Covão d’Ametade, um dos mais bonitos quadros da Serra da Estrela

Esboçou-o uma antiga lagoa de origem glaciar, definindo uma pequena planície como fundo. Pintou-o a Natureza, adicionando o fundo verde dos cervunais e as cores quentes da floresta de bétulas.

É aqui que, acabadinho de nascer e guardado pelos imponentes cântaros, o rio Zêzere inicia o seu percurso, a 1420m de altitude, seguindo em direção ao vale glaciar a que dá nome.

 

Fotogaleria por Manuel Ferreira Photography

 

O Covão d’Ametade situa-se no sopé do Cântaro Magro. É permitido o campismo mas são exigidos alguns cuidados na preservação da vegetação.

 

“A bruma subia cada vez mais deixando a descoberto os medonhos contrafortes do berço do Zêzere. Uma rotunda imensa, grave, misteriosa, de contornos imprevisíveis, começava a aparecer, como se as névoas do princípio do Mundo a abandonassem de vez. Iam-se desvendando enormes moles de granito, ao fundo, à direita, à esquerda, pedras de todos os milénios, bastiões de um só bloco e rude traça, que se apresentava soberba, numa majestosa solenidade. Essa muralha ciclópica e irregular, cheia de arestas, de vincos, crescia rapidamente, através do nevoeiro que se retirava. Cada vez se apresentava mais alta, mais arrogante cada vez – e assim tapada nos cimos dir-se-ia não ter fim.

[…]

O anfiteatro colossal em que eles se encontravam exibia-se agora, em toda a sua imponência. Era de uma grandiosidade áspera, severa, essa rotunda propícia para um templo de mitos alpestres. Estava metida entre assombrosas florações de granito e terminava no Cântaro Magro que lembrava a carcassa de imensurável castelo de outrora, do qual se aproximassem fulminantes coriscos.

Dir-se-ia que a natureza quisera defender e impregnar o mistério da nascente do Zêzere – fechando-a como uma fortaleza. E, contudo, parecia que o rio fora apenas um pretexto. Era uma pobre, trémula fila de água, ora muito estreita, ora mais larga, ás vezes quase invisível, que se lançava lá do alto por um sulco ou diáclase da rocha negra, aberta para lhe dar melhor caminho. Ao seu lado, porém, tudo se agigantava”.

Ferreira de Castro, em “A Lã e a Neve”

 

O Covão d’Ametade faz parte de um dos circos glaciários que alimentavam o Vale Glaciário do Zêzere, onde corre atualmente o rio que lhe dá nome, conjuntamente com o Covão Cimeiro, a montante e o Covão da Albergaria a jusante.

Corte - Circo Glaciário

Corte – Circo Glaciário

É um lugar privilegiado para campistas que procuram uma base para as suas caminhadas na descoberta do planalto superior, alguns dos trilhos de referência situam-se nas proximidades do parque.

Sem dúvida um ponto de referência da Serra.

Latitude: 40.3282057 | Longitude: -7.5881282

 

Praia da Figueirinha, a Baía Azul da Verde Arrábida

Se é fã de praias e passeios ao ar livre, Setúbal, a menos de 50 km de Lisboa, é sempre uma boa opção. No distrito de Setúbal a abundância de praias, todas elas de alta qualidade, é um facto constatado há imenso tempo. Mas as que ladeiam a Serra da Arrábida têm um fascínio único. Praias bonitas e variadas, tais como os areais do Creiro, Portinho da Arrábida, Alportuche, Figueirinha, Galapos e Galapinhos são boas opções para usufruir de dias de praia e com uma vantagem para os miúdos devido ao mar baixinho e baías tranquilas.

De águas claras e calmas a praia da Figueirinha tem particularidades muito engraçadas, nomeadamente poder “caminhar mar a dentro”, isto porque na baixa-mar emerge um longo banco de areia por onde as águas se vão afastando para que possamos explorar melhor.

De mar calmo e de beleza envolvente, estes atributos fazem com que a Figueirinha seja uma das mais conhecidas praias e por isso muito concorrida na época veraneante.

