Como passar 36 horas na Lisboa renascida

“Tudo o que era velho é novo outra vez na capital Portuguesa” diz o New York Times. “Ao longo da cidade estruturas e espaços definhados estão elegantemente renascidos. Mercados de bairro outrora abandonados passaram por reformas ambiciosas e atualmente formam novos “spots” na cidade para comer e beber. Ao mesmo tempo, os recantos históricos da cidade, museus, mansões de industriais permanecem maravilhosamente intactos”, refere o reconhecido jornal sobre Lisboa.

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Arco da Rua Augusta – Lisboa

Durante anos, a praça monumental do século XVIII, a Praça do Comércio, foi rodeada por escritórios sem brilho e marcada por locais de construção para projetos. Nos últimos anos, porém, ícones da capital como o arco triunfal da rua Augusta e a estátua do rei Dom José I foram remodelados, e uma série de novos cafés, bares e boutiques tem aparecido no terraço ao ar livre.

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Terreiro do Paço

Já à beira-mar estão agora corredores, carrinhos, ciclistas e piqueniques que se aproveitam do novo caminho arborizado, degraus de pedra delicadamente graduados, quiosques e cafés ao longo da margem do rio.

Na sua visita à capital, aproveite para conhecer o navio colorido chamado Trafaria. Coberto de azulejos azuis e brancos tradicionais e cheio de instalações brilhantes que evocam o mar, foi concebido pela artista Joana Vasconcelos e foi uma das esculturas que formou o pavilhão Português na Bienal de Veneza em 2013. Entre as 11 horas, 15 e as 18 horas de março a outubro, o barco oferece um passeio panorâmico de uma hora.

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Lisboa à noite

Ainda em Lisboa, existe um lugar, onde pode jantar bovino cru, polvo enlatado, lascas de presunto, mariscos cozidos, gelado de manga e licor de sabor de cereja… E onde? No Mercado da Ribeira, com certeza. Metade da estrutura é do século XIX , local onde chefs de Lisboa, os restaurantes favoritos, as lojas de alimentos de luxo entre outras mais valias se juntaram para o agradar. O Prego da Peixaria é um desses exemplos, serve sandes de carne quentes suculentos no pão sírio. Uma delícia…

A onda de novos bares continua a inundar as ruas do Cais do Sodré. Por isso, aproveite cada rua, cada bar, todos eles têm algo de especial para si!

Mas para nosso “mal” algumas das melhores coisas da vida não são livres. Os vasos de porcelana chinesa, pinturas de Pieter Bruegel, bacias hidrográficas de mármore de Versailles. Mas felizmente para os visitantes de Lisboa, o falecido empresário António de Medeiros e Almeida teve bolsos e uma sede de cultura, que resultou numa mansão do século XIX transbordada de artes decorativas. Poderá passear sobre os pisos de mármore de Casa-Museu Medeiros e Almeida, apreciar espelhos dourados de Thomas Chippendale, de pé tapetes últimos do século XIX tecidas na cidade Silk Road de Samarkand, orar num altar esculpido de uma igreja em Goa e admirar uma porcelana bidé azul-celeste primorosamente decorada.

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Cortar presunto

Pig é uma Charcutaria de Lisboa, e é apenas uma das muitas lojas de comida no Mercado de Campo de Ourique, um mercado recentemente renovado. O camarão é grande no Mercado do Marisco, seja cozido com sal marinho, ou frito com alho e molho de manteiga, não poderá perder a oportunidade de experimentar.

Visite ainda a mansão resplandecente com arcos de ferradura, pisos de mosaico geométrico, remoinhos de gesso esculpido, casa do século XIX mesmo em frente à Praça do Príncipe Real, que agora (2013) renasceu como uma “Galeria de compras Conceptual” chamada Embaixada. As salas imponentes são ocupados por lojas portuguesas locais e marcas como a Urze, que vende elegantes produtos de lã, mas também por marcas temporárias, uma loja com tudo, desde sardinhas enlatadas ou bugigangas para telefones e outros instrumentos.

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Alfama- Lisboa

Situado perto da Igreja de São Cristóvão, o restaurante Leopold emana humildade e graça. As paredes brancas e mesas de madeira dão um ar contido no espaço minúsculo e silencioso. Da mesma forma, a comida mostra a devoção respeitosa das receitas portuguesas de antigamente, e que por vezes, favorece interpretações modernas.

No último dia descubra o Museu Nacional de Arte Antiga, um repositório de excelente pintura europeia. A galeria irá sacudir-lhe a alma.

A magia do Porto em 36 horas

No final do mês de janeiro o jornal internacional “New York Times” destacou mais uma vez a cidade do Porto com um “passeio” por 36 horas. Como é evidente não conhecerá tudo, mas aproveitará para tirar o melhor partido de alguns locais magníficos, como a impressionante estação de comboio, os bares “da moda” que servem bebidas com a assinatura do Porto, esta charmosa cidade oferece-lhe o melhor do antigo e do novo.

