto o cavaleiro S. Jorge, representando o bem, e a horrenda figura de um dragão conhecido por Coca, representando o mal, tomam posições”.

São Jorge em Luta com o Dragão (Coca)

São Jorge em Luta com o Dragão (Coca)

Basicamente, falamos-lhe de uma festa com base na história de São Jorge e o dragão, que lutam pelo bem e pelo mal, respetivamente. A analogia ao dragão é feita com a construção de um animal em tela, sobre uma armação de madeira e com rodas disfarçadas sob as patas pintadas como garras de unhas aguçadas, é exteriormente empurrado por 4 a 6 homens.

E porquê o nome Coca?

“Pode tal festa ser identificada com o nome de Coca por ser entre o bem e o mal e, no Minho, é vulgar ouvir-se a palavra Coca como sinónimo de raiva ou ódio. Festa da Coca seria assim a festa da raiva à maldade”.

Vinho Alvarinho

Berço do vinho Alvarinho, Monção é a capital de um dos melhores vinhos verdes portugueses, juntamente com Melgaço.

 

Prova de Vinho Alvarinho - Monção

Prova de Vinho Alvarinho

Com uma rota já delineada, um museu, uma feira e uma Real Confraria do vinho Alvarinho, Monção tem mais um motivo para ser visitada e aproveitada da melhor maneira. E uma das formas para o fazer é o Palácio da Brejoeira. O edifício classificado de Património Nacional desde 1910, é uma grandiosa construção e insere-se em 30 hectares que incluem ainda capela, bosque, jardins, vinhas e adega.