Praia de bandeira azul, segura e vigiada, aqui encontrará uma temperatura média da água no verão de 17 ºC e ainda todas as comodidades necessárias tais como parque de estacionamento, bar ou restaurante.

Se preferir passeios ao ar livre conta com trilhos próprios para caminhar – ou para pedalar e fazer BTT, o ideal para quem gosta de emoções fortes -, o Parque Natural da Arrábida tem beleza natural para dar e vender.

Vale do Rossim… Que lugar soberbo…

Além da água translucida e do ar puro podemos encontrar no Vale do Rossim todos os condimentos necessários para um dia bem passado… ou um fim-de-semana… ou o tempo que entendermos…

Esta lagoa artificial, construída na Linha de Água da Ribeira da Fervença, foi concluída em 1956 e permitiu que fossem criadas à sua volta um conjunto de condições que transformam este sítio numa das melhores zonas de lazer em toda a Serra da Estrela.

Vale do Rossim - Manuel Ferreira Fotografia

Vale do Rossim – Manuel Ferreira Fotografia

Ao longo dos anos têm sido criadas e melhoradas as infraestruturas circundantes. Existe um Restaurante, um Bar e o Parque de Campismo foi modernizado recentemente (Vale do Rossim Eco Resort). Há ainda a possibilidade de prática de desportos aquáticos e/ou radicais.

Em Agosto o “Vale do Rossim” transforma-se num ponto de romagem com muita gente à procura da frescura da água da lagoa. Pessoalmente gosto de visitá-lo em épocas menos movimentadas… em que posso desfrutar de alguns sons que só a tranquilidade possibilita. Se gosta de fotografia visite-o também no Inverno.

É um excelente sítio para caminhadas… Eu aconselho uma volta completa ao espelho de água e se ainda se sentir em forma pode sempre optar por uma visita ao Lagoacho (cerca de 4 Km). É importante levar calçado adequado e uma reserva de água.

Lagoacho

Lagoacho

Os praticantes de pesca desportiva pode pescar truta fário, trutas arcoíris e perca sol na lagoa do vale do rossim. Devem ter em atenção que a pesca neste local está sujeita a regulamentação especial que deve ser consultada no site do ICNF. O local é também interessante para os observadores de aves.

Latitude: 40.3997487 | Longitude: -7.5854236

O “Vale do Rossim” fica situado nas Penhas Douradas no Concelho de Gouveia. Equidista cerca de 20 Km de Gouveia, de Seia e de Manteigas. Aproveite para Explorar as Penhas Douradas. Vai encontrar algumas construções peculiares e paisagens de cortar a respiração.

Aveiro é uma cidade que está na moda

Cidade do litoral, em pleno centro de Portugal, é um concelho bastante jovem e repleto de pequenas maravilhas. Capital de distrito e sede de concelho, Aveiro encontra-se delimitada a norte pelo distrito do Porto e a sul pelo distrito de Coimbra.

A cidade aveirense tem cerca de 70 mil habitantes, tornando-se assim de média dimensão, mas é uma urbe que conheceu nos últimos tempos um forte desenvolvimento, conjugando desta forma a modernidade e a tradição.

Como é óbvio, devido à sua geografia, a indústria e o desenvolvimento estão ligados ao mar, mas atualmente, a cidade conheceu um forte rejuvenescimento devido ao número de estudantes que passou a habitar a cidade, após a construção da Universidade.

Mas quem pensa que a cidade é só a Ria e os ovos moles está redondamente enganado.

É certo que durante anos estes foram os grandes atributos desta cidade, mas neste momento os fatores históricos e naturais chamam mais visitantes a esta localidade.

Neste pequeno texto vamos evidenciar 5 motivos bastante fortes para se deslumbrar e apaixonar por esta cidade tão fresca.

Aveiro, cidade estudantil

Primeiro é uma cidade estudantil, logo à partida é um local repleto de movimento e de vida. Em termos noturnos Aveiro é de uma jovialidade incrível, com os bares em pleno centro da cidade, onde a malta jovem se encontra e se diverte. Durante o dia tem o fórum que é um shopping ao ar livre, super arejado que lhe permite usufruir de uma passeio e ainda ver as montras.