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Arquitetura das casas portuenses

Segundo o prestigiado jornal é difícil encontrar algo menos bom sobre o Porto, desde os novos bares e restaurantes, um ambiente descontraído, facilitado pelo excelente vinho. O centro da cidade é repleto de ruas encurtadas com varandas enfeitadas com vasos de flores. Um dia ideal no Porto combina a grandeza da sua história e um renascer do novo a cada minuto. Mas como o título anunciava são apenas 36 horas, por isso vamos aproveitar da melhor forma.

Nas primeiras horas…

Entre comboios, telhados e doces a invicta vai deliciá-lo. A maioria dos visitantes chega de comboio, e vale a pena, só para poder apreciar a estação de São Bento. Mais de um século de idade, o interior do edifício está decorado com azulejos azuis e brancos, os requintados azulejos de que Portugal é tão conhecido.

A uma curta caminhada da estação, os amantes de doces irão encontrar dois estabelecimentos, a confeitaria Serrana, uma padaria familiar há mais de 40 anos, onde servem a melhor bola de Berlim da cidade. Também ali perto, na Cremosi, encontra um excelente lugar para provar um gelado de sabor alcoólico, constituído por vinho do porto e gin tónico.

Mas para quem é apreciador de vinho e não pode passar pelo Porto sem experienciar os néctares portugueses, nada melhor do que dar um saltinho à Vinologia. Para aqueles que estão mais interessados em amostras a loja oferece uma enorme variedade a preços acessíveis.

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Mas não ficamos por aqui… O famoso chef português, José Avillez, já tem um empreendimento no Porto, Cantinho do Avillez, que atrai turistas e moradores locais para provarem os seus criativos pratos. Não perca a oportunidade e conheça este local magnífico.

No dia seguinte…

Ao almoço usufrua dos cafés e confeitarias da cidade e economize no preço, no espaço e no tempo, fazendo do seu almoço algo rápido. Confira ainda projetos como o Feeting, um conceito de loja chique de venda de roupas e acessórios, incluindo artigos de couro da marca portuense Maria Maleta. Em cada subida e em cada esquina encontrará locais de venda de produtos portugueses, com um estilo retro mas muito autêntico. O Centro Comercial Bombarda só abre a partir do meio-dia, mas a coleção de pequenas lojas e restaurantes na Rua da Bombarda que se aglomeram é o paraíso para os clientes que procuram lojas abarrotadas de mercadorias provenientes de estilistas locais.

Se depois destas visitas lanchar é uma prioridade, conheça o Stash, uma loja de sandes, que um chef com estrela Michelin abriu em 2014. Aqui degustará uma sandes de carne de porco ibérico preto cozido ou uma sandes de frango grelhado com pickles caseiros e um copo de vinho.

Mas parece que na invicta só se come, nada disso! Conheça a Sé do Porto, que tem entrada livre, e que possui uma miscelânea de detalhes arquitetónicos de vários séculos. Certifique-se de explorar o claustro gótico do século XIV, com a sua pedra requintado e azulejos decorativos. A praça em que a catedral fica conduz a uma visão perfeita sobre o mar de casas de telhados vermelhos pitorescas que se inclinam para o rio.

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Azulejos

Também muito próximo, instalado numa antiga prisão, o Centro Português de Fotografia (entrada livre) tem uma localização incomum, bem como impressionantes exposições de fotografia temporárias. O edifício data do século XVIII, e ainda possui as grelhas que cobrem as janelas onde os prisioneiros eram mantidos até a Revolução dos Cravos, em 1974. No terceiro andar é uma coleção extremamente impressionante de câmaras de cada década, incluindo alguns fabulosos câmaras “espionagem” dos anos 60, 70 e 80.

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Porto- Torre dos Clérigos

Um pouco mais à frente, na Torre dos Clérigos, imbatíveis vistas panorâmicas sobre as igrejas e os telhados de Porto, os históricos armazéns portuários, a curva do rio Douro e as gaivotas que varrem ao longo da orla da Ribeira pode ser visto a partir do campanário da Torre de Clérigos, com a entrada a 3 euros e com 225 degraus estreitos e em espiral.

Uma tendência deliciosa que é incrementada no Porto são os petiscos, a versão em Português das tapas. Em vez de um jantar, experimente alguns dos novos lugares. Na Rua dos Caldeireiros, um punhado de restaurantes têm aparecido recentemente, dos quais o “Caldeireiros” é o destaque. Pare aqui para uma alheira de caça, uma salsicha feita com carnes brancas, como coelho e galinha, e servido com espinafre e alho. Ou experimente a sandes de lombo de porco, cobertas com queijo derretido e um bom vinho.

Nas últimas horas…

No dia seguinte reserve o almoço com antecedência na Cervejaria Brasão. Os pisos de azulejos rústicos, acentos de madeira e paredes de pedra fazê-lo parecer como se tivesse sido sempre assim, mas que abriu em 2014. As refeições começam com pão e manteiga aromatizada com presunto ibérico; siga isto com a tartárea de carnes e batatas fritas frescas, ou moelas estufadas. Adicione toda a cebola frita servida com maionese de alho. Almoço para dois, cerca de 30 euros.