Fórum de Aveiro

Fórum de Aveiro

As praias de Aveiro

A nível da natureza, as praias de Aveiro são simpáticas, tanto a praia da barra como a da Costa Nova. É sempre discutível qual é que se gosta mais, mas pessoalmente gosto mais da Costa Nova. As suas casas características, o mercado típico do peixe, os restaurantes, e na parte traseira as suas imensas dunas que “escondem” a beleza da sua praia… É sem dúvida um ótimo local para levar os seus filhos a passear.

Casas Típicas na Costa Nova - Aveiro

Casas Típicas na Costa Nova – Aveiro

Gastronomia Aveirense

Já a gastronomia é evidentemente um atributo forte desta cidade. Conhecida pela terra das salinas, Aveiro vai abrir-lhe o apetite. Com um incrível e renovado mercado, poderá comprar ou degustar um bom peixe. Mas não podia deixar de falar nos “malditos” ovos moles… Sim, malditos porque depois de comer um nunca mais conseguirá parar… Aproveito para lhe indicar a pastelaria “Ria pão” mesmo em frente à ria. Juro-lhe, quando entrar naquele local de perdição não saberá qual a delícia que irá escolher, são de morrer e chorar por mais!

Restaurante "Mercado do Peixe" em Aveiro - Mariana Sousa

Restaurante “Mercado do Peixe” em Aveiro – Mariana Sousa

A arquitetura e a geografia de Aveiro

A arquitetura e a geografia desta cidade são muito peculiares. Com 199,8 km², a cidade é atravessada pela ria que lhe confere uma particularidade, tornando-a assim a “Veneza Portuguesa”, com as suas pontas e moliceiros sempre de um lado para o outro com turistas. Contudo, as casas que caracterizam a cidade são realmente muito engraçadas, construídas ao alto, cada uma com a sua cor, e distintas umas das outras. É bonito de se apreciar. Agradável é também saber que bem no centro de Aveiro, no meio de prédios e hotéis existe um jardim bastante amplo, super verde ideal para espairecer.

Ruas de Aveiro - Mariana Sousa

Ruas de Aveiro – Mariana Sousa

Aveiro, tradição e história

Mas Aveiro também se faz de tradição e história, com muitos locais de visita. Imperdoável é ir a Aveiro e não conhecer a Capela de São Gonçalinho. Os festejos em honra de São Gonçalinho são bastante conhecidos a nível nacional. A Sé de Aveiro é outro monumento, muito bem cuidado que confere à cidade um toque histórico. Mas para conhecer mais um pouco da narrativa da cidade nada melhor do que se deslocar até ao Museu de Aveiro, instalado num antigo convento onde viveu a Princesa Santa Joana, onde expõe muito do espólio da vida desta princesa de Aveiro.

Neste pequeno texto falo-lhe apenas da cidade, porque se falasse de tudo que o distrito tem para oferecer dez páginas não chegariam, para lhe contar dos Passadiços do Paiva, do Museu em Ílhavo, do Palácio Hotel de Bussaco, do Castelo de Santa Maria da Feira entre muitas outras atrações. Esta parte fica para uma próxima… Fique atento!

O Mosteiro de Seiça no Vale Encantado

O Mosteiro de Seiça, ou de Santa Maria de Seiça, é um dos edifícios mais místicos de Portugal. Atualmente encontra-se em ruínas num estado avançado mesmo depois de ter sido considerado em 2002 Imóvel de Interesse Público e em 2004 ter sido adquirido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Ao longo dos tempos o edifício foi sofrendo alterações pouco dignas da beleza que ostenta. Em 1871 foi parcialmente demolido e a pedra utilizada para obras num cemitério em Paião. Em 1888 sofreu novamente obras de demolição, desta feita por causa da construção do troço de caminho de ferro da Linha do Oeste. Por volta de 1900 foi vendido a particulares que o transformaram numa unidade industrial de descasque de arroz…

O Mosteiro de Seiça está fundado na freguesia de Paião, na Figueira da Foz.

Seiça e a lenda do abade João

A história de Seiça cruza-se com a lenda do abade João. Reza a lenda que este abade, responsável pela defesa do castelo de Montemor-o-Velho, se viu cercado pelos Mouros… Entre eles estava um tal de Garcia Janhes, que fora criado pelo Abade João , e que se passou para o lado dos Mouros depois de renegar a fé Cristã e de assumir o nome de Zulema.

Zulema tornou-se um dos mais odiados inimigos dos cristãos, e como era um conhecedor da região e do castelo aconselhou o exército mouro sobre a melhor forma de fazer o cerco, cortando todas as relações entre a fortaleza e o exterior.

A luta terá sido desesperante para a fração Cristã… em menor número e sem mantimentos, vendo-se numa situação insustentável, tomaram algumas medidas drásticas e decidiram fazer sacrifícios que retratam bem quer a abnegação e coragem dos cristão, quer a barbárie e carnificina daqueles tempos em que a vida humana valia tão pouco.

Decidiram então queimar tudo quanto tinham para que não caísse nas mãos dos inimigos, e levando o desespero mais além, decidiram degolar homens e mulheres que pela sua idade ou condição não se pudessem defender do inimigo. O abade João terá dado o mote e ele próprio terá degolado a sua irmã D. Urraca.

Depois de consumada a carnificina saíram os sitiados do castelo e deram luta aos Mouros. Sem nada a perder e sem esperança na vitória, terá sido o Abade João o mais valente… devastando tudo o que encontrava à sua frente, infligindo grandes estragos ao mais numeroso exercito inimigo e simultaneamente dando moral aos seus para que o seguissem na demanda.

Uma das primeiras vitimas do vigor do braço do Abade João foi Zulema, o ingrato pupilo. Esta morte terá desmoralizado as tropas mouras e por outro lado terá dado um animo extra os cristãos que cresciam destemidos fazendo com que os infiéis sobreviventes fugissem desordenadamente e procurassem refugio nas brenhas da outra margem do Mondego.

De nada valia aos mouros esconderem-se… os cristãos continuaram a perseguir e a matar sem qualquer piedade todo e qualquer infiel que encontrassem…

O cansaço era já muito e os poucos mouros sobrevivente tinham-se refugiado nas Alcoubas, distantes quatro léguas do campo da primeira batalha… ouviu-se então a voz do Abade João:

– Cessa, Cessa.

Os Cristãos obedeceram e descansaram da enorme luta nesta planície rodeada de montes. Passaram ali a noite e na madrugada do dia seguinte, chegaram à planície mensageiros provenientes de Montemor-o-Velho que traziam a boa nova… os desgraçados que no dia anterior tinham sido degolados afinal estavam vivos e de boa saúde. A noticia foi recebida com enorme alegria e logo o acontecimento foi tomado como milagre.

O abade João decidiu então renunciar a Montemor-o-Velho e passar ali naquela planície o resto dos seus dias, sendo seguido por alguns dos seus companheiros. Por volta de 850 mandou edificar ali uma capela que dedicou à Virgem.

Dessa ermida, que ruiu em 1590, nada resta. Em 1602, no mesmo lugar e por iniciativa de Frei Manuel das Chagas, foi construída a actual capela de Nossa Senhora de Seiça.

Capela de Nossa Senhora de Seiça

Capela de Nossa Senhora de Seiça

A poucos metros de distância desta capela encontra-se o Mosteiro de Santa Maria de Seiça, do qual se desconhece a data exata de fundação e cuja referência documental mais antiga data de 1162, pertencendo então aos Frades Crúzios.

 

Links Relacionados

http://mosteirodeseica.com/

https://www.facebook.com/SalvemOMosteiroDeSeica

http://ruinarte.blogspot.pt/2009/11/o-mosteiro-de-n-sra-de-seica.html

 

Sebastianas: “Um Amor Maior”

As Sebastianas são as festas populares da cidade de Freamunde, no distrito do Porto, celebradas em honra do Mártir São Sebastião. É uma festa anual que decorre sempre no segundo fim de semana de julho.