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Ponte Dom Luís I -Porto

O tabuleiro da Ponte de D. Luís I estende-se a partir da Ribeira do Porto para o Rio Douro e para Vila Nova de Gaia. Passeie ao longo da ponte, com as suas vistas deslumbrantes rio abaixo, para os armazéns portuários que pontilham o lado oposto. Quase todos oferecem passeios, mas é a vista do Porto e da movimentada orla Ribeira que é a característica mais espetacular. Passeie ao longo da margem do rio, ou vá ao Sandeman ou Taylor, em seguida, apanhe o teleférico que o vai levar de volta para a ponte.

Passado isto as 36 horas já se forma e você certamente vai querer regressar e repetir!

 

Gosta de queijo Serra da Estrela? Este artigo é para si…

O queijo Serra da Estrela é um petisco, fruto de um processo ancestral. Na região da Serra da Estrela, a produção do queijo é na sua maioria de caráter familiar. O ambiente na produção é único, o que acaba por produzir vários segredos que vão passando de geração em geração. Todo o seu fabrico requer uma seleção criteriosa do leite, exclusivamente fornecido pelas raças Bordaleira da Serra da Estrela ou Mondegueira. Após todo o processo de coalhar, encher as “formas” e a salga, o queijo é colocado no local onde irá permanecer pelo menos um mês, para a sua maturação e para formação da casca.

Ovelhas - Raça Bordaleira

Ovelhas – Raça Bordaleira

Mas para que a segurança e a máxima de qualidade não faltem na sua mesa, o queijo Serra da Estrela é certificado, sendo todo o processo de fabrico inspecionado segundo critérios rigorosos. No entanto, e até ao mês de março, poderá aproveitar os certames distribuídos pela região e conhecer diretamente os produtores e vendedores desta iguaria. Palestras, showcooking e muitos eventos trazem ano após ano milhares de pessoas à região serrana.

A região demarcada de produção do queijo Serra da Estrela abrange 12 municípios, Guarda, Fornos de Algodres, Celorico da Beira, Gouveia, Manteigas, Seia, Trancoso, Oliveira do Hospital, Nelas, Penalva do Castelo, Mangualde e Covilhã.

Mas sem mais demoras e de forma cronológica iremos enumerar os concelhos organizadores das feiras com uma breve descrição, datas e a localização, para que consiga programar a sua vinda até cá!

O concelho de Celorico da Beira, conhecido pela Capital do Queijo Serra da Estrela pertence ao distrito da Guarda, e possui neste momento seis queijarias certificadas. É lá que a partir do dia 30 de janeiro a 7 de fevereiro, no Mercado Municipal de Celorico da Beira, estarão reunidos dezenas de produtores de queijo que terão a oportunidade de divulgar e promover a saborosa iguaria. Mas o certame existe também para o distrair e divertir, por isso irá contar com artesanato e produtos regionais e locais, e ainda várias atividades culturais.

Mas se está a pensar vir esquiar até ao ponto mais alto de Portugal mas também quer conhecer outros pontos turísticos e aproveitar e conhecer melhor esta maravilha, nada melhor do que descer a encosta mais a norte da montanha e aproveitar os eventos em Gouveia e em Seia.

De dia 4 a 9 de fevereiro, o concelho de Gouveia acolhe o Carnaval da Serra e promove no dia 7, no mercado municipal, a tradicional feira do queijo. Aqui deparar-se-á com os produtos endógenos, as tradições e a autenticidade da produção do Queijo Serra da Estrela.

Já em Seia, a feira do queijo decorrerá no mercado municipal, entre os dias 6 e 9 de fevereiro. Designado como uma das sete Maravilhas da gastronomia portuguesa, esta iguaria será o centro das atenções às portas da Serra da Estrela. Poderá ainda aproveitar os concertos musicais proporcionados pela Câmara local, forma de dinamização do concelho.

Queijo Serra da Estrela e Flor de Cardo

Queijo Serra da Estrela e Flor de Cardo

Indústria artesanal de extrema importância, a produção queijeira no concelho de Fornos de Algodres faz desta terra mais um ponto de referência do queijo serrano. A Feira do Queijo realiza-se no dia 12 e 13 de março, em Fornos de Algodres, mas neste evento estarão presentes os produtos regionais como o azeite, os enchidos e os doces. Uma coisa é garantida, a autenticidade e a genuinidade da produção do Queijo Serra da Estrela estará sempre presente.

Provas de queijo e enchidos, tosquias e fabrico de queijos ao vivo, é o que a feira de queijo de Oliveira do Hospital tem para lhe oferecer na sua 25ª edição. Mais de duas centenas de expositores vão estar presentes neste que é um dos mais importantes eventos de Oliveira de Hospital.

Queijo Serra da Estrela, vinho e Pão

Queijo Serra da Estrela, vinho e Pão

Caso se desloque até cá poderá comprovar que as Feiras do Queijo e a própria produção do queijo desempenham um importante papel no setor económico regional, quer na valorização da marca Serra da Estrela  quer no território.