As festas têm cada vez mais importância e dimensão, e contam já com mais de 110 anos de história. Nos últimos anos têm vindo a obter uma maior participação do público, sendo uma atração turística com mais de 120 mil visitantes.

Para quem é da “Terra” as Sebastianas são muito mais do que festas, é o elevar do orgulho Freamundense, é o enaltecer de uma cidade bairrista. Todo o enredo, toda a organização é diferente de qualquer outra festa. Em primeiro cabe a organização da mesma a um grupo de homens que vivam na “terra”. A comissão de festas, que organiza, é nomeada sempre pela anterior, sendo o nome dos festeiros anunciados na missa de festa de domingo.

tapete procissao

As Sebastianas têm um vasto leque de atividades, desde os concertos de música, aos bombos, a marcha alegórica, as celebrações religiosas e fogo de artifício, sem esquecer a tradicional “Vaca de fogo”.

Tem uma noite de bombos, arruada livre com bombos tocados pelos locais e visitantes (sexta feira), e ainda uma concentração de grupos de bombos e desfile integrados na Marcha alegórica de segunda-feira. A marcha, que anteriormente era chamada de “Marcha Luminosa”, possui carros alegóricos, escolas de samba, animações e grupos de bombos. Os carros alegóricos são totalmente feitos em Freamunde, e por Freamundenses, mais propriamente por grupos de voluntários e amigos das festas.

O conceito Sagrado desta festa consiste na missa e na Procissão em honra de São Sebastião que decorre sempre ao domingo. Outra particularidade das Sebastianas é o tapete da procissão, muito típico, em fitas de madeira (aproveitadas das empresas de mobiliário da região) que são pintadas de várias cores, e resultam num extenso tapete, com vários motivos religiosos, espalhado por toda a cidade.

Mariana Sousa

No que toca ao fogo de artifício, tudo é rigorosamente planeado e executado por empresas de pirotecnia. Uma das tradições mais apreciadas, tendo inclusive nascido o conceito pirotécnico de “final à Freamunde”. Para terminar cada noite, como é tradição, a “Vaca de fogo” encerra cada dia de festa (todos os dias). A “Vaca de fogo” não é nada mais, nada menos do que uma estrutura de ferro, com o formato de uma vaca, que é carregada por alguém, e que vais atirando pirotécnica por onde passa.

Mariana Sousa

Nestes dias Tudo pára…Freamunde pára… O trânsito pára… Todos os caminhos vão dar a Freamunde, só as Sebastianas importam! O impacto destas festas já é tão grande e está de tal forma em ascensão, que toda a REGIÃO conhece e não quer perder um único dia destas festas.

AS SEBASTIANAS SÃO O VERDADEIRO AMOR DE QUEM LÁ VIVE… Tudo é feito com amor, tudo é feito a pensar na TERRA NATAL, tudo é feito em prol de FREAMUNDE.

É sem dúvida UM AMOR MAIOR…

Aproveito para lhe deixar ainda o site das Sebastianas para que possa ver o programa deste ano e ainda o Twitter e a página do Facebook das festas para que receba todas as atualizações.

Francesinha à moda… do mundo

“A mulher mais picante que conheço é a francesa”, dizia Daniel David da Silva, o criador da francesinha. E assim foi batizada uma das mais apreciadas iguarias portuguesas.

Natural do norte do país, de Terras de Bouro, cedo emigrou para a Bélgica onde trabalhou durante alguns anos como barman.

Daniel Silva era um conhecedor da cozinha francesa e terá ido buscar inspiração a 2 receitas gaulesas e um molho galês: croque-madame, croque-monsieur e o molho picante welsh rabbit (rarebit).

Em 1953 foi-lhe oferecida sociedade no Restaurante Regaleira por Abrantes Jorge, proprietário do restaurante fundado em 1933, na Rua do Bonjardim. Ao chegar à cidade Invicta, encontrou uma realidade diferente no sexo feminino. Mulheres mais discretas e com mais roupa do que estava habituado. “A mulher mais picante que conheço é a francesa”, afirmava. Foi este o início da história deste petisco na cidade do Porto.

Restaurante Regaleira - Rua do Bonjardim

Restaurante Regaleira – Rua do Bonjardim

O Segredo da Francesinha

Está nos ingredientes de qualidade… No pão bijou, no fiambre, na salsicha fresca (naquela altura comprada no mercado do Bolhão)… mas principalmente no molho, confecionado com cerveja, polpa de tomate, piri-piri (que nos anos 50 e 60 vinha das antigas colónias portuguesas), e um cálice de vinho do porto para lhe dar a “Pronuncia do Norte”.

Francesinha com ovo

Francesinha com ovo

Em 1963, após a sua morte, a receita foi levada para o Restaurante Mucaba, em Gaia, por um empregado que abandonou a Regaleira. Foi o início da expansão desta famosa iguaria do Porto.

O mundo já conhece a francesinha.

Em 2011, a AOL Travel, colocou-a entre as 10 melhores sanduíches do mundo e no início de 2015, o site britânico The Culture Trip, elegeu a francesinha como um dos petiscos imperdíveis da Europa. “É uma refeição pesada de proporções épicas, servida com uma generosa pilha de batatas fritas, mergulhadas num molho de marca registada”

Onde comer as melhores francesinhas?

Provavelmente não estarei a ser politicamente correcto ou mesmo até a “ofender” os mais puristas defensores das Francesinhas do Porto, no entanto, como sou Beirão e como um dos objectivos deste artigo é defender a “internacionalização da francesinha” vou votar no restaurante Digujá cá para as bandas da Guarda… Deixem as vossas sugestões…

 

Covão da Ponte ou “A Castanheira” na Serra da Estrela

Quando era mais jovem costumava acampar com os meus amigos no Covão da Ponte na Serra da Estrela. Um lugar comumente conhecido como “A Castanheira”.

O Covão da Ponte, ou “A Castanheira”, é um dos sítios de excelência da Serra da Estrela. Plantado a 970m de altitude, ainda no Concelho de Manteigas mas no limite com o de Gouveia, é ponto de passagem do Rio Mondego na parte inicial do seu percurso. Dista cerca de 10 Km da Vila de Manteigas e da aldeia de Folgosinho e 30 Km do Planalto da Torre.

Um misto de beleza natural e humanizada, no Covão da Ponte encontra os espaços verdes que lhe permitem desfrutar de momentos relaxantes em contacto com a natureza e embalado pelos chocalhos dos rebanhos que por ali pastam.

As searas de centeio de altitude são mosaicos em tons de dourado e castanho e são o exemplo do ecossistema criado pelo Homem que fornece um habitat para diversas espécies cinegéticas.

Cumplicidade - Covão da Ponte

Cumplicidade – Covão da Ponte

É o local ideal para quem pretende passar um dia tranquilo em plena harmonia com a natureza. Aproveite para caminhar ao longo do Rio Mondego. Visite ali perto a Capela de Nossa Senhora do Carmo, os Casais de Folgosinho e a Capela de Nossa Senhora de Assedasse.

É um lugar muito especial. Cada vez que o visito sinto-me nostálgico. Recordo com uma amálgama de alegria e saudade os Verões que ali passei. O campismo selvagem… os banhos de água gelada… as tempestades… os amigos que me acompanharam… os amigos que já partiram… a agitação que era o fim-de-semana, com gente de todo o lado, carregada com a indispensável merenda… a pureza das pessoas que por lá perto habitam… histórias…

Covão da Ponte ou Castanheira na Serra da Estrela

Covão da Ponte ou Castanheira na Serra da Estrela

A aura deste lugar é confortante e revitalizante. Com uma beleza natural incrível é um quadro pintado com cores diferentes a cada estação do ano…

O Parque de Campismo do Covão da Ponte

Longe vão os tempos em que se praticava “Campismo Selvagem” neste local. Atualmente o Parque de Campismo do Covão da Ponte disponibiliza aos campistas todas as condições para que a sua estadia seja mais confortável e segura. O Parque está completamente integrado na natureza e procura preservar o espaço circundante e as suas características.

(Deve confirmar sempre se o parque de campismo se encontra a funcionar junto da entidade responsável)

Coordenadas

Latitude: 40.4426612 | Longitude: -7.5157164

 

5 motivos para se deslumbrar com a Covilhã

Vivo na Covilhã há nove anos, onde estudei, namorei, trabalhei e por cá fiquei.

Sou suspeita para falar desta cidade beirã, isto porque “foi ela” que me viu crescer, foi ela que me recebeu em idade estudantil e foi ela que me deixou ficar para continuar o meu futuro. Mas a Covilhã tem ainda mais encanto para quem a conhece pela primeira vez…

1. Cidade Montanha

A Covilhã é um exemplo bastante original de uma “cidade de montanha”, rara no urbanismo Português, e com uma vasta tradição industrial.

De João Pedro Jesus

De João Pedro Jesus

Quando chegamos apenas somos capazes de vislumbrar um amontoado de casas montanha cima, mas por entre esse empilhado de casas existe ruas carregadas de gente com muitas histórias. A cidade montanha pauta-se por ser uma cidade 5 estrelas, de um encanto singular e muito particular. Esta cidade é diferente de todas as outras, ela é acolhedora, familiar e jovem.

2. O nascer do sol

É indescritível… o nascer dos sol foi um dos motivos que me fez apaixonar pela Covilhã, é de uma beleza natural única e maravilhosa. Nunca tinha visto nada parecido… Na primavera a aurora é carregada de andorinhas que enchem o céu, e no inverno a parte mais baixa da cidade é submersa pelo esplendoroso nevoeiro que banha a Cova da Beira. Costumo dizer que a Covilhã é inundada pelo seu “mar” (nevoeiro).

Mas comprove o que lhe digo e assista a este vídeo de João Pedro Jesus:

3. Arte urbana

Vocês perguntam-se como é que no interior de Portugal isto pode existir? Pois é, isto é bem real e já se tornou um dos focos turísticos da cidade. Após a primeira edição do Festival de arte urbana da Covilhã -WOOL, a cidade beirã viu as suas paredes e muros abandonados serem pintados e esculpidos por alguns nomes consagrados da arte urbana. JR, VHILS, Btoy, ARM Collective ou Bordallo são alguns dos artistas que com as suas intervenções e obras de artes permitiram a construção de um roteiro de arte urbana na cidade.

Mariana Sousa

WOOL Covilhã

4. A ponte artística

A cidade encontra-se entre duas ribeiras, a da Carpinteira e da Goldra. Na ribeira da Carpinteira, a ponte pedonal, desenhada pelo arquiteto João Luís Carrilho da Graça, ziguezagueia no alto do vale. É umas pontes pedonais mais impressionantes em Portugal. Sobre a ribeira erguem-se 52 metros de altura (igual a um edifício de 17 andares), 220m de comprimento e 4,40m de largura, em formato sinuoso e muito artístico.

Ponte Pedonal- Notícias da Covilhã

Ponte Pedonal- Notícias da Covilhã

O trabalho já foi premiado na 7ª Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo como um dos melhores trabalhos de arquitetura da América Latina, Portugal e Espanha. Foi também premiado pelos Prémio Globais AIT (2011) e foi considerada um dos “World’s Coolest Design Destination” pela prestigiada revistaTravel & Leisure. A ponte sobre a ribeirda da Carpinteira foi também nomeada para os prémios Mies van der Rohe.

5. Cidade jovem e diversificada

Para uma cidade do interior a Covilhã é muito cosmopolita. Talvez devido à Universidade da Beira Interior que cada vez atrai mais estudantes de vários pontos do país e do estrangeiro, mas porque sobretudo a cidade está repleta de jovens, artistas, gente empreendedora que está sempre predisposta a aprender com os serranos, que tanto têm para ensinar.

Terra de gentes genuínas aqui encontrará hospitalidade, diversão, boa comida, locais naturais encantados e muitos outros lugares de visita. A história da “Manchester Portuguesa” também é um ótimo motivo mas isso fica para você descobrir sua visita!